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    Mercado futuro: o que é e como funciona? Vale a pena investir?

    Mercado futuro: o que é e como funciona? Vale a pena investir?

    Apesar de ser uma ferramenta que pode ser usada como proteção, e até mesmo como um seguro em cenários de grandes volatilidades, o mercado futuro pode apresentar elevados riscos aos investidores.

    Sobretudo para aqueles que apresentam um perfil especulativo com pouca experiência, o mercado futuro pode gerar grandes prejuízos em um curto espaço de tempo.

    O que é mercado futuro?

    Mercado futuro é um ambiente onde é realizada a compra e venda de ativos no presente com data de liquidação no futuro.

    Esses ativos, negociados sobre diversos segmentos, como ações e commodities, são operados por meio de um contrato futuro, ou seja, um contrato padronizado para a compra e venda de ativos com entrega futura.

    Dessa forma, o mercado futuro pode ser entendido como uma evolução do mercado a termo, pois nele, os participantes se comprometem a comprar ou vender certa quantidade de um ativo por um preço estipulado para liquidação de uma data futura.

    A grande diferença é que, enquanto no mercado de derivativos os desembolsos ocorrem somente no vencimento do contrato, no mercado futuro os compromissos são reajustados diariamente.

    Assim sendo, todos os dias, nesse mercado, são averiguadas as alterações de preços dos contratos para a apuração de perdas de um lado e ganho de outros.

    Ainda nesse tipo de negociação, os preços negociados são chamados de preços futuros à data do vencimento. Então, se um contrato de milho está negociado a R$ 80,00 a saca para novembro de 2020, dizemos que o preço futuro de milho para novembro é de R$ 40,00.

    Em geral, o preço futuro será equivalente ao preço à vista acrescido do custo de carregamento da mercadoria até o vencimento.

    É cabível aqui destacar que qualquer pessoa pode negociar no mercado futuro, pois os contratos não são negociados pelo seu valor total.

    Também, não é preciso comprar ou vender qualquer produto pois, ao se adquirir esses contratos, o aplicador poderá somente ter o direito sobre as oscilações das cotações desses contratos no mercado.

    Para que serve o mercado futuro?

    mercado futuro

    O mercado futuro tem como objetivo básico proteger os agentes econômicos, como produtores e investidores, contra a volatilidade do preço dos ativos.

    No entanto, ele costuma ser muito utilizado também por especuladores em busca de lucros maiores.

    Hedge

    Uma operação de hedge pode ser comparada a um seguro, ou seja, nela o investidor paga para diminuir os impactos de uma possível alteração nos preços futuramente.

    Vale destacar que, para uma transação ser classificada como de hedge, ela precisa ser antecedida ou seguida por uma operação com a mesma commodity no mercado físico,  porém em posição inversa.

    Para ficar mais claro, suponha que um produtor de milho acredita que os preços terão caído daqui a cinco meses e não cobrirão os seus custos.

    Ser um produtor de milho significa que ele está em posição comprada no mercado à vista de milho.

    Então, apostando na queda, ele compra em bolsa, com vencimento no quinto mês, a contar de hoje, um contrato de venda futura de sua produção.

    Ou seja, o que ele faz é travar o preço deste contrato futuro com o preço de venda desejado.

    Arbitragem

    A arbitragem significa tirar proveito da diferença de preços de um mesmo ativo negociado em mercados diferentes.

    O objetivo é aproveitar os desalinhamentos momentâneos que podem acontecer no processo de formação de preços dos diversos ativos e mercadorias e entre vencimentos.

    Em outras palavras, a estratégia do arbitrador é comprar no mercado em que o preço está mais barato e vender no mercado em que está mais caro, lucrando com a diferença.

    Vale destacar que, normalmente, o diferencial de preços utilizado pelo arbitrador para realizar suas operações é muito pequeno, logo, os lucros vêm da quantidade e do volume das operações.

    Especulação

    O especulador é o agente econômico cujo único propósito é obter lucro. Então, diferentemente dos hedgers, os especuladores não negociam em busca de proteção.

    Logo, ele age por meio da compra e na venda de contratos futuros apenas no intuito de ganhar com a diferença entre o preço de compra e o de venda.

    Dessa forma, o especulador pode tanto manter posições em aberto de um dia para o outro, como pode, ainda, fazer uma aposta sobre os preços ao longo de um mesmo dia, executando o chamado day-trade.

