Eletrobras (ELET3) diz quando pretende fazer o pedido de follow-on na CVM e SEC

A Eletrobras (ELET3) informou nesta terça-feira (11) que pretende protocolar na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) um pedido de registro de follow-on — oferta pública global de distribuição de ações e American Depositary Receipts (ADR) –, no segundo trimestre de 2022.

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A oferta faz parte do plano de desestatização da companhia. A emissão de ações da Eletrobras busca reduzir a participação da União no capital da empresa para 45%, considerando as ações com direito a voto.

Hoje, o governo tem participação de 72,33%. Em relação ao capital total, a participação do governo cairia dos atuais 61,77% para 40,84%.

A quantidade de ações ordinárias e de ADRs que serão ofertadas, assim como a faixa indicativa de preço, ainda não foi determinada. A oferta precisa ser aprovada pelos seus acionistas e órgãos competentes.

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O presidente da Eletrobras , Rodrigo Limp Nascimento, disse que um dos principais motivos para o processo de capitalização da companhia é ampliar a sua capacidade de investimentos.

Segundo o executivo, o planejamento estratégico da estatal prevê que a Eletrobras, sem a capitalização, poderá investir cerca de R$ 95 bilhões até 2035.

“No horizonte com a capitalização, esses investimentos chegam à ordem de R$ 200 bilhões”, disse Nascimento, em audiência pública virtual sobre o processo de desestatização da Eletrobras promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Nova estatal é criada para impulsionar privatização da Eletrobras

A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBPar) foi ativada, sendo uma companhia vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). A nova estatal será utilizada para viabilizar a privatização da Eletrobras.

ENBPar vai assumir as atividades da Eletrobras que não podem ser privatizadas, como as empresas Itaipu Binacional e Eletronuclear (Usinas Angra 1, 2 e 3) e a gestão de políticas públicas.

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As políticas públicas que ficarão a cargo da ENBPar são a universalização de energia elétrica (Luz Para Todos), Mais Luz para a Amazônia, contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfra) e ações do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel).

A empresa também será responsável por bens da União sob administração da Eletrobras e contratos do Fundo Reserva Global de Reversão, assinados antes de 17 de novembro de 2016 e que estavam sob a administração da Eletrobras (reversão, encampação, expansão e melhoria dos serviços públicos de energia elétrica).

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Bruno Galvão

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