Negócios

Ibovespa tem o maior ganho semanal desde março de 2021; Banco Inter (BIDI11) dispara 8%

Bradespar (BRAP4) reduz fatia na VALE3 | BR Malls (BRML3) recusa fusão com Aliansce Sonae (ALSO3)

Últimas atualizações
  atualização
15.01.2022 01:53

Encerramos as transmissões de hoje. Leia na segunda mais notícias em tempo real

Confira mais notícias em tempo real nesta segunda (17).

Saiba quais os principais destaques que irão movimentar o cenário econômico: inscreva-se aqui e receba todos os dias notícias, antes da abertura do mercado, na Suno Call.

14.01.2022 19:15

Ibovespa fecha em alta de 1,33%, próximo aos 107 mil pontos, descolado dos mercados internacionais

O Ibovespa encerrou a sexta-feira (14) em alta de 1,33%, aos 106.927 pontos, pela primeira vez no ano, atingindo assim seu melhor nível de fechamento desde 17 de dezembro.

Durante o dia, o índice foi entre mínima de 105.028 e máxima de 107.061 pontos, com abertura a 105.530,43 pontos. O giro foi de R$ 31,4 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou ganho de 4,10%, vindo de perdas de 2,01% e de 0,07% nas duas anteriores. Foi a melhor semana do índice da B3 em dez meses. No intervalo entre 1º e 5 de março de 2021, avançou 4,70%

No mês e no ano, o Ibovespa acumula ganho de 2,01%, fechando a primeira quinzena de janeiro no positivo, após largada bem negativa em 2022, com perdas nas três primeiras sessões.

No cenário doméstico, houve uma melhora no desempenho do varejo na passagem de outubro para novembro fez o volume de vendas ficar 1,2% acima do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas operam 1,9% aquém do pré-pandemia. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Aqui, “o mercado seguiu descolado de Nova York, acompanhando dados de varejo pela manhã, melhores do que a expectativa, e também com certa acalmada na questão econômica, com reflexo nos juros, a curva fechando um pouquinho. E as ações de bancos, que estavam muito depreciadas, subiram hoje com resultados de bancos americanos, alguns um pouco melhores, mas em geral mistos – nossa temporada de balanços começa no final desse mês”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos, que chama atenção para a diminuição do fluxo vendedor, principalmente dos fundos. “Houve diminuição daquela onda de resgates que vimos no final do ano passado, o que tira um pouco da pressão. Como nossa Bolsa vem com um desconto bastante expressivo, está dando essa oportunidade de melhorar”, acrescenta.

“O descolamento brasileiro veio da surpresa positiva do varejo, com crescimento acima do esperado, e que, embora pequeno, de 0,6% (em novembro ante outubro), resulta em otimismo na Bolsa, enquanto o exterior segue em ajuste, especialmente no setor de tecnologia”, diz Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos.

 

Dia desfavorável em Nova York

As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta sexta, em sessão marcada pelo começo da temporada dos principais balanços nos Estados Unidos. Alguns dos maiores bancos do país publicaram quedas nos lucros, pressionando o setor como um todo. Além disso, o mercado continuou se ajustando à postura hawkish (mais dura) do Federal Reserve.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,56%, aos 35911,81 pontos, o S&P 500 subiu 0,08%, aos 4662,85 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,59%, a 14893,75 pontos. Na semana, todos os índices acumularam quedas, de 0,88%, 0,30% e 0,28%, respectivamente.

O início da agenda de resultados trimestrais nos EUA vieram com resultados mistos. As perdas se intensificaram depois que o Departamento do Comércio dos EUA revelou que as vendas no varejo nos EUA diminuíram 1,9% em dezembro ante novembro, bem mais que a queda de 0,1% prevista por analistas consultados pelo The Wall Street Journal. A Capital Economics culpa a inflação elevada e gargalos na cadeia produtiva pelo desempenho, mas ainda vê um “impacto modesto” da Ômicron.

Ao fim, S&P 500 (+0,08%) e Nasdaq (+0,59%) mudaram de sinal em Nova York, mas ainda acumulando perdas de 2,17% e 4,80%, respectivamente, no mês.

