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Bolsa de Valores: (Re)descubra 10 empresas centenárias cotadas na B3

Bolsa de Valores: (Re)descubra 10 empresas centenárias cotadas na B3
Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) no Rio de Janeiro, baseado na antiga sede da instituição

O ano está quase no fim. Trucado, atípico e implacável são algumas das palavras que poderiam usadas para descrever 2020. Mas, na régua do longo prazo, embora ainda histórico, o ano será mais uma peça da extensa memória de algumas das companhias mais velhas da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3.

De cabo a rabo, o período que compreendeu entre o último mês de janeiro e este de dezembro não teve nada de banal. O Brasil, de mãos dadas com o resto do mundo, mergulhou em uma das piores crises sanitárias de sua história. De brinde, enfrentamos uma das mais severas crises econômicas da história global, o que levou às clássicas medidas de redução das taxas de juros, impressão de dinheiro e aperto dos cintos, mas, infelizmente, não impediu parte do quebra-quebra. Mesmo assim, a Bolsa de Valores permanece. E as empresas centenárias continuam a negociar seus papéis.

Muito se fala hoje dos negócios disruptivos. Do Nubank ao Facebook (NASDAQ: FB), o assunto é a revolução tecnológica e o crescimento meteórico. Mas há algo que torna as companhias com mais de cem anos de vivência únicas.

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Como velhos marinheiros que levam seu barco devagar, as empresa centenárias se mostram resilientes. Não é mistério para ninguém que o Brasil não é para amadores. No espaço mínimo para entrar nesta cobiçada lista, um intervalo de cem anos de vida, o Brasil passou por revoluções, golpes, crises, crashs e mais. Se por bem ou por mal, essas companhias atravessaram essas turbulência.

O que faz uma empresa centenária?

Não é à toa, entretanto, que as centenárias conseguiram se prolongaram no tempo. Quando colocamos uma lupa nesse grupo de negócios é possível constatar que essas companhias, em sua maioria, oferecem, primeiramente, produtos básicos.

Considerando a Gerdau (GGBR4) e a Alpargatas (ALPA4), duas das empresas mais antigas do País cotadas na Bolsa, nota-se que estão em setores diferentes; uma no industrial e outra no terciário. Apesar disso, ambas continuam a prestar serviços primordiais, de siderurgia e vestuário.

Além disso, as centenárias possuem marcas amplamente conhecidas, se colocando como referências no segmento onde atuam. O Banco do Brasil (BBAS3), por exemplo, primeiro a listar suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo, foi o banco mais citado de acordo com levantamento da Folha de S.Paulo “Top of Mind 2020”.

Centenárias cotadas na Bolsa de Valores

Sem mais delongas, vejas as empresas brasileiras, cotadas na Bolsa de Valores, que atravessaram cem anos de existência.

Banco do Brasil (1808)

Começando com a companhia brasileira mais antiga cotada na Bolsa de Valores: o Banco do Brasil (BBAS3). O BB foi a primeira instituição bancária a operar no país, sendo fundada em 1808, com a chegada Dom João VI ao Brasil.

Na época, a empresa atuava como uma espécie de “Banco Central (BC)“, sendo forçada a emitir dinheiro para financiar os custos gerados pela família Real no País. A instituição, no entanto, foi acusada depois de ter contribuído para a má situação financeira do País e foi liquidada em 1829.

Anos após, durante o Segundo Reinado, o empreender que viria a se tornar o Barão de Mauá criou, em 1851, um “novo” Banco do Brasil. Em 1853, foi determinada a fusão da empresa com o Banco Comercial do Rio de Janeiro.

Em 1866, o Banco do Brasil deixa de emitir moeda, atribuição que fica a cargo da Casa da Moeda, e se tornou o principal captador de depósitos e fornecedor de empréstimos do Brasil. Já no período republicano, o BB se fundiu ao Banco da República dos Estados Unidos do Brasil.

Uma década após, a União Federal assumiu o controle acionário e administrativo da instituição, que mantém até hoje. Em 1906, o Banco do Brasil se tornou a primeira empresa listada em bolsa no País.

Com a incipiente industrialização brasileira, o BB se coloca em uma posição de protagonismo, captando as poupanças do público e financiando o desenvolvimento econômico.

Em 1941, pouco antes da entrada do Brasil na Guerra, o banco iniciou sua expansão internacional e inaugurou a primeira agência no exterior, em Assunção, Paraguai. Em 1944, a empresa abriu escritórios em Roma, Nápoles e Piemonte.

Em 1960, a sede do Banco do Brasil é transferida para Brasília, Distrito Federal. Nos anos seguintes, a companhia passa por uma forte desenvolvimento e, em 1986, se tornou uma instituição financeira completa, passando a atuar em todos os segmentos do mercado financeiro.

