Metaverso: Veja empresas pioneiras na China, mercado de US$ 8 trilhões

O mercado de aplicativos e empresas da China que é endereçável para o Metaverso pode ser de 52 trilhões de yuans, ou cerca de US$ 8 trilhões, segundo levantamento do Morgan Stanley em nota publicada no fim de janeiro.

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Com a ascensão do Metaverso no interesse dos investidores, as gigantes da tecnologia da China já estão começando a investir na realidade virtual. Apesar disso, a expectativa é de que o dragão asiático siga agressivo nos solavancos à liberdade.

Segundo especialistas, a censura provavelmente será abundante e a regulamentação rígida, já que Pequim continua a acompanhar de perto as práticas de suas empresas de tecnologia domésticas.

No país, aplicativos como o WhatsApp e o Facebook são atualmente proibidos.

Porém, concorrentes como como Tencent, NetEase, ByteDance, proprietária do TikTok, e Alibaba (BABA34) podem ser as pioneiras no Metaverso entre as empresas de internet da China.

Em uma teleconferência de resultados em novembro, o CEO da Tencent, Pony Ma, disse que o Metaverso será uma oportunidade para adicionar crescimento às indústrias existentes, como jogos. A Tencent é a maior empresa de jogos do mundo com um forte portfólio de jogos para PC e dispositivos móveis.

A Tencent também é proprietária do WeChat, um serviço de mensagens com mais de um bilhão de usuários que possui aspectos de mídia social.

Ma disse que a empresa tem “muitos blocos de construção de tecnologia e know-how” para explorar e desenvolver o metaverso.

Enquanto isso, a ByteDance fez uma expansão agressiva nos jogos no ano passado. Em agosto, a empresa adquiriu a fabricante de headsets de realidade virtual Pico.

A ByteDance também é proprietária do TikTok, o aplicativo de vídeo de formato curto, e seu equivalente chinês Douyin. Nos seus últimos movimentos a companhia com sede em Pequim lançou bases em VR, mídia social e jogos.

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Alibaba de olho no Metaverso

Da mesma forma, a gigante do varejo Alibaba já afirmou que planeja lançar óculos de realidade aumentada para reuniões virtuais.

A gigante do comércio eletrônico lançou um “influenciador virtual” chamado Dong Dong para os Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim. O avatar digital pode ser encontrado no aplicativo de compras Taobao do Alibaba e fornece informações sobre as Olimpíadas e também divulga itens relacionados aos Jogos.

A NetEase, outra das gigantes de jogos da China, montou uma base na província de Hainan, no sul, focada no desenvolvimento de aplicativos metaversos, informou a mídia local no ano passado.

O gigante das buscas Baidu lançou um aplicativo metaverso no ano passado chamado XiRang, uma espécie de mundo virtual que pode acomodar até 100 mil pessoas ao mesmo tempo.

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Os executivos do Baidu, no entanto, minimizaram as expectativas do aplicativo em seu lançamento e disseram que muitos aspectos ainda não estavam à altura. Ma Jie, vice-presidente da Baidu, disse que pode levar mais seis anos até o lançamento completo.

Ainda assim, há sinais de que os maiores nomes de tecnologia da China estão começando a experimentar e lançar as bases para aplicações futuras.

“Semelhante ao que vimos no Meta, o conceito de metaverso pode envolver inicialmente jogos suportados por VR/AR e ambientes sociais interativos”, disse Charles Mok, fundador da Tech For Good Asia, à CNBC.

“Essas obviamente serão as áreas que os grandes players de tecnologia da China seguirão primeiro, com recursos avançados na China – como pagamento e serviços on-line integrados do tipo WeChat – que podem ser estendidos e incorporados ao metaverso”.

Regulamentação após um 2021 de tensão

O impulso do metaverso das empresas de tecnologia chinesas ocorre logo após um ano intenso de escrutínio regulatório no setor de tecnologia do país.

Novas leis antimonopólio para plataformas de internet foram propostas, enquanto uma lei histórica de proteção de dados pessoais foi aprovada.

Da mesma forma, as autoridades de Pequim também reduziram a quantidade de tempo que crianças menores de 18 anos podem jogar online.

Analistas disseram que essas leis existentes provavelmente também serão usadas para regular os aplicativos do metaverso, mesmo que novos sejam desenvolvidos.

“A grande diversidade de aplicativos do metaverso significa que o desenvolvimento de um conjunto de políticas igualitárias não será viável para Pequim”, disse Hanyu Liu, analista de mercado da Daxue Consulting na China, à CNBC.

“Cada aplicativo específico receberia seu próprio conjunto exclusivo de regulamentos que se baseiam na legislatura existente”, acrescentou.

Além disso China segue censurando conteúdo em sua internet rigidamente controlada.

“Também devemos esperar uma censura estrita, o que significa que provavelmente haverá um metaverso chinês isolado que é separado do internacional”, disse Liu.

Existem regulamentações mais específicas que, segundo analistas, poderiam ser usadas para gerenciar o metaverso.

Ainda em janeiro, as autoridades aprovaram um conjunto de regulamentos que ditam como as empresas de internet podem usar algoritmos de recomendação.

Isso foi seguido por projetos de regras sobre a chamada tecnologia de “síntese profunda”, que não está no Metaverso. Isso se refere ao software que pode ser usado para gerar ou editar vozes, utilizado para produzir as ‘deep fakes’.

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Eduardo Vargas

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