O dólar fechou em queda de 0,29%, a R$ 5,5132, oscilando entre R$ 5,5087 e R$ 5,5531. O ouro com entrega prevista para fevereiro recuou 0,27%, a US$ US$ 1.816,50 por onça-troy. Na semana, porém, acumulou avanço de 1,06%.

Com o petróleo em alta no pregão, o desempenho de Petrobras (PETR3, +2,10%, PETR4, +3,73%) impulsionou o Ibovespa, apoiando-se igualmente no setor bancário. À tarde o índice ganhou ímpeto, renovando inicialmente máximas acima de 1% na sessão.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, encerrando semana de ganhos para o barril, marcada por menor preocupação com os impactos da variante Ômicron do coronavírus para a demanda. No atual estágio, nova liberação de reservas é discutida por países consumidores, com destaque para a China, que registrou um aumento nas importações de petróleo em dezembro.

O petróleo WTI com entrega prevista para fevereiro fechou em alta de 2,07%, a US$ 83,82 o barril. O Brent para março subiu 1,88%, a US$ 86,06 o barril.

As commodities ficaram em destaque hoje, trazendo bons resultados para ações das petroleiras. PetroRio (PRIO3) subiu 4,00%, se destacando entre os maiores ganhos do Ibovespa. Em baixa no início do pregão, seguindo a queda do preço do minério de ferro, Vale (VALE3) virou e avançou 0,58%, a R$ 84,69.

A maior alta do dia, Banco Inter (BIDI11), subiu 7,92% após ser beneficiado por um leilão de ações que movimentou 30 milhões de papéis na bolsa, com giro de R$ 700 milhões. Também figurando na lista, as ações preferenciais da empresa subiram 4,25%. A BrMalls (BRML3), que registrou +7,01%, brilhou durante o pregão por causa da recusa, por unanimidade do conselho de administração, da proposta de fusão com a Aliansce Sonae (ALSO3). Grandes bancos avançaram em bloco, mas os papéis de empresas ligadas à tecnologia e do varejo de vestuário sofreram quedas.

 

Veja as maiores altas do Ibovespa

 

Maiores baixas

 

Notícias que movimentaram a bolsa de valores

  • Vendas no Varejo sobem 0,6% em novembro com Black Friday fraca
  • Bradespar (BRAP4) reduz a 3% participação na Vale (VALE3) e segue desinvestimentos
  • Petrobras (PETR4) supera em 4% meta de 2021 e revisa projeção para 2022

 

Vendas no Varejo sobem 0,6% em novembro com Black Friday fraca

O volume de vendas no varejo do Brasil subiu 0,6% em novembro ante outubro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com o avanço, mais da metade das atividades tiveram resultado negativo no período.

Na comparação a novembro de 2020, as vendas no varejo recuaram 4,2%. Em 2021, o comércio varejista acumula alta de 1,9%, assim como no acumulado de 12 meses.

Os especialistas do mercado esperavam um resultado melhor do que o apresentado. De acordo com a estimativa dos analistas, na comparação mensal o valor ficaria estável, enquanto na comparação anual o recuo seria de 6,5%.

Embora tenha apresentado alta no mês de novembro, cinco das oito atividades pesquisadas na pesquisa do varejo tiveram taxas negativas no período. O destaque ficou com o crescimento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%).

Também avançaram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%).

“O que vimos foi uma Black Friday muito menos intensa, em termos de volume de vendas do que a de 2020, quando esse período de promoções foi melhor, sobretudo para as maiores cadeias do varejo”, explica o gerente da PMC, Cristiano Santos.

E continua: “Isso se deve, em parte, pela inflação, mas também por uma mudança no perfil de consumo, já que algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre, quando houve maior disponibilidade de crédito e o fenômeno dos descontos. Isso adiantou de certa forma a Black Friday para algumas cadeias”.

Bradespar (BRAP4) reduz a 3% participação na Vale (VALE3) e segue desinvestimentos

A Bradespar (BRAP4) reduziu a sua participação no capital social da Vale (VALE3), maior companhia do Ibovespa, conforme comunicado ao mercado desta quinta-feira (13).

A participação da Bradespar caiu de 6% para 3,3% do capital da Vale, agora detendo 163,2 mil ações da Vale.

