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    Macroeconomia: o que é e qual sua influência nos investimentos?

    O que veremos nesse artigo:

    Todo investidor deveria se importar com a macroeconomia. Em particular, devido à grande relevância que esse conceito transparece no desenvolvimento dos mais variados segmentos de operação dos ativos negociados no mercado de capitais.

    Mesmo assim, muitas pessoas ainda desconhecem os principais pontos relevantes em relação a macroeconomia. Por conta disso, uma estruturação das questões mais marcantes desse conceito se faz necessária.

    O que é macroeconomia?

    O que é macroeconomia?

    A macroeconomia pode ser definida como um ramo do campo da economia que estuda como os fatores que circundam essa conjuntura agregada se comportam. Como o próprio nome diz, ela se concentra no aspecto macro, ou seja, o foco é na economia de forma mais ampla.

    Neste sentido, a macroeconomia, em seu sentido mais básico, é o ramo da economia que lida com a estrutura, o desempenho, o comportamento e a tomada de decisão do conjunto, ou agregado, economia, em vez de se concentrar em mercados individuais. Na prática, essa área acaba por analisar os aspectos microeconômicos de forma agregada e não separada.

    Na conjuntura econômica, uma variedade de fenômenos em toda a economia é examinada minuciosamente. Entre eles, inflação, níveis de preços, taxa de crescimento, renda nacional, Produto Interno Bruto (PIB) e variação nas taxas de desemprego.

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    Esse tipo de contexto econômico envolve, ainda, as principais tendências e como a economia se move como um todo. Nesse sentido, os fatores essenciais que movem o ritmo da economia são abarcados nesse campo de análise.

    Isto posto, os macroeconomistas estudam indicadores agregados, como taxas de desemprego, produto interno bruto e índices de preços. Depois, eles avaliam como os segmentos da economia se correlacionam entre si.

    Ainda, eles buscam desenvolver estudos para explicar a correlação entre diversos indicadores, como consumo, inflação, poupança, aplicações financeiras, transações internacionais, rentabilidade e resultados nacionais. Inclusive, o estudo de como cada relação entre esses fatores analisados impactam a economia como um todo.

    Vale ressaltar, ainda, que diante da importância e relevância desse tipo de estudo, é muito comum que esses modelos macroeconômicos e suas previsões são utilizados por instituições do governo de modo a orientar as políticas econômicas do país. Há diferentes modelos utilizados, baseados em teorias que desenvolvidas ao longo dos séculos.

    Como funciona a macroeconomia?

    Como funciona a macroeconomia?

    A macroeconomia envolve diversas variáveis como o entendimento da causa e efeito das flutuações de curto prazo, que está diretamente ligada ao ciclo econômico do país.

    A outra área envolve o processo pelo qual a macroeconomia tenta entender os fatores que determinam o crescimento econômico de longo prazo ou o aumento da capacidade de gerar riquezas pelo país em um espaço de tempo de maior representatividade. Esse ponto é justamente devido ao tempo de maturação de um investimento ou política econômica.

    Com relação a esses dois pontos é importante compreender um pouco sobre curto e longo prazo. Não há um padrão temporal para definir o que é curto e longo prazo, mas mesmo as políticas adotadas com foco no longo prazo terão impacto no curto prazo e é importante compreender esse fator.

    Por exemplo, uma política de aumento nos investimentos tende a ter um tempo de maturação para gerar impacto positivo sobre a economia como um todo. Esse fator ocorre, porque até o investimento ser concluído e operar de forma plena, por exemplo, há um espaço temporal importante.

    Além disso, outro ponto importante é em relação aos dados agregados. Por exemplo, o crescimento econômico por si só não explica tudo. Em geral, outros fatores levaram a esse crescimento, como aumento dos investimentos, aumento do crédito, expansão dos investimentos, melhora no mercado de trabalho, entre outros.

