Dólar sobe de olho em juros, varejo forte, greve de servidores e Treasuries

Dólar sobe de olho em juros, varejo forte, greve de servidores e Treasuries
Nota de dólar. Foto: Pixabay

O dólar opera em alta frente o real na manhã desta sexta-feira (15), após acumular queda de 2,55% nas últimas três sessões. Os agentes de câmbio ajustam posições atentos ao avanço dos juros futuros na esteira dos dados do varejo restrito e ampliado no País em novembro perto do teto das projeções do mercado.

Às 10h30, o dólar hoje avançava 0,08%, a R$ 5,53. E o dólar futuro para fevereiro ganhava 0,25%, a R$ 5,56.

Também são levados em conta, segundo operadores, o avanço dos juros dos Treasuries nesta manhã em meio à possibilidade de início de aperto monetário nos Estados Unidos já em março e a queda dos índices futuros de Nova York, após a divulgação de balanços de bancos americanos nesta manhã.

Há ainda cautela local com o quadro fiscal do País em meio à paralisação de servidores públicos dos Três Poderes por reajuste de salários, marcada para a próxima terça-feira, (18).

As vendas do comércio varejista no Brasil subiram 0,6% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio perto do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 2,8% a alta de 0,7%, com mediana estável (0,0%).

Na comparação com novembro de 2020, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram queda de 4,2% em novembro de 2021. Nesse confronto, as projeções iam de queda de 9,0% a 4,1%, com mediana negativa de 5,7%. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,9% no ano e alta de 1,9% em 12 meses.

Na comparação com novembro de 2020, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 2,9% em novembro de 2021. Nesse confronto, as projeções variavam de uma redução entre 6,5% e 3,5%, com mediana negativa de 5,0%. As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,3% no ano e avanço de 5,1% em 12 meses.

O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, apurou que o aumento de 0,5% das vendas do varejo ampliado na margem em novembro deixou carrego estatístico negativo de 2,1% para o quarto trimestre. No varejo restrito, a expansão de 0,6% no mês deixou herança de -1,4% para o período.

“No Brasil o investidor olha hoje para a divulgação de vendas no varejo, que poderão nortear os negócios no início da sessão, principalmente os juros. Os investidores buscam com isso entender como está o consumo no país”, disse o trader da mesa de câmbio do Travelex Bank, Yuri Pasini.

A produção industrial, por sua vez, recuou em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE na passagem de outubro para novembro. As maiores perdas foram registradas pelo Amazonas (-3,5%), Ceará (-2,5%) e Rio de Janeiro (-2,2%). São Paulo está entre as maiores altas, com 1% de crescimento, atrás de Mato Grosso (14,6%), Santa Catarina (5%), Pará (3,5%) e Rio Grande do Sul (1,2%).

Nos Estados Unidos, mais cedo, os índices futuros das Bolsas de Nova York perderam força e passaram a operar com perdas moderadas, após a divulgação de uma sequência de balanços corporativos do setor financeiro.

No mercado futuro, por volta das 10h15(de Brasília), a ação do JPMorgan caía 3,03%, depois que o banco informou que lucrou menos no quarto trimestre de 2021 ante igual período de 2020. Já BlackRock perdia 0,07%, também digerindo dados dos três meses finais do ano passado.

Por outro lado, Wells Fargo ganhava 2,16%, após surpresa positiva no lucro e na receita. Na marcação citada acima, o futuro do Dow Jones cedia 0,10%, o do S&P 500 baixava 0,13% e o do Nasdaq recuava 0,24%.

Última cotação do dólar

Na última sessão, quinta-feira (13), o dólar encerrou o pregão em 0,09%, negociado a R$ 5,52.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

Poliana Santos

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