Após o fim do último acordo de acionistas da Vale no fim de 2019, as companhias que controlavam a mineradora por meio do grupo Valepar (posteriormente incorporados pela Vale em 2017), se tornaram acionistas de referência.

Porém, a mineradora se tornou oficialmente uma corporation nos anos seguintes, ou seja, uma companhia de capital e controle pulverizados.

À época, a Bradespar tinha cerca de 5,5% de papéis ordinários na Vale – posição quase tão grande quanto à da BlackRock, que gere o maior ETF do Ibovespa do Brasil.

Com a aprovação da redução de capital, a Bradespar estima que a participação na mineradora caia para cerca de 3,23% até o fim da operação, 0,07 pontos percentuais abaixo do nível atual.

À época do acordo, analistas viram a notícia como positiva, por existir espaço para um fechamento adicional do desconto de holding, que está atualmente em torno de 20%.

Com a operação mais recente, a Bradespar restituiu a seus acionistas em torno de 130,6 milhões de ações de emissão da Vale, conforme já havia anunciado ao mercado em geral em setembro do ano passado.

Segundo o documento arquivado pela Vale na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a “referida operação não visou a acarretar alteração na composição do controle ou na estrutura administrativa”, e a “Bradespar não é signatária de quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários”.

 

Petrobras (PETR4) supera em 4% meta de 2021 e revisa projeção para 2022

A Petrobras (PETR4) informou nesta sexta-feira (14) que cumpriu – e excedeu em 4% – a meta de produção para o ano de 2021, conforme comunicado ao mercado disponível nos sistemas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ao todo, a estatal petroleira brasileira produziu 2,22 milhões de barris por dia de petróleo e gás natual liquefeito (LGN), ou 2,77 milhões de barris de óleo equivalente em óleo e gás total.

Entre os fatores que contribuíram para o desempenho em 2021, a Petrobras destaca:

  • o início de produção pela embarcação FPSO Carioca, primeira plataforma no campo de Sépia, pré-sal da Bacia de Santos;
  • produção própria no pré-sal, que totalizou 1,95 milhões de barris equivalentes por dia em 2021, representando 70% da produção total da Petrobras;
  • início do acordo de coparticipação do campo de Búzios, que regula a coexistência do Contrato de Cessão Onerosa e do Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa para o campo;
  • e a conclusão da venda da totalidade de sua participação nos campos marítimos de Frade, na Bacia de Campos, e Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, dos Polos terrestres Rio Ventura, Miranga e Remanso, na Bahia, e Cricaré, no Espírito Santo, além dos campos terrestres de Dó-Ré-Mi e Rabo Branco, em Sergipe.

“O resultado demonstra o compromisso da Petrobras com o cumprimento das suas metas que vêm sendo alcançadas com a manutenção do foco de atuação nas suas atividades em ativos em águas profundas e ultraprofundas, onde tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos, produzindo óleo de melhor qualidade e com menores emissões de gases de efeito estufa”, destaca o comunicado.

 

Desempenho dos principais índices

Além do Ibovespa, confira o fechamento dos principais índices da bolsa hoje:

  • Ibovespa hoje: +1,33%
  • IFIX hoje: +0,66%
  • IBRX hoje: +1,29%
  • SMLL hoje: +0,76%
  • IDIV hoje: +0,69%

Cotação do Ibovespa nesta quinta (13)

O Ibovespa fechou o pregão da última quinta-feira (13) em queda de 0,15%, aos 105.529 pontos.
(Com informações do Estadão Conteúdo)

 

14.01.2022 18:28

Ibovespa fecha em alta de 1,33%, aos 106.927,79 pontos, depois de oscilar entre 105.028,27 e 107.061,73

14.01.2022 18:15

Dólar cai pelo quarto pregão seguido e acumula baixa de 2,10% na semana

Após trabalhar em leve alta durante praticamente toda a sessão, o dólar à vista perdeu força no fim do dia e emendou nesta sexta-feira, 14, o quarto pregão consecutivo de queda. Lá fora, a moeda norte-americana subiu frente a pares fortes, em correção após as baixas recentes, e apresentou comportamento misto na comparação com divisas emergentes. Com renovação de sucessivas mínimas na última hora de negócios, quando tocou momentaneamente a linha de R$ 5,50 (R$ 5,5087), a moeda fechou com perda de 0,29%, a R$ 5,5132 – menor valor de fechamento desde 16 de novembro (R$ 5,4997). Assim, o dólar encerra esta semana com desvalorização de 2,10%.