    Nesse sentido, as variáveis importantes para a macroeconomia estão todas interligada e devem ser analisadas de forma conjunta. Sem dúvidas, é importante compreender as especificidades de cada uma das variáveis analisadas, contudo, para efeito dessa área de estudo, o dado agregado é o fator essencial para ter uma análise macroeconômica.

    Para que serve a política macroeconômica?

    Para que serve a política macroeconômica?

    A política macroeconômica é basicamente o que define as políticas econômicas aplicadas no país. A política macroeconômica é dividida em basicamente dois grandes temas, os quais são:

    • Política fiscal;
    • Política monetária.

    Essas duas forma de política econômica fazem parte do arcabouço da macroeconomia e devem ser compreendidas como parte do todo.

      Política fiscal

      A política fiscal diz respeito basicamente aos investimentos realizados pelo governo. Esses investimentos podem ser realizados de forma direta e de forma indireta. Uma política fiscal expansionista pode ser realizada a partir de novos investimentos ou também a partir da redução de impostos, ambas as medidas estão impulsionando a economia.

      Política monetária

      Já a política monetária, de forma geral, está relacionada à disponibilidade de dinheiro na economia. Dessa forma, as políticas que visam aumentar o dinheiro em circulação são consideradas políticas monetária expansionista e política que visem retirar dinheiro de circulação são consideradas de política monetária contracionista.

      As variações na taxa de juros, por exemplo, é um exemplo de política monetária. Quando o Banco Central do Brasil realiza uma redução na taxa Selic, esse é um incentivo ao aumento do crédito e, dessa forma, com maior facilidade para o crédito, a tendência é mais dinheiro em circulação.

      Além das variações na taxa Selic, a forma clássica de política monetária é a emissão de papel-moeda. Nesse caso, a compreensão é mais simples, quando o Banco Central emite papel-moeda está aumentando a base monetária e, portanto, fazendo política monetária expansionista. Por outro lado, quando destrói papel-moeda está realizando política monetária contracionista.

      Ambas as políticas caminham juntas e não podem ser analisadas apenas de forma separada. Em suma, a política macroeconômica a partir das política fiscal e monetária, serve para induzir o crescimento econômica e aumentar o bem-estar da população. Dessa forma, entre os objetivos dessas políticas estão: crescimento do PIB, queda no desemprego e estabilização inflacionária.

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      Quando surgiu o conceito de macroeconomia?

      Quando surgiu o conceito de macroeconomia?

      É importante mencionar, ainda, que este contexto, da forma como é abordada atualmente, começou a ser levantada por através de John Maynard Keynes através do seu livro “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda” em 1936.

      Com isso, Keynes ofereceu uma explicação para as consequências da Grande Depressão, quando a economia americana se encontrava desolada e o trabalhadores desempregados, uma conjuntura que deixou os economistas perplexos.

      A teoria de Keynes explicou por que os mercados podem não ser tão claros quanto possam parecer. É interessante notar, ainda, que esta teoria evoluiu ao longo do século XX, desviando-se em várias escolas macroeconômicas de pensamento, conhecidas como macroeconomia Keynesiana, muitas vezes referidas como teoria Keynesiana ou Keynesianismo.

      Contudo, é importante ressaltar que o conceito de macroeconomia existe há séculos e continua em constante evolução. O pleno emprego, uma das políticas defendidas por Keynes, por exemplo, estão difundidas em vários pensadores econômicos ao longo do século anterior.

      Esse conceito de macroeconomia é mais difundido após as décadas de 1920 e 1930 justamente por ser um período no qual há maiores mudanças na organização da sociedade e das políticas econômicas. O pós segunda-guerra mundial exigiu um esforço de reconstrução dos países envolvidos na guerra e jogou luz sobre esse tema.

      A partir de então, esse tema se desenvolveu e tem diferentes escolas de pensamentos. Todavia, as variáveis que impactam na análise macroeconômica tendem a ser as mesmas. Visto que apesar de mudar o foco de determinada escola ou de determinada política econômica, em geral a análise olha para os mesmo índices.

