PIB da China cresce 8,1% em 2021, mas desacelera no 4º trimestre

PIB da China cresce 8,1% em 2021, mas desacelera no 4º trimestre
Bandeira da China. Foto: Pixabay

O PIB da China cresceu 8,1% em 2021 e acelerou em relação à alta de 2,2% em 2020, divulgou nesta segunda-feira (17), o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país asiático. Embora o resultado tenha ficado em linha com as previsões dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal, o desempenho destoou bastante entre o primeiro e o segundo semestres do ano.

O ímpeto diminuiu consideravelmente no último trimestre. O PIB da China cresceu apenas 4,0% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior, acima da previsão do mercado de 3,8%, mas abaixo dos 4,9% registrados no terceiro trimestre. Na comparação trimestral, a economia chinesa acelerou de uma alta de 0,7% no terceiro trimestre para uma expansão de 1,6% no quarto trimestre.

Produção industrial da China

A produção industrial da China avançou de 3,8% em novembro para 4,3% em dezembro, na comparação anual, divulgou nesta segunda-feira (17), o NBS. O resultado superou a previsão de 3,6% dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Já as vendas no varejo, elemento-chave do consumo chinês, cresceram 1,7% em dezembro, também na comparação anual. O dado ficou abaixo tanto da expansão de 3,9% em novembro quanto da previsão do mercado, de 3,6%.

“Devemos estar cientes de que o ambiente externo é mais complicado e incerto, e a economia doméstica está sob a tripla pressão de contração da demanda, choque de oferta e expectativas enfraquecidas”, disse o escritório em comunicado.

O investimento em ativos fixos, que mede o investimento nos setores de infraestrutura, propriedade e manufatura, subiu 4,9% em 2021, mas desacelerou em relação aos 5,2% observados no período entre janeiro e novembro. Economistas previam um aumento de 4,8%.

O PIB  da China mostrou sinais de fraqueza em dezembro, prejudicada por preocupações com surtos de coronavírus e por uma desaceleração imobiliária induzida pelo governo, embora a indústria tenha surpreendido positivamente.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

Poliana Santos

Compartilhe sua opinião

Receba as notícias em seu e-mail

EU QUERO