Analistas veem a perda de fôlego global da moeda americana ao longo desta semana como principal catalisador da apreciação real. Declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, e o índice dos EUA de inflação ao consumidor (CPI) em dezembro em linha com o esperado desarmaram apostas mais pessimistas em torno do ritmo de normalização da política monetária americana.

O BC dos EUA vai encerrar o programa de compra de ativos e, provavelmente, iniciar a alta de juros em março, promovendo entre três e quatro elevações em 2022. Mas a eventual redução do balanço patrimonial da instituição, que representa retirada de liquidez do sistema, deve ficar apenas para o fim deste ano. Embora tenha subido nesta sexta, o índice DXY – que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes – desceu, nos últimos dias, de um patamar superior a 96 mil pontos para algo ao redor dos 95,200 pontos.

Por aqui, pesaram a favor do real, segundo analistas, as captações de empresas com emissão de títulos no exterior, a internalização de recursos por exportadores e a volta do apetite do investidores estrangeiros por operações de carry trade (que exploram o diferencial entre juros internos e externos). Além de aumentar a atratividade da renda fixa local, a taxa de juros doméstica mais elevada também aumenta o custo do hedge e desencoraja apostas mais contundentes contra o real.

“Hoje é um dia bem interessante. Com as bolsas em Nova York caindo e o Ibovespa subindo. Tem muito capital mal alocado em ativos estrangeiros que pode acabar voltando para cá”, afirma o diretor de Inversa Publicações, Rodrigo Natali, ressaltando que o estoque de posições de brasileiros em BDRs (recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na B3) e em fundos de BDRs fechou 2021 em R$ 32 bilhões. “As pessoas criaram a percepção de que comprar ação lá fora não tem risco. Mas o risco é duplo, da ação e cambial. Não deixa de ser uma posição comprada em dólar (que ganha quando a moeda americana sobe).”

Natali também nota o retorno do interesse de estrangeiros por operações de carry trade, dados os juros domésticos elevados e uma diminuição da volatilidade da taxa de câmbio. “Talvez porque o mercado americano, que está operando de lado, não ofereça mais tantas oportunidades. Podemos ver o real voltar a ter uma boa performance”, diz Natali, acrescentando que não há mais a pressão do overhedge dos bancos e que os exportadores podem voltar a internalizar recursos.

Se não são suficientes ainda para fazer o dólar trabalhar abaixo de R$ 5,50, esses fatores impedem, por ora, que a taxa de câmbio se situe perto de R$ 5,70. Não fossem a questões fiscais domésticas, com demanda do funcionalismo por reajuste salarial, e a aparente inviabilidade de uma candidatura da terceira via no pleito presidencial, o real poderia se fortalecer ainda mais, dizem analistas.

Em campanha por reajuste salarial, servidores dos Três Poderes programaram paralisação para a próxima terça-feira, dia 18. Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o ministério da Economia quer “segurar a chave do cofre” até o dia 4 de abril, a partir de quando, pela lei eleitoral, segundo parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), fica vedada a concessão de reajustes.

“A pressão pelo reajuste dos salários dos servidores e consequente impacto fiscal deve continuar no radar dos mercados e pode prejudicar esse alívio momentâneo que estamos vendo no câmbio”, afirma a economista Cristiane Quartarolli, especialista em câmbio do Banco Ourinvest, acrescentando que pode haver também nova rodada de pressão contra divisas emergentes, diante da expectativa de alta dos juros nos EUA.

Entre os indicadores domésticos, o IBGE informou que as vendas do comércio varejista subiram 0,6% em novembro ante outubro (com ajuste sazonal). O resultado veio perto do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 2,8% a alta de 0,7%, com mediana estável (0,0%).