      Dessa forma, a maneira de analisar os condicionantes macroeconômicos de uma economia podem variar de analista para analista e de tempos em tempos. Essas análises estão em constante evolução, visto que elas devem ser adaptadas às condições de cada tempo, basicamente a economia dos anos 2000 é diferente da economia dos anos 1920.

      Quais as principais teorias macroeconômicas?

      Quais as principais teorias macroeconômicas?

      Como apresentado as teorias macroeconômicas antecedem Keynes. É possível afirmar que as primeiras teorias macroeconômicas foram feitas pelos mercantilistas e pelos fisiocratas. Os primeiros ainda em um capitalismo inicial baseado nas relações comerciais e o segundo famosos pela teoria circular da renda.

      Já em um período pós I Revolução Industrial, surgem as teorias macroeconômicas conhecidas como escola clássica. Entre os principais autores dessa época está Adam Smith, conhecido como o pai do liberalismo, ele também foi o criador do conceito da mão-invisível. Além deles, outros autores se tornarão famosos nesse período como David Ricardo, Walras e Alfred Marshall. Esses dois últimos famosos por defenderem o equilíbrio econômico.

      Já a partir das primeiras décadas do século XX é quando surge a teoria keynesiana. Essa foi a teoria dominante durante o período pós segunda guerra mundial, conhecido como os 30 anos dourados do capitalismo, período entre 1945 e a década de 1970, quando eclodiu os dois choques do petróleo.

      Durante o século XX a teoria keynesiana acabou criando ramificações que existem até os dias atuais. Sendo as duas principais, os novos-keynesianos, o mais proeminente Joseph Stiglitz, ganhador do prêmio Nobel. Há também os pós-keynesianos, os mais notórios: Paul Davidson e Hyman Minsky.

      Para além das ramificações keynesianas, surgiu também durante a segunda metade do século XX, uma teoria macroeconômica conhecida como novos-clássicos ou neoclássicos. Essa escola é focada em uma maior liberdade aos mercados e fundada na racionalidade dos agentes econômicos.

      As teorias macroeconômicas costumam evoluir com o tempo, inclusive devido às alterações de conjuntura econômica. Entre o período das décadas de 1940 e 1970 havia uma maior participação do Estado na economia mundial, ao passo que após esse período houve uma redução dessa participação, bem como expansão do mercado financeiro.

      A mudança de atuação econômica no Brasil, por exemplo, é vista com a instituição do tripé macroeconômico em 1999. O tripé macroeconômico do Brasil consiste em uma política econômica com metas de inflação, meta de superávit primário e câmbio flutuante.

      Dessa forma, as análises acerca de cada indicador macroeconômico se alteraram no decorrer da história devido às alterações ocorridas no mundo. Dessa forma, as teorias apesar das bases que as fundaram permanecerem são atualizadas recorrentemente.

      Quais são os principais indicadores macroeconômicos?

      Quais são os principais indicadores macroeconômicos?

      São muitas as varáveis macroeconômicas que afetam a economia de um país. Entre elas, pode-se destacar algumas, tais como:

      • Inflação;

      • Desemprego;

      • Taxa de juros;

      • Consumo;

      • PIB.

      Todas elas influenciam de forma diferentes no rumo da economia do país. Por isso, abaixo será explicado mais detalhadamente o que é cada variável e de que forma ela afeta a economia.

      Inflação

      A inflação é uma das variáveis macroeconômicas que mais é perceptível no dia a dia das pessoas. A inflação diz respeito à taxa do aumento de preços na economia em um determinado período. Geralmente, ela é expressa se referindo a um ano. Como, por exemplo, a inflação de 2017 no Brasil foi de 2,95%.

      Ou ainda, ela pode ser expressa como o acumulado dos últimos 12 meses. Por exemplo, é comum ouvir a expressão de que a inflação acumulada é de x%. No entanto, o que significa a inflação na prática?