Desde 2006, o Banco do Brasil é o único banco listado no Novo Mercado da B3, segmento que reúne as empresas com o nível mais alto de governança corporativa.

Hoje, o Banco do Brasil é um dos maiores conglomerados financeiros do País em termos de ativos, com 18,5% de participação de mercado, de acordo com os últimos dados divulgados pelo BC. É também o maior banco em gestão de ativos, com 22,4% de participação de mercado; em empréstimos ao agronegócio, com participação de mercado de 55,4%; e em crédito consignado, com 21,2% de participação de mercado.

“Em setembro de 2020, o Banco contava com mais de 92 mil funcionários, mais de 70 milhões de clientes e mais de 37 milhões de correntistas, além de uma rede de mais de 61 mil pontos de atendimento (entre agências, postos de atendimento, rede compartilhada, terminais de autoatendimento, entre outros). O BB possui ainda presença internacional, com 23 agências localizadas em 15 países, além de acordos mantidos com instituições financeiras no exterior para atendimento aos seus clientes”, informou a instituição em nota enviada por email.

Hering (1880)

Embora não tão longeva quanto sua predecessora, ainda podemos dizer que a Cia. Hering (HGTX3) tem sua parcela de experiência. Fundada há cerca 140 anos em Blumenau, a companhia é especializada no segmento de vestuário e conhecida principalmente pelo estilo de moda básica.

A empresa foi criada por imigrantes alemães, os irmãos Bruno e Hermann Hering, e permanece sob controle familiar até hoje com Fábio Hering, o CEO da varejista.

Em 1964, ocorreu a abertura do capital e o início das exportações, tornando a Hering a primeira empresa têxtil brasileira a vender seus produtos ao exterior.

No ano de 1993, foi lançada, no Rio de Janeiro, a loja piloto Hering Family Store e, em 1998, é inaugurada a primeira unidade no conceito Hering Store.

Mais recentemente, em 2007, as ações ordinárias da empresa começaram a ser negociadas no Novo Mercado da Bovespa, sob o atual código “HGTX3”.

Hoje, a companhia é uma das maiores rede de franquias do Brasil, com centenas de lojas estão espalhadas por todo o território nacional. Seu faturamento é proveniente das suas quatro principais marcas: Hering, Hering Kids, PUC e DZARM.

SulAmérica (1895)

Quase 15 anos depois dos irmãos Hering, outra empresa nasce, mas dessa vez no Rio de Janeiro: a Sul América Companhia Nacional de Seguros de Vida. O responsável foi o empresário o espanhol D. Joaquim Sanchez de Larragoiti.

Em 1913, a SulAmérica fundou a Companhia de Seguros Terrestres e Marítimos e de Acidentes e, em 1929, o espectro dos seguros aumenta, surgindo o seguro de automóveis. De acordo com a empresa, seu negócio pegou carona no momento propício, após a consolidação da República e às vésperas do crescimento urbano-industrial e portuário do Brasil.

A seguradora, realizou seu primeiro sinistro de automóvel, em 1929.

Já nas décadas de 1960 a 1980, foi criada a holding SulAmérica (SULA11), que também começou a administrar serviços de saúde e, em 1969, estreou na Bolsa de Valores.

Nos anos, seguintes, a companhia iniciou suas operações de previdência privada e lançou o seguro de saúde e a Assistência 24 Horas.

Em 2007, a empresa lançou a Rádio SulAmérica Trânsito 92,1 FM, em São Paulo. E no mesmo ano, a seguradora, captou R$ 775 milhões em oferta pública na Bovespa, com o início de negociações de suas units na Bolsa.

Atualmente, a SulAmérica coloca-se como um dos principais players no segmento de seguros de saúde e odontológicos no Brasil. Segundo dados de 2019, a companhia apresentava uma market share de 10,7%, por receita total de mercado.

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Klabin (1899)

Por sua vez, o Grupo Klabin, outro dos centenários da Bolsa de Valores, começou em 1889, quando o imigrante lituano Maurício Freeman Klabin chegou ao Brasil. O jovem empreendedor deixou a família em sua terra natal e aportou em Santos (SP), conseguindo, em um segundo momento, trabalho em uma gráfica, depois comprada por ele: Empreza Graphica Klabin.

Em 1890, Maurício Klabin criou sua própria empresa, que atuava como tipografia e casa importadora de artigos de escritório, em São Paulo. Em 1899, com os irmãos Salomão e Hessel, e o primo Miguel Lafer fundou a Klabin Irmãos e Cia (KIC).

Foi em meio à Era Vargas que a Klabin registrou seu primeiro grande “boom”, apoiada por incentivos fiscais para a implantação de indústrias papeleiras.

Nas décadas subsequentes, a Klabin já se destacava entre os principais grupos empresariais do Brasil e se lançou para a fabricação de papelão ondulado, fios sintéticos e de fósforos promocionais.