14.01.2022 16:57

Ibovespa tem alta de 1,13% e renova máxima do dia, aos 106.717 pontos

O Ibovespa hoje renova máxima aos 106.717 pontos, alta de 1,13%, às 16h50. O índice passou o dia na contramão dos mercados de Nova York, que refletiram negativamente aos dados de vendas no varejo abaixo do previsto e ao início da temporada de balanços. No cenário doméstico, os resultados das vendas de varejo em novembro surpreenderam positivamente. O indicador foi impulsionado pelos números de supermercados, ainda que com impacto mais fraco da Black Friday.

Maiores Altas

14.01.2022 15:32

Bolsas da Europa fecham em baixa, de olho em dados locais e Fed 'hawkish'

As bolsas da Europa fecharam em baixa nesta , acompanhando seus pares em Wall Street. Investidores monitoraram dados na Alemanha e Reino Unido, além das falas da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. A movimentação hawkish (mais dura) no Federal Reserve (Fed), o banco central da maior economia do mundo, também esteve no radar.

“Foi outra semana agitada para os mercados de ações europeus, com a fraqueza nos mercados de ações dos Estados Unidos culminando em um final de semana negativo”, diz o analista-chefe para mercados da CMC Markets, Michael Hewson.

O economista afirma que as especulações sobre o ritmo de aumento das taxas de juros básicos nos EUA mantêm os investidores “no limite”.

O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 1,04%, a 481,16 pontos, com queda semanal de 1,05%.

Em Londres, o FTSE caiu 0,28%, a 7.542,95 pontos, nesta sessão. Na semana, porém, acumulou avanço de 0,77%. Hewson destaca que esta é a quarta semana de ganhos para o índice londrino, que tem sido apoiado pelas altas nos papéis das petroleiras recentemente.

Em Frankfurt, o DAX cedeu 0,93%, a 15.883,24 pontos, terminando a semana com perda de 0,40%. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,81%, a 7.143,00 pontos – com baixa semanal de 1,06%. Na Alemanha, dados preliminares mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 2,7% no último ano. O resultado veio em linha com a expectativa do mercado e segue uma contração de 4,6% vista em 2020.

Ainda entre indicadores, o Reino Unido registrou produção industrial acima do esperado em novembro.

Nesta sexta, Lagarde reforçou a preocupação do BCE com a inflação. A presidente da autoridade monetária afirmou que as pressões inflacionárias têm impulsionado os preços na zona do euro e que o BCE adotará “todas as medidas necessárias” para levar a inflação ao consumidor de volta à meta.

Nos EUA, dirigentes do Fed também demonstraram preocupação com a inflação. O presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, disse que três ou quatro altas dos juros básicos devem ocorrer no país ainda em 2022.

Em Milão, o FTSE MIB caiu 1,08%, a 2.7543,96 pontos, cedendo 0,27% na semana.

Já nas praças ibéricas, o PSI 20 cedeu 1,21%, a 5.636,79 pontos (alta de 0,66% na semana), e o IBEX 35 recuou 0,12%, a 8.806,60 pontos, segundo dados preliminares.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

14.01.2022 14:44

Ibovespa sobe 0,67%, aos 106.242 pontos

O índice Bovespa mantém alta, na contramão bolsas dos Estados Unidos, impulsionado pela alta firme das ações da Petrobras (PETR4) e de papéis do setor financeiro.

 

Maiores Altas

Maiores Baixas

14.01.2022 14:44

Dirigente do Fed prevê inflação de cerca de 2,5% em 2022 e perto de 2% em 2023

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, afirmou nesta sexta-feira, 14, que a desaceleração no crescimento dos Estados Unidos e problemas na oferta devem ser gradualmente resolvidos, o que levará a inflação a desacelerar para “cerca de 2,5%” neste ano e para “perto de 2% em 2023”. A declaração foi dada durante discurso preparado para evento virtual do Council on Foreign Relations, no qual ele destacou o papel da demanda forte e de gargalos na oferta para influenciar os preços.

Williams disse que a onda de casos da covid-19, puxado pela variante Ômicron, provoca novos picos da doença no país, pressiona os serviços de saúde e também a força de trabalho americana. Para ele, esse surto do vírus deve desacelerar o crescimento nos próximos meses.

O dirigente previu que os EUA crescerão 3,5% neste ano. Ele notou que isso é inferior ao ano de 2021, mas ainda ficará acima da média de longo prazo para o país. Ao mesmo tempo, ressaltou as incertezas no quadro atual, com a pandemia.