      A inflação na prática representa um aumento no nível dos preços. Por exemplo, se um produto custa R$ 100, com uma inflação de 5% ela passará a custar R$ 105.

      E por que a inflação é ruim? E por que a inflação é ruim?

      A inflação alta tende a ser evitada, pois, ela corrói o poder de compra da população. Isto ocorre quando os salários não seguem o aumento da inflação. Por exemplo, imagine que a inflação na economia foi de 20%. Ou seja, os gastos aumentaram em média 20%.
      Se o salário de um trabalhador se manteve o isto significa que o poder de compra dele diminuiu, pois tudo está mais caro. Obviamente, se esse salário acompanhar a inflação e tiver um aumento de 20% a sua situação será a mesma do início.
      A queda do poder de compra da população não é o único malefício da inflação. Uma alta da inflação pode trazer consigo diversas outras consequências, tais como:
      Desvalorização da moeda;
      – Aumento da taxa de juros;
      – Aumento do custo das importações;
      – Desemprego;
      – Aumento da especulação financeira.

      Como a inflação é medida? Como a inflação é medida?

      A maneira mais comum de se medir a inflação é através do IPCA. O IPCA é o índice de preço do consumidor amplo. O IPCA representa uma cesta de consumo para um brasileiro médio. O fato de ele representar a cesta de consumo do brasileiro médio é um fator muito importante.
      Isto significa que a inflação pode variar de pessoa para pessoa. E isto, por sua vez, depende do seu hábito de consumo. Por exemplo, em 2017 o preço dos alimentos teve queda (deflação) devido a uma oferta excessiva. Isto, inclusive, contribuiu para que a inflação deste ano fosse uma das menores da história.
      Assim, quem consome basicamente alimentos teve uma inflação muito baixa em 2017, ou até uma deflação. Mas, no mesmo ano, o preço dos combustíveis teve uma alta considerável.
      Um indivíduo que depende bastante do consumo de combustível provavelmente teve uma inflação acima da do IPCA. Por isso, é importante sempre ter em mente que o IPCA é uma média e não necessariamente condiz com a realidade de cada um.
      Para se ter um número exato de quanto custa a inflação no seu bolso, o ideal é fazer os cálculos manualmente observando e comparando os preços. Obviamente, isto dá um certo trabalho, e não é recomendado para todas as pessoas.

      Se a inflação é ruim, a deflação é boa? Se a inflação é ruim, a deflação é boa?

      A deflação é uma inflação negativa. Ou seja, uma diminuição nos preços. Isso gera, portanto, um aumento do poder de compra da população no curto prazo, contando que os salários também não sejam reduzidos.
      Logo, a deflação seria algo bom, certo? A verdade é que não. A deflação é tão evitada pelas autoridades econômicas quanto uma inflação alta. Isto ocorre pois em um cenário prolongado de deflação as pessoas não consomem.
      Isto ocorre pois as pessoas ficam constantemente aguardando uma nova redução dos preços, e adiando o ato do consumo. A falta de consumo por sua vez desacelera drasticamente uma economia, causando queda no PIB e desemprego.

      E como se proteger da inflação? E como se proteger da inflação?

      Uma das formas de se proteger da inflação é investindo em ações. Em um cenário de inflação foi visto que ocorre uma alta no preço dos produtos de bens e serviços. Pois bem, as empresas listadas e bolsas fornecem justamente estes bens e serviços.
      Assim, é esperado que a receita da empresa acompanhe a inflação. E, portanto, que os seus dividendos também. Ainda uma outra forma de se proteger da inflação é investir em títulos de renda fixa atrelados ao IPCA.

      O que é o regime de meta de inflação? O que é o regime de meta de inflação?

