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    Modelo de Gordon: conheça esse modelo de precificação de ativos

    Modelo de Gordon: conheça esse modelo de precificação de ativos

    Modelo de Gordon é o nome de um cálculo muito importante na precificação de ativos na bolsa de valores.

    Sendo assim, o modelo de Gordon é muito interessante para os investidores que buscam dividendos, mas deve-se usá-lo com cautela.

    O que é modelo de Gordon?

    O modelo de Gordon é um model que baseia-se na estimativa de dividendos futuros que crescem a taxas constantes e, por conta disso, é preciso que se tenha muita sensatez ao utilizá-lo. Como se sabe, os dividendos, assim como as demais métricas e características das empresas, dificilmente seguem o mesmo padrão no longo prazo.

    Após esta ressalva, conclui-se que o modelo de Gordon é, portanto, uma métrica de transposição de dividendos baseando-se em dados passados que possam vir a acontecer novamente, porém sem garantias nenhuma de sucesso.

    Dito isso, pode-se atribuir o dividendo pago por ação de determinada companhia em um ano e assumir a premissa de que ele irá crescer a taxas constantes ao longo do tempo.

    Assim, o Modelo de Gordon traz a valor presente os fluxos de dividendos futuros baseado no histórico daquele negócio.

    Como já mencionado anteriormente, o Modelo de Gordon parte da premissa que a empresa irá existir para sempre e que irá pagar dividendos crescentes e de maneira constante.

    Assim, obviamente, deve ficar bem claro para um investidor que estes são pressupostos bastante arrojados no longo prazo.

    Como funciona o Modelo de Gordon?

    Como já dito, a teoria de Gordon é utilizada no intuito de se precificar uma ação, assumindo-se a premissa do modelo de crescimento constante no pagamento de dividendos daquela companhia (o que, na prática, é pouco provável).

    Dessa forma, pode-se analisar as três variáveis da equação no modelo referenciada anteriormente, que são (a) os dividendos por ação, (b) a taxa de crescimento dos dividendos por ação e (c) a taxa de desconto exigida pelos acionistas da empresa.

    No caso dos dividendos por ação, estes representam os pagamentos que a empresa irá realizar aos seus acionistas nos próximos 12 meses, de acordo com dados anteriores.

    Por outro lado, a taxa de crescimento de dividendos por ação representa quanto de crescimento percentual irá ocorrer com os dividendos no futuro.

    Por fim, a taxa de desconto exigida representa o mínimo que os investidores estão dispostos a aceitar de retorno para adquirir ações desta empresa.

    Através do modelo de Gordon dividendos, o modelo traz a valor presente os fluxos de dividendos futuros através desta taxa de desconto, e o resultado é expresso no modelo.

    Para que serve o modelo de Gordon?

    É muito importante os investidores buscarem sempre a evolução de suas instruções a fim de melhorar sua performance no mercado.

    Assim sendo, o modelo de Gordon certamente pode trazer benefícios para aqueles que o usarem cientes de suas premissas e limitações.

    É importante destacar, também, que jamais deve ser usado apenas um modelo de precificação de ativos – muito menos análises quantitativas e qualitativas – isoladamente em um exame de investimentos.

    De fato: diversas são as ferramentas usadas por investidores na busca do aumento das rentabilidades de suas aplicações financeiras. Dentre elas, o modelo de Gordon é bastante famoso, mas deve-se usá-lo em conjunto com outros métodos.

    Normalmente, a avaliação Gordon é utilizada para se precificar o valor financeiro de uma ação, mas também é frequentemente utilizado para o estabelecimento de valor de outras espécies de ativos.

    Além disso, cabe aqui ressaltar que este modelo tem como função precificar empresas maduras e que tenham a tendência de apresentarem taxas de crescimento estáveis e moderadas.

    Como calcular o Modelo de Gordon?

    Assim sendo, pode-se definir que o modelo na fórmula de Gordon:

    • Preço = Dividendos por ação / (K – G)

    Onde,

    • Dividendos por ação: o dividendo por ação esperado nos próximos doze meses;
    • K: a taxa de desconto que um investidor deveria esperar desta ação;
    • G: a taxa de crescimento dos dividendos na perpetuidade.