Williams projetou também que a taxa de desemprego recuará a 3,5% neste ano nos EUA. Nesse quadro, ele disse que “estamos nos aproximando” do momento sobre quando elevar os juros. O dirigente não se comprometeu com uma data, dizendo que isso dependerá dos dados divulgados e de outras informações disponíveis.

Para Williams, de qualquer modo, o mercado de trabalho forte “ajuda a guiar” essa decisão sobre subir os juros.

Segundo ele, as taxas de juros de longo prazo devem avançar nos Estados Unidos, conforme o Fed reduz seu balanço. O dirigente disse ser impressionante o quão baixos os retornos dos bônus de curto prazo estão neste momento.

Nesta sexta-feira (14), o presidente americano Joe Biden indicou Sarah Bloom Raskin para vice-presidente de Supervisão do Fed, além de apontar Lisa Cook e Philip Jefferson para diretores. O Senado terá de confirmar os nomes.

No comunicado da Casa Branca com a notícia, Biden diz que a economia dos EUA teve “enormes progressos no último ano”, “mas enfrenta o desafio de preços elevados”.

Disse ainda em nota que, caso todas suas indicações sejam avalizadas pelo Senado, o conselho terá maioria feminina, além da primeira mulher negra na história a participar dessa instância decisória do Fed (Lisa Cook).

(Com informações do Estadão Conteúdo)

14.01.2022 12:16

Ibovespa vira e volta ao campo positivo, com alta de 0,60%, aos 106.165 pontos

O Ibovespa hoje passou a subir 0,60%, próximo das 12h15, com os investidores refletindo os dados de varejo. Os resultados vieram acima do teto de expectativas em novembro, considerado uma surpresa após a divulgação dos dados de serviços ontem. Nos Estados Unidos, o mercado também digere dados do varejo hoje, em meio a discussões sobre o aumento de juros.

Confira as maiores altas e baixas do índice Bovespa:

Maiores Altas

Maiores Baixas

14.01.2022 11:16

Dólar sobe de olho em juros, varejo forte, greve de servidores e Treasuries

O dólar opera em alta frente o real na manhã desta sexta-feira (15), após acumular queda de 2,55% nas últimas três sessões. Os agentes de câmbio ajustam posições atentos ao avanço dos juros futuros na esteira dos dados do varejo restrito e ampliado no País em novembro perto do teto das projeções do mercado.

Às 11h15, o dólar hoje avançava 0,16%, a R$ 5,53. E o dólar futuro para fevereiro ganhava 0,25%, a R$ 5,56.

Também são levados em conta, segundo operadores, o avanço dos juros dos Treasuries nesta manhã em meio à possibilidade de início de aperto monetário nos Estados Unidos já em março e a queda dos índices futuros de Nova York, após a divulgação de balanços de bancos americanos nesta manhã.

Há ainda cautela local com o quadro fiscal do País em meio à paralisação de servidores públicos dos Três Poderes por reajuste de salários, marcada para a próxima terça-feira, (18).

>>> Saiba Mais 

14.01.2022 11:07

Varejo está 1,2% acima do pré-pandemia, afirma IBGE

A melhora no desempenho do varejo na passagem de outubro para novembro fez o volume de vendas ficar 1,2% acima do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas operam 1,9% aquém do pré-pandemia. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os segmentos de artigos farmacêuticos, material de construção, outros artigos de uso pessoal e doméstico e supermercados estão operando acima do patamar pré-crise sanitária. O segmento de artigos farmacêuticos opera em patamar 13,2% acima do pré-crise sanitária; material de construção, 12,6% acima; outros artigos de uso pessoal e domésticos, 11,1% acima; e supermercados, 1,7% acima.

Os veículos estão 5,9% aquém do nível de fevereiro de 2020; móveis e eletrodomésticos, 14,8% abaixo; vestuário, 7,5% abaixo; combustíveis, 12,5% abaixo; equipamentos de informática e comunicação, 12,8% abaixo; e livros e papelaria, 37,7% abaixo.

Atividades

Cinco das oito atividades que integram o comércio varejista registraram retração nas vendas em novembro ante outubro, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio divulgados pelo IBGE. Na média global, o volume vendido subiu 0,6%.

