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    Utilidade Marginal Decrescente: entenda como funciona essa métrica

    Utilidade Marginal Decrescente: entenda como funciona essa métrica

    Na microeconomia, alguns conceitos são usados para entender melhor o comportamento do consumidor, sendo a utilidade marginal decrescente um deles.

    Dessa forma, a Utilidade Marginal Decrescente tem um importante papel para as empresas que querem se destacar dentro de um determinado setor.

    O que é Utilidade Marginal Decrescente?

    A Utilidade Marginal Decrescente consiste em uma métrica capaz de apurar o grau de satisfação obtido no consumo de um bem ou serviço. Esse é um método criado pelo filósofo Jeremy Bentham no século XIX.

    Bentham era um fiel seguidor de Adam Smith, e não demorou muito para que ele levasse a teoria para o campo econômico, adaptando assim sua linha de raciocínio para um ambiente onde o consumidor pudesse fazer escolhas maximizando seu prazer.

    A utilidade pode ser dividida em basicamente 5 grupos:

    • Utilidade Total – Quanto mais o consumidor consome, maior é a utilidade;
    • Utilidade Negativa – Quando o consumo de uma quantidade adicional é prejudicial, como por exemplo, um medicamento;
    • Utilidade Nula – Quando não há vontade do cliente em se consumir uma quantidade a mais do produto;
    • Utilidade Marginal – Quando o consumidor se sente satisfeito em consumir uma quantidade a mais do produto.

    Vale destacar que a utilidade do primeiro item consumido é sempre a maior possível e ela vai se reduzindo na medida em que mais unidades vão sendo consumidas até chegar ao limite.

    No limite a utilidade pode ser negativa, e isso economicamente falando, representa desperdícios de recursos, pois não está satisfazendo os consumidores.

    Por meio desse raciocínio, os economistas acreditam poder assimilar o comportamento coletivo, permitindo entender quais as condições que trazem a máxima eficiência em um sistema econômico.

    Exemplo de Utilidade Marginal Decrescente

    Antes de exemplificar a Utilidade Marginal Decrescente é preciso entender que o consumidor toma decisões de maneira racional.

    Sendo assim, quanto maior for a disponibilidade de um bem ou serviço, menor será o valor atribuído a ele.

    Dessa maneira, um indivíduo maximiza a sua utilidade de acordo com o seu contexto, ou seja, primeiro ele atende suas necessidades biológicas como fome, sono, frio depois ele consome aquilo que julga ter um maior valor.

    Um bom exemplo é o paradoxo da água e do diamante de Adam Smith. Pois, a água por ter mais abundância no planeta possui um valor menor que o diamante que é um bem mais escasso, embora ele não seja essencial à vida.

    Contudo, se um indivíduo é levado a um deserto, a ordem de fatores se inverte, uma vez que a água é tão escassa quanto o diamante lá, e por ser essencial à vida terá muito mais valor nessas circunstâncias.

    Como é a utilidade marginal decrescente nas empresas?

    Dentro das empresas, principalmente aquelas que trabalham em ambientes mais competitivos, se faz um grande uso desses conceitos para avaliar a propensão do consumidor em comprar.

    Dessa maneira, quando há alterações nos preços, pode ocorrer dois efeitos que são bastante conhecidos. Um deles é o Efeito Substituição e o outro o Efeito Renda.

    No Efeito Substituição, quando um fabricante reduz o preço, ele aumenta a quantidade demandada, uma vez que o consumidor substitui a sua cesta de compras, mesmo que sua utilidade permaneça a mesma.

    Já no Efeito Renda, quando um fabricante reduz os preços, aumenta a quantidade demandada porque o consumidor percebe o incremento na sua renda real, o que aumenta sua utilidade.

    Foi possível entender o que é Utilidade Marginal Decrescente? Então deixe o seu comentário, sua sugestão e compartilhe com seus amigos nas suas redes sociais.

    Tiago Reis
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