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    Risco País: O que é? Qual a importância para a econômico de um país?

    Risco País: O que é? Qual a importância para a econômico de um país?

    Diante do histórico cenário de desestabilidades políticas e econômicas presentes no Brasil, o conhecimento a respeito do Risco País se torna cada vez mais relevante.

    Entretanto, em meio a uma população que apresenta baixíssimo nível de educação financeira frente a outras culturas mundo afora, o esclarecimento a respeito do Risco País ainda se faz presente em uma parcela muito pequena dos brasileiros.

    O que é risco país?

    O risco país é aquele risco associado a uma nação específica, tendo como objetivo indicar o grau de instabilidade econômica, política e financeira de um país.

    Isto é, funciona basicamente como uma avaliação a respeito do risco de crédito do país, diante do cenário político, fiscal e econômico de uma nação.

    Desse modo, ao investir em um determinada nação é importante analisar esses parâmetros.

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    Para que serve o Risco país?

    É fundamental que todo investidor, principalmente aquele que deseja investir no exterior, saiba o que é e como funciona os riscos presentes no país.

    Ou seja, esse indicador serve como um parâmetro para avaliar no que diz respeito a conjuntura econômica de um país, em termos financeiros, político e fiscal.

    Dessa forma, uma nação com um risco país baixo, tende a atrair mais capital estrangeiro, fazendo com que diversos investidores aloquem recursos nos títulos daquele local.

    Esse cenário é excelente para o crescimento econômico, e tende a impacta também as negociações na bolsa de valores. Afinal, muitos investidores da bolsa são estrangeiros e acabam movimentando um alto volume financeiro.

    Por fim, se a moeda local se valorizar com um crescimento econômico, ela pode ter maior relevância e destaque no cenário internacional. Portanto, vê-se que reduzir esse risco é fundamental para econômica em uma nação.

    Como medir o risco país?

    É importante destacar que existem três formas mais comuns de se medir o risco país, entre elas:

    • EMBI;
    • CDS;
    • Rating.

    1. EMBI

    O EMBI é calculado pelo Banco J.P. Morgan Chase, com base nos valores de negociações diárias em mercados secundários, comparando os juros implícitos dos títulos emitidos por governos e países emergentes aos juros dos títulos do governo americano (bonds) de igual prazo, os títulos mais seguros do planeta.

    Sendo assim, essa diferença é uma medida de risco: quanto a mais o governo deve pagar ao investidor para se compensar o risco que possivelmente existe dele não honrar seus compromissos.

    Assim sendo, quanto maior o EMBI, maior o risco de determinado país.

    Por exemplo: para um EMBI+BR = 500bps (ou seja, 5%), isso significa que, em média, os títulos do governo brasileiro em dólar são negociados a uma taxa de juros de 5 pontos acima dos títulos de igual prazo do governo americano de igual prazo.

    2. CDS

    Realizando-se medições diárias, o CDS (Credit Default Swap) é um contrato bilateral que permite se comprar uma espécie de proteção contra um possível calote do emissor de determinado ativo, atuando, assim, um seguro contratado por investidores mais prudentes.

    Portanto, quanto maior a probabilidade de calote, maior será o prêmio/custo do CDS, funcionando, assim, como uma medida de risco de crédito.

    Dessa forma, o custo do CDS também é uma aproximação do risco de um país. Vale notar que, na grande maioria das vezes, tanto o CDS quanto o EMBI+ são expressos em basis points (bps). Dessa maneira, é importante mencionar que cada 100 bps equivale a 1%.

    3. Rating

    Por fim, o rating é uma espécie de um “selo de qualidade” que fornece aos credores uma opinião independente a respeito do risco de crédito da dívida de um país.

    Sendo assim, essa classificação se dá de acordo com a avaliação da capacidade daquele país em honrar seus compromissos e pagar suas dívidas.

    As principais agências de Rating Internacionais são:

    • Standard & Poor’s (S&P);
    • Moody’s e Fitch.

    Normalmente, essas agências avaliam indicadores como:

    • Reservas internacionais e política fiscal;
    • Solidez na economia e estabilidade política;
    • Fatores sociais, como liberdade de imprensa e distribuição de renda;

    Portanto, países com Ratings elevados tendem a apresentar risco país mais baixo e vice-versa. Por fim, o Rating reflete a conjuntura do país no longo prazo e, portanto, tende a exibir estabilidade maior do que as outras medidas de risco país.

    Quais as consequências do risco país?

    É importante destacar que existem muitas consequências ruins com o aumento no Risco País.

    Primeiramente, o mais representativo deles se faz presenta na fuga de capitais estrangeiros por parte de alguns dos grandes fundos de investimentos, que têm como política, na maioria dos casos, investir apenas em países com baixos riscos.

    Além disso, com a fuga de capitais, reduzem-se os recursos disponíveis, o que ocasiona, com isso, menos investimentos na economia e, por fim, menores índices de geração de empregos.

    Por outro lado, um impacto negativo dessa alta classificação de risco é um maior custo de capital, haja visto que o governo e as empresas terão maiores dificuldades em obter empréstimos no exterior com condições mais vantajosas.

    Por fim, menos dólares disponíveis na economia tende a levar a uma desvalorização do Real frente a moeda norte-americana.

    Ainda possui dúvidas a respeito do risco país? Comente abaixo!

    Tiago Reis
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