      Para controlar a inflação e não permitir que ela saia do controle o governo utiliza um regime de meta de inflação.
      Funciona da seguinte forma:
      O governo estabelece um número como o centro da meta e um intervalo de tolerância. Por exemplo, em 2017 foi estabelecido 4,5% como o centro da meta para o IPCA. E o intervalo de tolerância foi estabelecido em 1,5% para mais ou para menos.
      Ou seja, a inflação de 2017 deveria estar entre 3% e 6% para a meta ser considerada cumprida. Como a inflação de 2017 foi de 2,95% a meta oficialmente não foi cumprida. Ficar abaixo da meta, no entanto, é visto com muito mais apreço pela população e pelas autoridades monetárias do que se situar acima da mesma.
      Ainda mais quando se tentava romper com o cenário de alta de inflação vivido no Brasil nos anos anteriores ao de 2017. Em 2016, por exemplo, a inflação rompeu o topo da meta.
      Para ocasiões em que a meta da inflação não é cumprida, o presidente do Banco Central deve endereçar uma carta ao ministro da fazenda justificando a razão do descumprimento e elencando medidas para se ajustar à meta.

      Desemprego

      O desemprego apresenta um grande impacto sobre as demais variáveis da macroeconomia. Isto ocorre pois em uma economia com um alto índice de desemprego o consumo tende a ser reduzido, sendo assim as empresas faturam menos e o PIB se torna menor.

      Nas grandes recessões econômicas sempre é observada uma alta do desemprego. No Brasil, seguindo da recessão econômica de 2015/2016 o índice de desemprego em 2017 chegou a quase 14% da população, um número altíssimo.

      Um fato interessante de se notar a respeito desta variável é a sua comum defasagem em relação aos ciclos econômicos. Isto ocorre pois muitas vezes demissões são postergadas, já que são custosas para os empregadores.

      Uma vez ocorrida as demissões, os empregadores costumam demorar muito para recontratar, mesmo após uma melhora da economia, pois ainda há falta de confiança. Por isso, o desemprego costuma ser uma das últimas variáveis a responder após uma crise econômica.

      O auge da queda do PIB no Brasil na recessão recente se deu em 2016, enquanto em 2018 o desemprego ainda é relevante.

      Taxa de juros

      A taxa de juros é um instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (Bacen) para direcionar a economia para os rumos desejados. É uma variável muito importante, no sentindo que estabelece o custo dos empréstimos.

      Basicamente, quando o Bacen deseja fornecer um estímulo à economia ele baixa a taxa de juros. Isto diminui o custo dos empréstimos e dos financiamentos. Sendo assim, as empresas podem investir mais facilmente em novas contratações e novos projetos.

      Um ponto negativo da taxa de juros ser reduzida é que em um certo ponto isto pode causar um aumento na inflação. Enquanto que uma queda na taxa de juros é realizada para estimular a economia a sua alta propõe fazer o oposto.

      A alta dos juros é utilizada principalmente para contar uma inflação elevada. Pois, ao aumentar os juros, o dinheiro será menos abundante na economia, e o consumo será reduzido. Este costuma ser considerado um remédio amargo para curar uma recessão.

      Pois, enquanto é útil para conter a inflação, uma alta dos juros também pode causar queda do PIB e desemprego.

      Consumo

      O consumo é uma das variáveis com maior impacto sobre o PIB. Ele é muito importante pois sem o consumo não há receita para as empresas, sendo assim não há postos de trabalho disponíveis.

      Por isso muitos investidores observam cuidadosamente os índices de consumo reportados na economia. Ainda, índices importantes como o da confiança do consumidor podem representar um impacto posterior na economia.

      Quando a confiança do consumidor cresce, é esperado que haja mais consumo nos meses seguintes. Por isso são monitorados constantemente os índices de confiança do consumidor.

      PIB

      O PIB significa produto interno bruto. Ele é a soma de todas as riquezas produzidas por um país. Pode-se dizer que é a variável mais resumida de todas apresentadas neste texto.

      Afinal, o PIB é influenciado pelos dados de todas as variáveis anteriores, e representa uma síntese do momento da economia. Em períodos de recessão o PIB cai, ou ao menos deixa de crescer.