Mais uma vez, durante a Ditadura Civil-Militar, o setor papeleiro recebeu incentivos para a instalação de fábricas. Durante esse período, a companhia se concentrou no desenvolvimento de seus setores-chave de produção, com novas unidades, focando no segmento de papel, papelão ondulado e cerâmica.

Em 1979, a Klabin (KLBN11) fez sua abertura de capital na Bolsa de Valores de São Paulo.

Já nos de 1980, a Klabin expandiu a produção e entrou no mercado de sacos multifoliados e celulose solúvel, saindo do segmento de cerâmica. Em 1990, a empresa já era a maior produtora de papéis sanitários do Brasil.

Hoje, a Klabin é a maior produtora da papéis do País, atendendo mercados como o de  alimentos, higiene e limpeza.

Gerdau (1901)

Já no século XX, o alemão João Gerdau e seu filho Hugo lançam as bases da Gerdau com a Fábrica de Pregos Pontas de Paris em Porto Alegre (RS)​.

E foram mais de 40 anos até a companhia realizar, em 1947, sua oferta pública de ações na Bolsa de Valores de São Paulo; começando no seguinte a produção de aço na sua cidade natal.

Em 1969, a empresa deu início à produção de aço nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, além de ingressar no segmento de distribuição do produto.

Na década de 1980, a Gerdau começou a internacionalização da empresa, entrando no mercado da América do Norte em 1989 e adquirindo parte do capital social de laminadora na Argentina em 1998. Um ano depois, a empresa listou suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse).

A companhia também começou a se diversificar, já em 1992, quando iniciou a produção de aços especiais no Brasil. Em 2009, a siderúrgica começou a produzir seu próprio minério de ferro. Em 2013, a companhia deu início à fabricação de aços planos no País e, em 2016, à produção de chapas grossas na usina de Ouro Branco.

A Gerdau é hoje um dos principais fornecedores de aços longos nas Américas e aços especiais do mundo. A companhia está presente em 10 países e possui mais de 30 mil colaboradores.

Light (1904)

Outra empresa que tem uma ponte com uma país estrangeiro é a Light (LIGT3). Para por em prática o projeto de distribuição de energia elétrica na cidade do Rio de Janeiro, o grupo fundou, em 1904 no Canadá, a empresa The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power.

A empresa recebeu autorização do governo brasileiro para funcionar na capital fluminense em 1905, sendo que a operação foi inaugurada em 1907.

No decorrer do século XX, o Grupo Light investiu na construção de usinas hidrelétricas enquanto a empresa assumia, no Rio de Janeiro, a gestão de diversos serviços públicos, além da geração e distribuição de energia elétrica, como o fornecimento de gás, o transporte público, a telefonia e a iluminação pública.

Segundo dados do terceiro trimestre da companhia elétrica, a carga fio foi de 0,9%, acima da apurado no mesmo período um ano antes. A capacidade instalada permaneceu estável, em 1.188 megawatts.

Raia Drogasil (1905)

Saindo do segmento de energia elétrica e adentrando no serviço de farmácias, chegamos à RaiaDrogasil (RADL3), mais especificamente à Droga Raia. Embora muito antiga, a Drogasil ainda não se classifica como uma companhia centenária.

De todo modo, a Droga Raia foi fundada em 1905, em Araraquara, no interior paulista, como Pharmacia Raia, pelo italiano recém chegado ao Brasil João Baptista Raia.

Em 1931, foi inaugurada a segunda loja, em Araçatuba, e, em 1937, a empresa se expandiu pelo interior paulista, iniciando uma rede de lojas, até chegar à cidade São Paulo, em 1951. Segundo o site da rede farmácias, nos anos seguintes, a Droga Raia ampliou o número para 18 lojas e, em 1990, já havia 34 lojas espalhadas por todo o Estado de São Paulo.

Porém até o momento, a companhia estava restrita à São Paulo. Dessa forma, no início do século XXI, abriu sua primeira loja fora do estado, chegando ao Rio de Janeiro. A Droga Raia então começou uma expansão por vários estados brasileiros, atingindo a milésima unidade em 2014.

Pouco antes, em 2010, a Droga Raia abriu seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo. O ano seguinte marcou a fusão com a Drogasil, outra grande empresa do setor, dando início à RD.

Atualmente, a Droga Raia integra parte o grupo RaiaDrogasil, com mais de 1.400 lojas, espalhadas por todo o Brasil.

Energisa (1905)

Agora de volta às elétricas. A Energisa (ENGI11) nasceu com a Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina (CFLCL), a antiga holding das empresas do grupo, da “parceria entre a iniciativa privada e o poder público”, disse a empresa em nota.