Os recuos foram registrados em móveis e eletrodomésticos (-2,3%), tecidos, vestuário e calçados (-1,9%), combustíveis e lubrificantes (-1,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,1%).

Na direção oposta, houve avanços em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%).

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, houve elevação de 0,5% em novembro ante outubro. O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou alta de 0,7%, enquanto Material de construção subiu 0,8%.

Após um aumento de 0,6% no volume vendido em novembro ante outubro, o varejo passou a operar 5,1% abaixo do pico, alcançado em novembro de 2020, dentro da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio, iniciada em 2000, informou o IBGE. Já o varejo ampliado, que avançou 0,5% em novembro ante outubro, está em nível 8,1% aquém do ápice, registrado em agosto de 2012.

(Com informações de Estadão Conteúdo.)

14.01.2022 11:03

Ibovespa acentua perdas e opera 0,3% no negativo

vO índice Bovespa opera com perdas, na manhã desta sexta-feira (14), de 0,34%, aos 105.992 pontos, após dados dos varejos brasileiro, mas, principalmente, americano, que frustrou expectativas.

Segundo as informações divulgadas, o varejo americano recuou 1,9% em dezembro, valor mairo que as perdas de 0,1% esperadas por analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal.

Nos Estados Unidos, também contribuiu para o mau humor os balanços de grandes bancos, como o JP Morgan e o Citigroup, que desapontaram os investidores com dados fracos diante da perspectiva de encarecimento do crédito.

As ações da BR Malls (BRML3) sobem 4,33%, após vai-e-vem sobre a recusa de compra pela Aliansce Sonae (ALSO3).

14.01.2022 10:50

Minverva encabeça o Ibovespa com redomiciliação

oMaiores Altas

Maiores Baixas

14.01.2022 10:24

Ibovespa segue de lado no patamar dos 105 mil pontos

Ibovespa hoje abre estável, em queda de 0,1% aos 105 mil pontos e retração nos mercados internacionais, após as vendas no varejo dos EUA virem bem abaixo do esperado, em queda de 2,3% ante projeções de 0,2% de alta.

No mercado doméstico, o volume de vendas no varejo do Brasil subiu 0,6% em novembro ante outubro, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).

Na comparação a novembro de 2020, as vendas no varejo recuaram 4,2%. Em 2021, o comércio varejista acumula alta de 1,9%, assim como no acumulado de 12 meses.

Os especialistas do mercado esperavam um resultado melhor do que o apresentado. De acordo com a estimativa dos analistas, na comparação mensal o valor ficaria estável, enquanto na comparação anual o recuo seria de 6,5%.

No radar corporativo, a BR Malls (BRML3) recusou a proposta recém feita de fusão da Aliansce Sonae (ALSO3).

A ‘fusão de iguais”, como denominou a Aliansce em documento, propunha o pagamento dividido entre dinheiro e ações. Seriam R$ 1,35 bilhão em dinheiro – montante correspondente a 20% do atual valor de mercado da empresa, segundo a Aliansce.

Com isso, os acionistas da BR Malls receberiam cerca de R$ 1,6184 por ação BRML3, nos termos do acordo.

A ‘fusão de iguais”, como denominou a Aliansce em documento, propunha o pagamento dividido entre dinheiro e ações. Seriam R$ 1,35 bilhão em dinheiro – montante correspondente a 20% do atual valor de mercado da empresa, segundo a Aliansce. Com isso, os acionistas da BR Malls receberiam cerca de R$ 1,6184 por ação BRML3, nos termos do acordo.

As ações da brMalls subiram 2% no intradia do pregão, e atualmente ficam em cerca de 1,5% de alta. A Aliansce segue estável em queda de 0,15%.

Além disso, a Cyrela (CYRE3) atingiu R$ 2,5 bilhões em VGV de lançamentos no quarto trimestre de 2021, queda de 11,1% contra um ano antes.

A Minerva (BEEF3), por sua vez, aprovou que se iniciem estudos para potencial processo de redomiciliação, que poderá resultar na migração da base acionária para a sociedade a ser constituída no exterior, com listagem das ações no mercado estrangeiro.