    Como funciona o mercado futuro?

    Imaginemos a seguinte situação:

    Se a saca de café hoje custasse R$ 50,00, e essa mesma saca de café custasse R$ 50,00 em dezembro, seria uma ótima opção vender minhas sacas de café hoje, aplicar o dinheiro até novembro, resgatar o dinheiro e recomprar as sacas.

    Fazendo isso, eu ganharia juros sobre o valor do meu estoque dessa commodity.

    Além disso, eu não teria custos para estocar café durante o período entre hoje e o dia do vencimento.

    Dessa forma, a maneira de garantir que não haja distorções entre o preço à vista e o preço futuro de uma mercadoria é embutir o custo do tempo (juros + estocagem + seguros + …) no preço futuro.

    É importante ressaltar, também nessa equação, o fator da imprevisibilidade do preço da saca de café no futuro, que pode não suprir as minhas expectativas de preços.

    Alguns investidores também costumam lançar mão do mercado futuro para se “proteger” contra crashes na bolsa, mantendo, dessa forma, o valor de suas cotações de mercado constantes numa determinada data futura.

    Então, assim como todos os derivativos, esse tipo de negociação mencionado acima tem a finalidade de proteger o patrimônio dos detentores desses contratos.

    É preciso salientar, aqui, que existe uma linha tênue entre o objetivo de proteção fornecido por esses mecanismos e a finalidade de lucrar com esses contratos.

    Tentar lucrar com derivativos pode ser uma estratégia bastante perigosa, e não aconselhamos que investidores menos experientes no mercado tentem obter lucros por esse caminho.

    A volatilidade desses contratos por vezes pode ser bastante grande, o que pode prejudicar a análise daqueles investidores menos familiarizados com os contratos futuros.

    Quais são as principais características dos contratos futuros?

    Código dos contratos futuros

    Cada tipo de contrato futuro tem um código de negociação, também chamado de ticker. Esse é o código que será digitado no Home Broker para comprar ou vender um contrato futuro.

    Abaixo listamos os códigos dos principais contratos negociados na Bolsa:

    Contrato Código
    Café Arábica ICF
    Milho CCM
    Boi Gordo BGI
    Índice Bovespa IND
    Mini-índice Bovespa WIN
    Dólar DOL
    Minidólar WDO
    Índice S&P 500 ISP

    Vencimento dos contratos futuros

    Cada contrato futuro possui uma data de vencimento. Então, para um mesmo ativo, como a soja, existem contratos com vencimentos diferentes.

    Via de regra, contratos mais próximos ao vencimento apresentam maior volume de negociação e por isso são os mais escolhidos pelos especuladores.

    A data de vencimento dos contratos futuros é representada por uma determinada letra do alfabeto.

    Para ficar mais claro, segue a das letras que representam cada um dos meses de vencimento:

    Mês de vencimento Letra
    Janeiro F
    Fevereiro G
    Março H
    Abril J
    Maio K
    Junho M
    Julho N
    Agosto Q
    Setembro U
    Outubro V
    Novembro X
    Dezembro Z

    Liquidação física e financeira

    No último dia de vigência do contrato futuro ocorre a liquidação, assim sendo, quem mantiver a posição até o vencimento será automaticamente zerado.

    Em outras palavras, a B3 considera que quem estava posicionado na compra vendeu e quem estava posicionado na venda comprou a mesma quantidade de contratos.

    Com isso a posição é encerrada.

    Vale destacar que a liquidação pode ser feita de duas formas: financeira ou física.

    A forma mais comum de liquidação dos contratos é por meio da liquidação financeira. Desse modo, no dia do vencimento do contrato, é calculada a diferença financeira entre o valor de compra e de venda do ativo.

    Logo, não é necessário que o ativo de base, como uma commodity por exemplo, seja entregue fisicamente à outra parte da negociação já que o acerto aconteceu em dinheiro.

    Na liquidação física, por sua vez, ocorre exatamente o contrário disso, porque ela pressupõe a entrega física do ativo na data de vencimento do contrato, sendo por isso,  mais comum nos mercados agropecuários.

    Na B3, alguns contratos futuros admitem tanto a liquidação física quanto a liquidação financeira, mas, via de regra, a maior parte deles prevê apenas a liquidação financeira.