    Por exemplo: a empresa WXYZ S/A pagar R$1,00 por ação nos próximos doze meses. O acionista desta empresa esperar obter 10% de retorno neste empreendimento.

    Além disso, ele estima também que o dividendo por ação deva crescer 2% na perpetuidade. Esse investidor poderá precificar este papel utilizando o Modelo de Gordon, da seguinte maneira:

    • Preço = 1,00 / (10% – 2%)
    • Preço = 1,00 / 0,08

    E, portanto, segundo a calculadora de Gordon este ativo deveria valer R$ 12,50.

    Quais os pontos negativos do Modelo de Gordon?

    Existem alguns pontos negativos no modelo de Gordon:

    • Não existe garantia de dividendos;
    • Inviável para empresas de crescimento;
    • A rentabilidade sofre oscilação;
    • A taxa de crescimento dos dividendos não pode ser superior ao custo do capital próprio da companhia;
    • Não deve ser usado em empresas com dificuldades financeiras.

    1. Não existe garantia de dividendos

    O principal limitador da utilização deste modelo é a premissa de que os dividendos irão crescer para sempre e de maneira constante e sustentável indefinidamente.

    De fato: na prática, constata-se que são raríssimas as empresas que conseguem crescer desta maneira. A economia é volátil e esta turbulência se traduz em resultados menos estáveis do que o modelo assume.

    2. Inviável para empresas de crescimento

    Além disso, este modelo apresenta insuficiências para precificar empresas que estão em fase de crescimento acelerado – como algumas companhias do setor de tecnologia, como as FAANG, por exemplo.

    Isso ocorre se a taxa de crescimento futuro for superior ao valor da taxa de desconto, o resultado será um valor negativo.

    Isto posto, para empresas de alto crescimento o ideal é fazer a precificação em duas etapas, utilizando o Modelo de Gordon para precificar a fase de maturidade daquela empresa.

    3. A rentabilidade sofre oscilação

    Dependendo do setor, tamanho e solução oferecida pela empresa, a rentabilidade esperada para essa empresa pode ser diferente. Por exemplo: fatores como a taxa de juros pode modificar drasticamente o método Gordon.

    4. A taxa de crescimento dos dividendos não pode ser superior ao custo do capital próprio da companhia

    O modelo de Gordon não é aplicável caso o crescimento dos dividendos seja superior ao custo de capital da empresa, uma vez que as contas não fecham.

    5. Não deve ser usado em empresas com dificuldades financeiras

    Por fim, usar esse modelo para empresas com dificuldades financeiras, como aquelas que estão tendo prejuízos constantes ou até mesmo estão em recuperação judicial, não faz sentido.

    Além disso, empresas que passam por dificuldades e continuam a pagar dividendos têm seu dividend yield distorcido. Por isso, pode enganar muitos investidores que usam apenas a fórmula modelo de Gordon.

    Você conseguiu entender a importância e características do modelo de Gordon? Comente abaixo para que possamos ajudar.

    Tiago Reis
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    4 comentários

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    • Adilan Bittar 15 de janeiro de 2020

      Muito interessante sua explicação sobre como utilizar esse modelo, realmente não é aconselhável utilizar em empresas com histórico errático na distribuição de dividendos, empresas maduras e com histórico mais uniforme são melhor indicadas mas não somente por essa análise.
      Obrigado pela informação.

      Responder
    • Thiago 26 de junho de 2020

      Muito bons os materiais da Suno, tenho aprendido bastante aqui. Parabéns pelo trabalho.

      Em relação ao tema do texto, me ficou uma dúvida de iniciante: utilizar o Patrimônio Líquido, a parte correspondente às ações, é claro, não seria uma maneira mais acertada/conservadora de determinar o preço?
      Pensando em projeções, ficaria livre das variações de payout.

      Responder
      • Suno Research 26 de junho de 2020

        Bom dia
        Pelo modelo de Gordon não, para uma análise mais profunda é necessário usar outros modelos de precificação.
        Atenciosamente, Equipe Suno.

        Responder
    • João augusto 1 de agosto de 2020

      Como descobrir quanto que a empresa vai pagar nos próximos 12 meses? A taxa de desconto esperado? A taxa de crescimento dos dividendos?

      Responder