      No Brasil, por exemplo, o PIB chegou a decair 10% na recessão dos anos de 2015 e 2016. O PIB é, sem dúvidas, é o principal sinal de uma crise ou recessão econômica.

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      Quais os agentes da macroeconomia?

      Quais os agentes da macroeconomia?

      Os agentes da macroeconomia ou agentes macroeconômicos não se restringem apenas ao poder público. Visto que o setor privado também cumpre papel importante para evolução dos indicadores macroeconômicos citados acima, mesmo aqueles cuja influência ocorre de forma indireta.

      Para começar a falar dos agentes da macroeconomia, é importante citar as instituições públicas que cumprem esse papel. As principais são:

      • Ministério da Economia;
      • Banco Central do Brasil;
      • Receita Federal.

      Entre essas instituições, a única que atualmente possui algum grau de independência do Governo Federal é o Banco Central.

      Em relação ao Ministério da Economia, esse é o responsável pela elaboração de políticas econômicas do país. Dentro dessa pasta está incluída também a Secretaria do Planejamento, essa é a pasta responsável pela elaboração do orçamento anual e plurianual, ponto importante especialmente da política fiscal do país.

      A Receita Federal também faz parte do arcabouço do Ministério da Economia. Esse órgão é importante para a política fiscal, mas com foco na fiscalização e política tributária. Dessa forma, esse é o órgão responsável por controles relacionados a impostos e também relacionas às fronteiras e consequentemente alfandegas do país.

      No tocante à política monetária, o principal agente é, sem dúvidas, o Banco Central do Brasil. Esse é responsável direto pelas variações da taxa de juros, a partir do Conselho de Política Monetária (COPOM). No Brasil atual, a taxa de juros é o principal instrumento de política monetária utilizado pelas instituições públicas.

      Além das instituições públicas, é importante salientar que as famílias e as empresas também são agentes macroeconômicos, especialmente as companhias. Esse fator ocorre porque entre os agregados macroeconômicos, dois dos principais são investimento e consumo.

      Nesse sentido, as empresas privadas são responsáveis por parte importante dos investimentos no país. Além disso, o consumo das famílias em um país como o Brasil tende a ter forte impacto no PIB, na história recente a elevação do poder de compra da população influenciou em melhor crescimento da economia nacional.

      Qual a diferença entre microeconomia e macroeconomia?

      Qual a diferença entre microeconomia e macroeconomia?

      Microeconomia e macroeconomia são análises bem distintas, todavia elas são complementares. A microeconomia tem como objetivo analisar pontos mais específicos da economia, como setores específicos, políticas focalizadas, impactos dentro de diferentes localidades em uma cidade, entre outros pontos.

      Já sob olhar da macroeconomia, o importante são os dados agregados. Portanto, nessa área de estudo não são analisados pontos muito específicos, o objetivo da macroeconomia é analisar os valores agregados dos indicadores econômicos e como ele se relacionam com os demais indicadores, sem dar ênfase às especificidades dentro de cada indicador.

      Na prática, na microeconomia é analisado o comportamento individual dos agente econômicos. Nesse sentido, por exemplo, custos individuais das empresas, formação dos preços que são direcionados aos consumidores, entre outros pontos que colaboram para explicar a formação dos indicadores macroeconômicos.

      Na macroeconomia, o fator preponderante de análise é a relação entre os indicadores agregados. Por exemplo, na macroeconomia os resultados individuais das empresas automobilísticas não é importante, o que interessa é como os resultados agregados desse grupo de empresas contribui para o PIB, mercado de trabalho, taxa de juros, entre outros.

      Essa mesma análise na microeconomia seria focada nos preços dos insumos das empresas do setor, inovações das empresas no mercado, formação do preço, nível de concorrência, entre outros fatores. O caso citado é um exemplo simples, mas colabora para exemplificar como essas áreas trabalham de forma diferente mas se complementam.