    Ajuste diário

    O resultado do investimento, independentemente de ser lucro ou prejuízo, é apurado e liquidado todos os dias através de ajustes diários.

    Então, a partir do dia em que o investidor abre uma posição comprada ou vendida ele passa a pagar ou receber os devidos ajustes.

    A B3 é a responsável por apurar e divulgar o valor do ajuste para cada tipo de contrato.

    Dessa forma, quando em um determinado dia o valor do ajuste é maior do que o preço de abertura da posição ou maior do que o ajuste do dia anterior, quem está comprado recebe o dinheiro correspondente ao lucro da sua posição.

    Por outro lado, quem está vendido paga o valor correspondente ao prejuízo da sua posição.

    Caso o ajuste diário seja menor que o do preço de abertura da posição ou do que o ajuste do dia anterior, ocorre a situação inversa: quem está posicionado na venda recebe e quem está posicionado na compra paga.

    Isso se dá diariamente, enquanto o investidor mantiver a sua posição comprada ou vendida em um determinado contrato futuro.

    Para ficar mais claro, imagine a seguinte situação: um investidor está comprado em um minicontrato de dólar a R$ 108.490, no dia 20.

    Na apuração do ajuste diário, o preço passou a ser R$ 108.590. Portanto, no dia 20, o investidor comprado obteve lucro de R$ 100 e o vendido, um prejuízo de R$ 100. No dia 21, as posições se iniciam com o preço de fechamento do dia anterior, R$ 108.590.

    Neste dia, após as negociações, o fechamento do ajuste diário ficou em R$ 108.700. Então, o investidor comprado lucrou R$ 110 e o vendido teve prejuízo de R$ 110.

    É importante lembrar que a dinâmica dos ajustes diários é fundamental para a segurança do mercado, já que reduz o risco de crédito e permite que o investidor encerre sua posição a qualquer momento.

    Margem de segurança

    Para negociar no mercado futuro, o investidor precisa ter garantias depositadas na conta da corretora pela qual ele opera.

    Na prática, a margem de garantia, também conhecida como margem de segurança, é semelhante a um depósito caução que serve de garantia de pagamento caso as oscilações de mercado sejam negativas.

    O valor estabelecido para a margem de garantia varia conforme o tipo de contrato futuro. Então, para operações com day trades, a corretora define de quanto será.

    Já para operações realizadas em mais do que um dia, a definição é estabelecida pela B3, de acordo com o tipo de contrato e de operação.

    Além da garantia depositada em dinheiro, outros ativos como ações e títulos do tesouro, também podem ser utilizados para essa finalidade.

    Quais são os principais contratos negociados no mercado futuro?

    Atualmente, é possível encontrar contratos futuros dos mais diversos tipos na B3. Os mais comuns são os de commodities agrícolas, como boi gordo, milho, café, soja e açúcar.

    Mas existem ainda contratos futuros de ativos financeiros, como os contratos de moedas, como dólar, euro e libra esterlina.

    Há também contratos futuros de índices de ações, como Ibovespa e S&P 500, assim como futuros de ações.

    Alguns desses contratos são divididos em duas categorias: contratos cheios ou minicontratos.

    Enquanto os primeiros são direcionados para aqueles que movimentam grandes quantias de dinheiro, o segundo é mais indicado às pessoas que não dispõem de um grande montante para investir.

    Índice Bovespa

    O Índice Bovespa (Ibovespa) corresponde a uma carteira teórica de ações teórica, que representa o principal indicador de desempenho da B3.

    No contrato cheio, a cotação do contrato futuro de Ibovespa é negociada através do código IND, sendo que cada ponto representa R$1,00. Neste caso, é necessário operar, no mínimo, 5 contratos.

    Já no minicontrato futuro do Ibovespa (WIN), o tamanho do contrato é a quantidade de pontos do IBOV multiplicado por R$ 0,20. Aqui pode ser operado a partir de um lote mínimo.

    O vencimento ocorre sempre nos meses pares, na quarta-feira mais próxima do dia 15 do mês de vencimento.

    Dólar

    O contrato de dólar é um dos mais negociados no mercado futuro. Ele é operado por meio de um contrato, com vencimento definido, de compra ou venda da moeda comercial, com base na taxa de câmbio atual.

    Para operar com o dólar cheio (DOL), o lote mínimo de negociação também é de 5 contratos sendo que cada um vale US$ 50.000.