A empresa foi fundada em 1905, por José Monteiro Ribeiro Junqueira, João Duarte Ferreira e Norberto Custódio Ferreira, em Cataguases, Minas Gerais. Rapidamente, em 1907, aquela que veio a se tornar a Energisa abriu seu capital na Bolsa de Valores, se tornando a terceira empresa a obter o registro.

Em 1911, foram pagos os primeiros dividendos do grupo.

Nos anos seguintes, a companhia elétrica iniciou uma série de aquisições em Minas Gerais, bem como construções de turbinas, aumentando sua capacidade produtiva.

Em 1971, foi feita a primeira emissão pública de ações da Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina.

Já no final do século, a antiga Energisa comprou, em leilão, a Companhia de Eletricidade de Nova Friburgo (CENF), atual Energisa Nova Friburgo, em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. O período também foi marcado pela aquisição da Empresa Energética de Sergipe, atual Energisa Sergipe, através de leilão de privatização. Daí, seguem-se diversas aquisições para diversificar o portfólio geograficamente da antiga Energisa.

Em 2008, o Grupo Cataguazes-Leopoldina se transformou em Grupo Energisa. Com isso, todas as empresas passaram a ter o prefixo Energisa, além do nome que as identifica com a sua região de atuação ou atividade. No ano seguinte, são incorporadas todas as ações de emissão das subsidiárias.

Hoje, a Energisa atua nas áreas de distribuição, geração, serviços e comercialização de energia elétrica. A distribuição, no entanto, continua a ser a base principal do negócio. “O Grupo é o quinto maior do setor elétrico brasileiro em distribuição, atendendo a 8 milhões de clientes, o equivalente a 20 milhões de pessoas”, informou a empresa em comentário por email.

Alpargatas (1907)

Mais uma fundada por um estrangeiro foi a Alpargatas. A calçadista foi criada em 1907 pelo escocês Robert Fraser, pela razão social Sociedade Anonyma Fábrica Brazileira de Alpargatas e Calçados, para dois depois passar a se chamar São Paulo Alpargatas Company.

A companhia começou a produção de Alpargatas Roda e Encerados Locomotiva, na fábrica da Mooca, em São Paulo. Os produtos fizeram sucesso nas lavouras de café e impulsionam os negócios da empresa. Já na década de 1910, a Alpargatas colocou suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo.

A produtora passou por maus bocados durante a crise econômica provocada pela superprodução de café e pelo crash da Bolsa de Nova York, o que levou a suspensão da fabricação de das Alpargatas Roda. As operações foram retomadas nos anos 30. A empresa também foi convocada para fornecer produtos na Revolução Constitucionalista de 1932.

Por volta de 1960, foi lançada a sandália Havaianas, o maior sucesso da companhia até hoje. Na década seguinte, a varejista lançou o Kichute e a linha Topper, além de concretizar a aquisição da marca Rainha.

Nos anos de 1990, por sua vez, a companhia anunciou o lançamento das Havaianas Top e a marca internacional Mizuno no mercado brasileiro. Nessa época, as vendas de Havaianas bateram o recorde de 100 milhões de pares comercializados.

Mais recentemente, foi realizada a aquisição da Companhia Brasileira de Sandálias, detentora da marca Dupé, e a internacionalização através da compra da participação no capital da Alpargatas Argentina e abre operações próprias nos Estados Unidos e na Europa.

Em 2017, a Itaúsa (ITSA4) tornou-se a principal acionista da empresa.

CPFL Energia (1912)

Por fim, a mais nova da lista, a CPFL Energia (CPFE3). A história da companhia elétrica começa no interior de São Paulo, quando surgiu em 1912 a Companhia Paulista de Força e Luz, com a fusão de quatro pequenas empresas de energia do interior paulista.

Depois da 15 anos, a empresa foi adquirida pela American & Foreign Power (Amforp), ficando sob seu controle até 1964, quando passou ao controle da Eletrobras (ELET3), do governo federal.

Em meados dos anos de 1970, o controle acionário da já chamada CPFL Paulista passou para a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), do governo do Estado de São Paulo.

Já no final de 1997, a CPFL foi privatizada e passou a integrar o atual grupo composto pela VBC Energia (Grupo Votorantim, Bradesco e  Camargo Corrêa), pelo Fundo de Pensão dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), e pela Bonaire Participações (que reúne os fundos de pensão Funcesp, Sistel, Petros e Sabesprev).

Em 2002, foi criada a holding CPFL Energia e, em 2004, a companhia realiza sua oferta pública na Bolsa de Valores de São Paulo e na Nyse. Hoje, a empresa é a segunda maior do Brasil no segmento de distribuição de energia, com  14% de participação no mercado nacional. O negócio está presente nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, atendendo cerca de 9,6 milhões de clientes em 687 municípios.

Arthur Guimarães

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