14.01.2022 09:13

Ibovespa futuro abre em queda e sinaliza abertura negativa

O mini Ibovespa, índice dos contratos futuros para o principal conjunto acionário brasileiro, abriu as negociações hoje com queda de 0,18%. A aposta do mercado financeiro para meados de fevereiro é de 106.105 pontos.

A abertura reflete principalmente cautela em relação às medidas tomadas pelas principais economias do mundo em resposta ao processo de inflação global.

Na Europa, as Bolsas de Valores operam majoritariamente em queda. Às 9h10, o DAX, da Alemanha, recua 0,61%, o CAC, da França, 0,85% e o FTSE, do Reino Unido, opera estável. No dia, o pan-europeu Stoxx 600 tem queda de 0,60%.

Já o pré-mercado americano não tem direção certa. O Dow Jones futuro avança 0,07%. O S&P futuro oscila entre perdas e ganhos, com recuo de 0,01%. E os contratos futuros do Nasdaq recuam 0,12%, com preocupações sobre o desempenho do setor de tecnologia em um cenário de juro alto nos Estados Unidos.

Na Ásia, as bolsas fecharam no vermelho, com destaque para o japonês Nikkei, que recuou 1,28%.

As cotações do WTI e do Brent operam em alta nesta sexta-feira, acima dos US$ 82 e US$ 85, respectivamente.

13.01.2022 22:16

Encerramos as transmissões de hoje. Leia amanhã mais notícias em tempo real

Confira mais notícias em tempo real nesta sexta (14).

Saiba quais os principais destaques que irão movimentar o cenário econômico: inscreva-se aqui e receba todos os dias notícias, antes da abertura do mercado, na Suno Call.

13.01.2022 19:58

Bolsas de NY fecham em queda, com recuo em ações de tecnologia e de olho em Fed

bibovespaAs bolsas de Nova York fecharam no vermelho nesta quinta-feira, com queda liderada pelas ações de tecnologia. Além de dados dos Estados Unidos, estiveram no radar discursos de diversos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) nesta sessão.

No fechamento, o Dow Jones caiu 0,49%, a 36.113,62 pontos, o S&P 500 cedeu 1,42%, a 4.659,03 pontos, e o Nasdaq recuou 2,51%, a 14.806,81 pontos.

Com a queda desta quinta-feira, os índices apagaram os ganhos obtidos ao longo da semana. Com apostas crescentes para alta de juros pelo Fed já na reunião de março, investidores têm se voltado para o mercado de Treasuries, o que tende a pressionar os papéis de tecnologia.

As ações da Apple (-1,90%), Microsoft (-4,23%) e Alphabet (-2,01%), controladora da Google, recuaram, assim como as da Tesla (-6,75%), Meta (-2,03%) e Amazon (-2,42%).

No radar das mesas de operação, também estiveram as falas de dirigentes do Fed. A diretora da instituição Lael Brainard disse nesta quinta, em audiência no Comitê Bancário do Senado, que o banco central usará todas as suas ferramentas para controlar a inflação. A sessão integra o processo para sua nomeação à vice-presidência do Fed.

Já na distrital de Chicago, o presidente Charles Evans, que não vota nas decisões monetárias neste ano, avaliou que a política monetária nos EUA não está “em um bom lugar” para lidar com o avanço da inflação. O dirigente afirmou que três ou quatro altas de juros pela instituição são possíveis ainda em 2022.

O presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, que também não tem poder de voto, disse apostar em três altas de juros neste ano, no momento, e que a redução do balanço patrimonial deve começar no final de 2022 ou início de 2023.

Entre os indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) americano de dezembro subiu 0,2% na comparação mensal, abaixo da previsão de analistas. Na base anual, o salto foi de 9,7%. Já o número de pedidos de auxílio-desemprego avançou a 230 mil na última semana, acima do esperado pelo mercado.

Em estimativa feita pela Refinitiv, os lucros do quarto trimestre para S&P 500 devem ter subido a 22,4%, informa CNBC. No ano, o ganho acumulado para o índice foi de 49%. A reportagem destaca que neste ano a demanda de consumo, as margens de lucros e política adotada pelo Fed devem ser pontos centrais no mercado acionário com os dois últimos com tendência para pressionar o índice.

Comece 2022 investindo nos melhores Fundos Imobiliários

Baixar agora!