    Já no mini contrato de dólar (WID), o lote mínimo é de 1 contrato que vale US$ 10.000.

    Boi Gordo

    O boi gordo (BGI) é uma das commodities mais negociadas no país, já que o Brasil é considerado um dos maiores exportadores de carne bovina.

    Neste caso, as operações de contratos futuros costumam ser muito utilizadas para fazer hedge, ou seja, para proteger o preço da commodity.

    A unidade de referência do contrato de boi gordo é a arroba, sendo assim, 1 contrato possui 330 arrobas, ou 4.950 Kg de carne.

    Então, ao operar um contrato cotado a R$ 330, isso significa que ele na verdade vale R$ 330 vezes 330, portanto R$ 108.900.

    Milho

    Cada contrato futuro de milho (CCM) se refere a 450 sacas de 60 kg cada, ou seja, cada contrato operado são 27 toneladas da commodity.

    Então, quando o investidor negocia um contrato cotado em R$ 90 significa que ele na verdade vale R$ 40.500.

    O vencimento dos contratos de milho ocorrem no décimo quinto dia útil dos meses de vencimento, que são: janeiro, março, maio, julho, agosto, setembro e novembro.

    Café

    Cada contrato de café (ICF) corresponde a 100 sacas de 60 kg cada, sendo assim, cada contrato equivale a 6 toneladas.

    No home broker o preço do café é cotado a saca em dólares, então, se o preço dessa commodity estiver valendo 150, isso significa que a saca de café custa US$ 150.

    Neste caso, se o dólar estiver valendo R$ 5,00, cada saca teria o valor de 150 dólares X 5 reais = R$ 750 por saca.

    Como o contrato futuro de café é de 100 sacas, o valor total do contrato seria de 100  X US$ 150  X R$ 5 = R$ 75.000,00.

    Os meses de vencimento do contrato de café são: março, maio, julho, setembro, dezembro.

    Índice S&P500

    Para quem deseja operar no mercado futuro americano, o S&P 500 pode ser uma boa opção.

    Isso porque ele é o principal indicador de desempenho do mercado financeiro no mundo. Nele estão listadas as 500 companhias da NYSE e da Nasdaq com maior destaque no planeta.

    Entre elas estão: Apple, Amazon, Disney, Google, Microsoft, Coca-Cola.

    Sendo assim, esse tipo de contrato futuro possui muita liquidez e por esse motivo é um dos preferidos pelos especuladores que buscam ganhar no curto prazo.

    Cada ponto deste contrato vale U$ 50,00. Já o contrato vale os US$ 50 vezes a pontuação do dia.

    O último dia de negociação é a terceira sexta-feira do mês de vencimento, que pode ser março, junho, setembro e dezembro.

    Possibilidades do mercado futuro

    O mercado futuro está cheio de possibilidades para quem se dispõe a entender e aprofundar em suas características.

    Entre as possibilidades que o mercado oferecem, duas chamam a atenção:

    Multiplicação de ganhos

    Investir em contratos futuros é tão simples quanto operacionalizar a compra e venda de ações. Ou seja, as transações são realizadas de forma online, exclusivamente na B3.

    Além disso, é possível encerrar a posição a qualquer momento, mesmo antes do vencimento do contrato.

    O mercado futuro também permite movimentar valores muito acima do que o investidor possui em conta, que é o que se chama de operar alavancado.

    Em outras palavras, o investidor pode realizar operações sem ter todo o dinheiro na sua conta.

    No entanto, é necessário que se tenha garantias de que, caso haja perdas, o investidor terá condições de arcar com os prejuízos.

    Flexibilidade para operar de acordo com o mercado

    O investidor pode lucrar tanto em um mercado de alta como em um mercado de baixa.

    Então, se o investidor acredita que o cenário futuro é otimista e que haverá valorização no longo prazo, ele pode se posicionar comprado e vender quando o preço aumentar.

    Do mesmo modo, é possível ainda ganhar com a desvalorização do papel, de forma que, quanto mais o valor do ativo cair, melhor para quem está em posição vendida.

    Riscos do mercado futuro

    Na direção contrária, há que se falar também dos riscos inerentes às operações com contratos futuros. Entre os mais significativas estão:

    Riscos de ajuste de mercado

    Os contratos futuros estão sujeitos diariamente a oscilações de preços, dadas pelos ajustes diários, que podem levar a prejuízos quando o cenário esperado não se efetiva.