      A complementaridade das duas áreas fica evidente as análise individuais colaboram para identificar uma lacuna que esteja afetando os resultados globais. Dessa forma, a análise individual contribui diretamente para a análise do indicador global.

      Outro ponto que pode ser indicado como ponto da microeconomia é a educação financeira para formar o orçamento familiar. A análise dos gastos das famílias tende a ser objeto de estudo dessa área. Já os gastos agregados de todas as famílias, consumo das famílias, tende a ser um agregado importante para a macroeconomia.

      Influência dos indicadores macroeconômicos nos investimentos

      Influência dos indicadores macroeconômicos nos investimentos

      Os indicadores macroeconômicos influenciam diretamente sobre os investimentos, mesmo os de renda variável. Isto ocorre porque as empresas cujas ações são compradas pelos investidores não estão dissociadas da economia como um todo. Dessa forma, as empresas a depender do setor respondem ao ritmo da economia de uma determinada maneira.

      No caso da renda fixa a relação é ainda mais direta. No caso dos títulos públicos, esses, em geral, são indexados à taxa Selic ou ao IPCA. Portanto, as variações nesses dois indicadores impactam diretamente na rentabilidade dos títulos públicos.

      Os títulos de renda fixa privados, como LCI e LCA, também são diretamente relacionados a esses índices. A maior parte deles é indexada ao CDI, o qual possui relação com a SELIC, apesar de não serem a mesma coisa. Mas mesmo os títulos prefixados utilizam o CDI e a Selic como referencial para definir a taxa de rentabilidade.

      No caso da renda variável, essa relação não é tão direta, visto que os indicadores macroeconômicos impactam os ativos de forma indireta. Nesse sentido, há empresas que podem responder positivamente a um aumento na Selic e outras negativamente, por exemplo.

      Ações de empresas da construção civil tendem a ter um impacto positivo quando a Selic é reduzida, visto que esse setor depende do crédito para realizar boa parte das suas vendas. Contudo, há setores, como o financeiro, que possuem suas posições indexadas à Selic e tendem a ter um impacto negativo.

      Esse exemplo da Selic, em geral, pode ser replicado para outros indicadores macroeconômicos sobre ações de setores que andam em direções contrárias. Dessa forma, esse exemplo ajuda a ilustrar como o mercado de renda variável sofre influência dos indicadores macroeconômicos.

      Fica claro perceber que compreender os conceitos a respeito da macroeconomia é bastante importante e relevante para um investidor que deseja apresentar resultados mais consolidados no âmbito de seus investimentos de longo prazo.

      perguntas frequentes sobre macroeconomia
      O que é macroeconomia?

      A macroeconomia, em seu sentido mais básico, é o ramo da economia que lida com a estrutura, o desempenho, o comportamento e a tomada de decisão do conjunto, ou agregado, economia, em vez de se concentrar em mercados individuais.

      Para que serve a macroeconomia?

      A macroeconomia pode ser definida como um ramo do campo da economia que estuda como os fatores que circundam essa conjuntura agregada se comportam. Como o próprio nome diz, ela se concentra no aspecto macro, ou seja, o foco é na economia de forma mais ampla.

      Quais são as teorias da macroeconomia?

      A principal teoria da macroeconomia é a teoria keynesiana, idealizada por John Maynard Keynes com sua obra “A Teoria Geral do emprego, do juro e da moeda” de 1936. As teorias continuaram a se desenvolver ao longo do século XX e também existem os clássicos, novo-clássicos, novo-keynesianos e pós-keynesianos.

      O que é microeconomia e exemplos?

      Na microeconomia é analisado o comportamento individual dos agente econômicos. Nesse sentido, por exemplo, custos individuais das empresas, formação dos preços que são direcionados aos consumidores, entre outros pontos que colaboram para explicar a formação dos indicadores macroeconômicos.

      Tiago Reis
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