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    Joint Venture: saiba como funciona essa parceria empresarial

    Joint Venture: saiba como funciona essa parceria empresarial

    É muito importante, no que diz respeito aos investimentos em ações, que se conheça a dinâmica que envolve uma operação bastante comum no mercado que se chama Joint Venture.

    Ao se compreender o que uma Joint Venture representa, certamente um investidor pode melhorar bastante o seu processo de avaliação das empresas listadas na bolsa de valores.

    O que é Joint Venture?

    Uma Joint Venture, também muito representada como a sua abreviação JV, consiste em um acordo comercial em que duas ou mais partes concordam em reunir seus recursos com o objetivo de realizar uma determinada operação específica.

    Ou seja, é o nome dado a uma parceria entre duas empresas diferentes, para que essas possam obter lucro através de novos projetos e operações.

    Esta operação pode ser um novo projeto ou qualquer outra atividade comercial que ambas as partes possam realizar de maneira conjunta, de modo a agregar valor a suas respectivas áreas.

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    Para que serve a joint venture?

    Primeiramente, é preciso saber que é muito comum que empresas se utilizem de uma JV para se associar a uma empresa de determinado local para poder, com isso, adentrar em um mercado externo.

    Sendo assim, uma empresa que porventura deseje expandir sua rede de distribuição para novos países pode entrar em um acordo JV para fornecer produtos a uma empresa local, beneficiando-se, assim, de uma rede de distribuição já existente.

    Logo, o objetivo da Joint Venture é estabelecido antes mesmo da empresa iniciar suas atividades.

    Ou seja, as contribuições financeiras iniciais das partes, as operações do dia-a-dia e a divisão dos lucros (assim como a responsabilidade pelas perdas, ocasionadas por processos de inadimplência, por exemplo) serão definidas de antemão.

    Sendo assim, fica claro que, que independentemente da estrutura legal utilizada para uma JV, um dos fatores mais importantes do acordo serão os parâmetros que estabelecem todos os direitos e obrigações das partes envolvidas.

    Portanto, é muito importante que os participantes da operação estabeleçam de maneira prévia e com muita responsabilidade todos os pontos relevantes da referida parceira, evitando ao máximo que divergências venham a surgir no decorrer da operação.

    Como funciona uma joint venture?

    Em uma JV, cada um dos participantes é responsável pelos lucros, custos e despesas associados a transação. No entanto, o empreendimento é sua própria entidade, separada dos outros interesses comerciais dos participantes.

    Entretanto, vale ressaltar que, embora seja uma parceria no sentido literal da palavra, uma Joint Venture pode assumir qualquer estrutura legal.

    De fato isso ocorre porque que empresas, grupos, companhias de capital aberto na bolsa de valores ou capital fechado fechado, além outras entidades comerciais podem ser usadas para formar uma JV.

    Sendo assim, é muito importante, no que diz respeito aos investimentos em ações, que se conheça o que é Joint Venture e a dinâmica que envolve essa operação bastante comum no mercado.

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    Quais os tipos de Joint Venture?

    Existem dois tipos de Joint Venture:

    • Contratual;
    • Societária.

    Contratual

    Primeiramente, uma Joint Venture contratual consiste em duas partes que se reúnem para um projeto mediante a assinatura de um contrato.

    Sendo assim, ao invés de ambas as partes criarem uma entidade jurídica separada, elas apenas trabalham em parceria e compartilham dos lucros dessas operações.

    Societária

    Por outro lado, na Joint Venture societária, a empresa conta com uma nova identidade jurídica, havendo assim uma relação mais estreita entre as partes.

    Quais as vantagens e desvantagens de uma Joint Venture?

    Em primeiro lugar, vale mencionar que uma vantagem da Joint Venture é que ela pode ser um recurso muito interessante para algumas companhias, haja vista que alguns países possuem algumas restrições sobre empresas de fora que se interessam em adentrar em seu mercado.

    Sendo assim, realizar uma JV com uma empresa local poderia ser quase que a única maneira desse empreendimento estrangeiro conseguir adentrar no país em questão.

    Portanto, uma Joint Venture pode ser muito viável para que empresas consigam expandir suas operações em conjunto com outras companhias que apresentam alguma similaridade em seu ramo de atuação.

    Além disso, é uma forma de demonstrar que existe um interesse por parte da gestão desse negócio em aumentar sua participação de mercado de uma maneira bastante direta.

    Por outro lado, uma desvantagem da Joint Venture é caso haja algum problema na distribuição de lucros. Quando uma parte entra com o dinheiro e outra com o conhecimento, é comum que haja conflito.

    Além disso, caso alguma das partes seja desleal, é possível que recursos de uma das partes da organização seja usado de forma indevida.

    Quais são as principais Joint Venture no Brasil?

    Um caso muito famoso é o da parceria entre a PepsiCo e a Ambev, a cervejaria brasileira pode distribuir as bebidas registradas pela empresa americana.

    Em segundo lugar, é possível citar a joint venture entre a Sony e a Globosat, que trouxe canais como Universal e Tele Cine para o mercado brasileiro.

    Além disso, a Unilever e a Perdigão formaram um acordo comercial para a distribuição dos produtos Becel e Doriana.

    Também é possível citar a extinta Playtronic, formada pela Nintendo, Gradiente e Estrela para a comercialização dos produtos de todas essas companhias no Brasil.

    Por fim, compreender o que essa cooperação econômica representa, certamente um investidor pode melhorar bastante o seu processo de avaliação a respeito de uma companhia ou até mesmo um segmento de atuação por atuação por completo.

    De fato, essa é uma forma muito eficiente de companhias aumentarem seus lucros, especialmente em países com ambientes muito regulados.

    Ainda possui dúvidas sobre o funcionamento de uma Joint Venture? Comente abaixo para que possamos te ajudar!

    Tiago Reis
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    3 comentários

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    • William Franklyn 27 de janeiro de 2020

      Excelente explicação

      Responder
    • Reginaldo 3 de junho de 2020

      Eles poderiam inventar uma blindagem mais em conta para a população para carros e também futuramente uma blindagem para casas do RJ e outros lugares de confrontos de tiros

      Responder
    • Adriano Lima 5 de outubro de 2021

      Qual seria a diferença entre um consórcio e uma joint venture contratual?

      Responder