    Como visto acima, um ajuste diário pode ser um dos principais riscos para quem atua no mercado futuro, já que a qualquer momento o investidor está sujeito a ter prejuízos em função da volatilidade.

    Então, dado o risco de ajuste de mercado, é fundamental que ao realizar operações com contratos futuros o investidor esteja com uma reserva para arcar com perdas que possam ocorrer.

    Risco de Alavancagem

    Do mesmo modo em que que a alavancatem pode ser ser uma vantagem, operar alavancado também pode ser uma desvantagem, a depender do ponto de vista.

    Em uma operação feita por meio da alavancagem é possível, por exemplo, comprar R$ 100.000 em mercado futuro com apenas R$ 20.000 em conta.

    O problema é que se esses contratos desvalorizarem 20% isso significa uma perda total do montante investido.

    Logo, o grande risco da alavancagem em contratos futuros é dar um passo maior que a perna.

    Dessa forma, é muito importante destacar que a alavancagem deve ser realizada por investidores extremamente experientes, que tenham completo entendimento dos riscos que estão assumindo.

    Como investir no mercado futuro?

    Em primeiro lugar, o interessado em investir em um contrato futuro precisa ter uma conta em uma corretora de valores.

    Geralmente essa etapa costuma ser feita de forma rápida e simples, totalmente online.

    Com a conta aberta, o investidor já pode começar a negociar, lembrando que é necessário ter saldo em conta, caso contrário não será possível realizar as transações.

    Antes de começar a negociar, o investidor precisa escolher qual contrato irá operar, ou seja, ele precisa escolher o tipo de contrato, Ibovespa, dólar, milho, ou outros, e inserir o código do ativo do seu interesse.

    Para ficar mais claro, suponha que um investidor deseja operar um contrato de Boi Gordo, nesse caso, ele deve inserir o código BGI na plataforma do home broker.

    Depois de escolher o contrato, é preciso definir o mês e ano de vencimento. O mês é selecionado conforme visto na tabela acima e o ano considera apenas os dois últimos dígitos.

    Então, seguindo o exemplo anterior, o investidor que deseja operar um contrato de boi gordo com com prazo para maio de 2022 terá que usar o código BGIK22.

    Com o contrato e o vencimento escolhidos, já é possível realizar as transações. No entanto, é importante destacar que, para ter sucesso no mercado futuro, é imprescindível acompanhar frequentemente a evolução das cotações para agir no momento certo de compra ou de venda.

    Perguntas frequentes sobre mercado futuro
    Para que serve o mercado futuro?

    O Mercado Futuro serve para negociar a compra ou venda de ativos em uma data futura com o objetivo de permitir o hedge ou então para simples especulação.

    Como funciona o contrato futuro?

    O contrato futuro funciona por meio do home broker de uma corretora. Através dele é constituída a relação de troca entre comprador e vendedor.
    Sendo assim, a parte comprada se compromete a comprar o ativo objeto na data de vencimento a um preço pré-definido, enquanto a parte vendida se compromete a vender e entregar o ativo em questão.

    Qual a diferença do mercado futuro para o mercado à vista?

    No mercado à vista, o investidor precisa desembolsar um certo valor em dinheiro para comprar o ativo. Já no mercado futuro, parte da negociação pode ser feita a prazo, ou seja, é possível fazer a compra do ativo de acordo com os valores pré-datados para o dia estipulado ao encerramento do contrato.

    Como funciona o mercado futuro de café?

    Cada contrato futuro de café negociado na B3 estabelece uma relação de compra e venda de 100 sacas de 60 kg de café.
    O preço de cada contrato é definido no momento de sua negociação, porém o pagamento apenas ocorre em sua data de vencimento.
    O vencimento do contrato ocorre no sexto dia útil anterior ao último dia de março (H), maio (K), julho (N), setembro (U) e dezembro (Z) de cada ano.

    Onde consultar o Ibovespa futuro?

    O Ibovespa futuro pode ser consultado diretamente na plataforma de home broker da sua corretora, por meio do código IND.

    Bibliografia

    http://www.b3.com.br

    https://www.cepea.esalq.usp.br/br/indicador/boi-gordo.aspx

    https://scielo.org/

    Tiago Reis
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