China pressiona Wall Street por maior repressão a empresas de tecnologia

China pressiona Wall Street por maior repressão a empresas de tecnologia
China avança com novas regulações - Foto: Pixabay

Em uma reunião a portas fechadas com executivos de Wall Street, o principal regulador do mercado de capitais da China defendeu uma maior repressão a uma série de setores, inclusive de tecnologia. O encontro foi realizado na última quinta-feira (16), segundo a Bloomberg.

O vice-presidente da Comissão Reguladora de Valores da China (CSRC), Fang Xinghai, disse durante as conversas que recentemente a China tomou medidas para fortalecer os regulamentos para empresas com plataformas voltadas para os consumidores.

Recebidas com receio pelo mercado, as medidas, segundo o regulador, foram implementadas com o intuito de melhorar a privacidade de dados e segurança nacional.

Ainda de acordo com a Bloomberg, a reunião de três horas entre representantes norte-americanos e chineses contou com a presença do Banco Popular da China e executivos de potências de Wall Street, como Goldman Sachs (GSGI34) e Citadel.

As últimas semanas foram marcadas por intensas preocupações dos investidores com a repressão regulatória chinesa, levando a um viés vendedor nos mercados acionários asiáticos.

Setores de tecnologia, educação privada e games foram fortemente impactados. O KWEB, ETF de empresas chinesas ligadas à internet, caiu 52% desde sua máxima histórica, atingida em fevereiro deste ano.

China aprova Lei de Proteção de Informações Pessoais

No fim do mês passado, a China aprovou a Lei de Proteção de Informações Pessoais, que deve desestimular a coleta ampla de dados de usuários por empresas de tecnologia.

O aval partiu do principal órgão legislativo do país, o Comitê Permanente do Congresso do Povo, de acordo com a agência estatal de notícias Xinhua.

Dessa forma, o governo chinês proibirá suas plataformas de internet de uma ampla gama de comportamentos considerados prejudiciais à concorrência de mercado pela China.

O texto, que não teve a versão final divulgada, prevê que qualquer organização ou indivíduo que lide com dados pessoais de cidadãos da China reduza a coleta de informações e obtenha consentimento prévio para coletá-las.

Jader Lazarini

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