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    Modelo de Yale: entenda como funciona essa estratégia de investimentos

    Modelo de Yale: entenda como funciona essa estratégia de investimentos

    O Modelo de Yale consagrou-se como um método muito eficiente de alocar capital por causa de sua rentabilidade superior aos índices de referência.

    Sendo assim, o Modelo de Yale deve ser conhecido por todos aqueles que se interessam por aprender mais a respeito do mercado de capitais e estratégias de investimento.

    O que é Modelo de Yale?

    Modelo de Yale consiste em uma estratégia de investimentos usada pelo fundo de endowment da Universidade de Yale. Historicamente, o retorno desta estratégia foi maior que os índices de referência, além de apresentar menor volatilidade. Por isso, a estratégia tem alcançado popularidade crescente.

    Fundos de Endowment consistem em fundos de investimentos das faculdades dos Estados Unidos. Sua função é gerir os recursos provenientes de doações de ex-alunos da instituição.

    Com os proventos dessa carteira, a instituição pode pagar bolsas, equipamentos, salários de professores e diversas outras despesas.

    De fato: antes da criação do modelo de Yale por David Swensen, esse tipo de fundo alocava seu capital de forma muito conservadora, com a maioria de seus investimentos em ativos de renda fixa.

    No entanto, com o método Yale, a carteira dos endowments da Universidade de Yale passou a ser recheada de ações, imóveis, venture capital, private equity e hedge funds.

    Além disso, sua participação em renda fixa tornou-se praticamente nula. No entanto, o fundo manteve uma volatilidade inferior aos índices considerados como benchmark para a economia americana, como Dow Jones e S&P500.

    Como funciona o Modelo de Yale?

    Entre 1985 e 2008, o retorno apresentado pela fundação da Universidade de Yale foi de 16,6% contra 12% do Dow Jones. Além disso, este retorno foi alcançado com menor volatilidade que o índice da bolsa americana.

    O fundo de endowment de Yale recebe doações, sobretudo de ex-alunos da instituição, e estes recursos são administrados seguindo o chamado Modelo de Yale.

    Como os recursos das doações foram obtidos, não existe a expectativa de serem resgatados por aqueles que doaram. Portanto, é um recurso sob administração da universidade de maneira perpétua.

    Dessa forma, estes recursos são investidos para que os dividendos de suas aplicações possam pagar despesas importantes da faculdade.

    Por exemplo: despesas dos alunos bolsistas, contratar bons professores, investir em pesquisa e modernização das instalações.

    Sendo assim, como estes recursos não serão sacados e apenas os dividendos serão utilizados, as fundações das universidades podem ter uma abordagem de longo prazo em seus investimentos.

    Qual é a história do Modelo de Yale?

    O Yale model foi criado por David Swensen, doutor em economia pela Universidade de Yale. Nos anos 80, Swensen trabalhou no mercado financeiro, assumindo cargos de liderança em grandes bancos.

    Assim, depois de se consagrar como investidor em Wall Street, o economista retornou para Yale, onde passou a cuidar do endowment da instituição.

    Primeiramente, os endowments não têm uma preocupação com a rentabilidade de curto prazo, e podem se expor a ativos de longo prazo, sobretudo renda variável.

    Além disso, eles aplicam em ativos ilíquidos em renda variável, como Venture Capital e Private Equity.

    Outro fator importante é o de que, como eles não precisam se preocupar em reaver o lucro no curto prazo, os endowments podem ter uma abordagem contrária ao mercado.

    Dessa forma, Swensen e seu companheiro de trabalho Dean Takahashi desenvolveram um modelo que podia se aproveitar dessa alocação de capitais em longo prazo, combinando alta rentabilidade e baixa volatilidade.

    Os resultados falaram por si só: o método não só se provou como vencedor no longo prazo, como permitiu uma alocação com baixa volatilidade e alta diversificação.

    Quais as vantagens do Modelo de Yale?

    A grande vantagem para o investidor que segue essa estratégia, o yale investment model, é que a volatilidade da renda variável cai de maneira significativa.

    Assim, isso facilita muito para o investidor lidar com a volatilidade do mercado, pois sua carteira será muito menos volátil.

    Por exemplo: quando se diversifica em renda variável, em ativos de correlação baixa entre os ativos, o endowment captura o prêmio de risco, mas com uma menor volatilidade do que aplicar em uma categoria de renda variável somente.

    Dessa forma, se as ações americanas de tecnologia caem, talvez as ações estrangeiras de bancos subam. É apenas um exemplo, existindo diversos casos como esse.

    Sendo assim, é exatamente este modelo que pode ser usado para o investidor individual que não precisa do dinheiro no curto prazo e pode investir pensando em prazos maiores.

    De fato: ainda que isso possa trazer volatilidade no curto prazo, certamente ela será menor do que uma carteira pouco diversificada ou voltada para um horizonte de tempo menor.

    Como investir com o modelo de Yale?

    De fato: quem deseja investir com o modelo de Yale não precisaria mais do que vinte ativos para conseguir seguir a estratégia.

    Assim, uma carteira teórica que siga este modelo seria composta de ações brasileiras, ações estrangeiras, small caps e fundos imobiliários (sempre pensando também na diversificação setorial).

    Além disso, não é necessário que se comece investindo em vinte ativos logo no primeiro momento: é possível construir essa carteira. Afinal, este método considera que o investimento será feito focando no longo prazo.

    Sendo assim, para quem está começando hoje, é possível começar com de três a cinco ativos e ir diversificando com o tempo através de novos aportes e do reinvestimento dos dividendos.

    Quando a carteira estiver completa, o investidor que seguir este modelo irá possuir uma coleção dos negócios geradores de caixa espalhados pelo mundo.

    Outro ponto importante é o de que é possível investir o modelo de Yale através de ETFs. Por exemplo: um ETF de small caps brasileiras, um ETF de ações de tecnologia americanas, entre outros.

    Sendo assim, uma carteira com diversos ETFs atrelados a ativos diferentes já pode reproduzir o famoso modelo de Swensen.

    Essa é uma forma eficiente para aqueles que pretendem começar com pouco capital, mas já querem colher os benefícios da diversificação em pouco tempo.

    Você ainda tem dúvidas sobre o Modelo de Yale e seus benefícios? Comente abaixo para que possamos tirar as suas dúvidas.

    Tiago Reis
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    3 comentários

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    • Edvaldo Costa 12 de agosto de 2020

      Excelente artigo e vídeos!

      Contribui muito para os investidores iniciantes.

      Grato, Thiago. Desejo-lhe sucesso!

      Responder
      • Edvaldo Costa 12 de agosto de 2020

        Retificando.

        Grato, Tiago. Desejo-lhe sucesso!

        Responder
    • Maria gorete da cruz 7 de maio de 2021

      Oi boa noite noite nao cotigou o cartao 4 não pegou nada o quer eu faço? Se vc saber e o cartão o nomero cada um diferente nao codigou so pega a foto se melhor seu nome mesmo porcausa a pessoa pega mesmo

      Responder