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    Tributação de opções: entenda o que é, e como calcular

    Tributação de opções: entenda o que é, e como calcular

    Assim como há a tributação de ações, também existe a tributação de opções que precisa ser feita mensalmente pelo investidor.

    A tributação de opções segue algumas regras específicas, e por isso é preciso atentar-se a elas antes de fazer a declaração do imposto de renda.

    O que é tributação de opções?

    A tributação de opções sobre o lucro da opção é de 15% em operações normais e de 20% sobre as operações day trade.

    Em regra, as tributações de opções são A única diferença é que não há isenção para o limite de R$ 20 mil.

    A opção é um tipo de operação no mercado financeiro onde são negociados os direitos de compra e venda de um determinado ativo.

    Nesse caso, o comprador (titular) paga ao vendedor (lançador) um valor conhecido como prêmio com o preço do ativo e prazo pré-fixados.

    É exigido, no entanto, do lançador um depósito em garantia caso a operação tenha sido feita a descoberto. Em caso de lucro, essa operação é tributada.

    Como funciona a tributação das opções?

    Existem algumas regras específicas para a tributação de opções. O investidor precisa estar atento a elas para não errar no momento da declaração. São elas:

    • Quando o titular exerce a compra
    • Quando a opção vira pó

    Quando o titular exerce a compra

    Quando o titular exerce a compra no dia do vencimento da opção e a vende em seguida no mercado à vista, o imposto incide sobre a diferença no preço da venda, menos o preço da compra e mais o prêmio.

    Para facilitar o entendimento, vamos supor que um investidor comprou a ação A pelo valor de R$ 20 com vencimento na data X e pagou um prêmio de R$ 2.

    No dia do vencimento, ou seja, na data X, esse investidor exerceu a compra do ativo por R$ 20 e vendeu na sequência por R$ 23 no mercado à vista. O lucro dele foi:

    • Lucro da opção = Preço de venda – preço da ação – prêmio
    • Lucro da opção = R$ 23 – R$ 20 – R$ 2 = R$ 1

    Nesse caso, o lucro da operação foi de R$ 1, sendo que é sobre ele que irá incidir a alíquota do IR de 15% em caso de operações normais e 20% em day trade.

    Quando a opção vira pó

    Quando o titular não exerce a compra no dia do vencimento da ação é necessário considerar o fechamento da opção como venda no valor de R$ 0.

    O lançador, por outro lado, irá fechar a opção como compra no valor de R$ 0. Para o mesmo exemplo citado anteriormente podemos utilizar a explicação abaixo:

    O Titular comprou a ação A pelo valor de R$ 20 com vencimento na data X, pagando um prêmio de R$ 2. No entanto, no dia do vencimento, ele não exerceu a compra.

    Dessa forma, ele terá que declarar a opção como venda a R$ 0 e assumir a perda de R$ 2 paga pelo prêmio. Já o lançador irá declarar a compra como R$ 0 e irá apurar um lucro de R$ 2 sobre a operação.

    Neste exemplo, o comprador não precisa recolher imposto, visto que ele teve prejuízo na operação. Já o vendedor precisa recolher a alíquota de 15% sobre o valor de R$ 2 se a operação foi normal, ou 20% em operação day trade.

    Quem deve fazer o cálculo do imposto e o recolhimento dele é o investidor por meio do programa Carnê-leão. O recolhimento do tributo precisa ser feito até o último dia útil do mês subsequente à operação.

    Foi possível entender a tributação de opções? Então deixe o seu comentário, sua sugestão e compartilhe este artigo.

    Tiago Reis
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    2 comentários

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    • Eduardo Galvão 27 de julho de 2021

      Bom dia Tiago.

      Sobre o prazo para o recolhimento do imposto, minha dúvida é se deve ser levado em consideração apenas a data de realização da operação ou há alguma influência da série da opção e o mês do vencimento da série.

      Muito obrigado.
      Forte Abraço

      Responder
    • Mauricio Lima 30 de setembro de 2021

      E quando o investidor possui na carteira uma determinada quantidade de um Ativo e ele vende PUT e a mesma vira PÓ. É possível postergar o ganho da venda dessa PUT subtraindo o valor da venda da PUT nos custos totais do Ativo e somente pagar o I.R. quando se desfazer total ou parcialmente das ações?

      Responder