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    Fundo monoativo: como funciona? Vale a pena investir?

    Fundo monoativo: como funciona? Vale a pena investir?

    A indústria de fundos de investimento no Brasil possui uma série de possibilidades e tipos diferentes de fundos a disposição do investidor. Dentre as modalidades de fundos existentes no mercado, existe um que chama a atenção pela sua estratégia de investimento: o fundo monoativo.

    Mesmo sendo um tipo de fundo mais específico, investir em um fundo monoativo pode ser uma alternativa interessante dependendo dos objetivos do investidor. Porém, assim como outros investimentos, como o é importante entender o seu funcionamento, suas vantagens e riscos.

    O que é um fundo monoativo?

    Fundo monoativo é um tipo de fundo de investimento que aplica seus recursos em um único ativo — seja ele empresa, imóvel ou qualquer outra aplicação. Com isso, a carteira desse fundo contém apenas um ativo — não existindo, dessa forma uma diversificação como vemos em diversos outros fundos de investimento hoje em dia no mercado.

    É comum encontrar, por exemplo, Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) que sejam monoativos. Ou seja, eles investem em um imóvel só, como um edifício comercial ou mesmo um shopping.

    Porém, há ainda diversas opções no mercado de fundos multiativos, que são aqueles que investem em vários imóveis.

    Qual o objetivo dos fundos monoativos?

    Inicialmente, os fundos monoativos foram criados com o intuito de otimizar seus ganhos com um mesmo ativo ou empresa. Logo, no caso dos FIIs monoativos, por exemplo, investir em um fundo monoativo vira uma forma prática de investir naquele imóvel ou ativo que está dentro do fundo.

    No caso dos fundos de investimento, os fundos monoativo tiveram ainda um outro efeito: facilitar o ingresso de pessoas leigas no mundo dos investimentos.

    Isso porque, teoricamente, é mais fácil comprar ações de grandes empresas por meio destes fundos do que direto no Home Broker. Isso fez com que até meados de 2006 essas aplicações fossem muito comuns.

    Atualmente, com a disseminação da ideia de mitigação de riscos por meio da diversificação de carteiras, eles perderam popularidade. Mesmo que muitos ainda existam e tenham sucesso em seus objetivos.

    Como funciona um FII monoativo?

    Existem no mercado dois tipos de fundo imobiliário monoativo: os fundos com uma fonte de renda apenas e os que trabalham com diversas fontes de recursos.

    Os com uma única fonte de renda são, em geral, aqueles industriais, que atendem às necessidades de uma única empresa. O problema está no fato de que se o inquilino deixar de pagar o aluguel, a inadimplência terá um grande impacto nas finanças deste fundo.

    O mesmo acontecerá caso a empresa decida deixar o imóvel. O tempo de vacância representará uma perda de renda significativa.

    Já um exemplo de fundo imobiliário monoativo com mais de uma fonte de renda fica com os shoppings. Isso porque dentro deles há diversos comerciantes. Então ainda que um feche, a renda dos outros continuará entrando.

    Claro que há situações excepcionais como a pandemia vivenciada em 2020, que fez muitos shoppings fecharem as portas no início da quarentena. Mas, em pouco tempo estes foram reabertos no Brasil. Logo, o prejuízo pôde ser recuperado ou minimizado.

    Cuidados com os fundos monoativos

    É importante ficar atento a um ponto, no tocante aos fundos monoativos: eles estão caindo em desuso no Brasil. Isso porque os investidores têm preferido opções com menos riscos e maior possibilidade de ganho.

    Além disso, estes fundos podem ser diretamente afetados pela expansão do mercado. Isso porque a capacidade de absorção dos fundos monoativos não acompanha o crescimento deste mercado.

    E chega-se a um ponto em que não é mais possível emitir cotas de um único empreendimento sem que este perca valor. Por isso, a tendência é de perda de espaço deste tipo de fundo dentro do mercado.

    Se você já teve experiência com algum fundo monoativo ou tem dúvidas sobre o assunto, conte nos comentários.

    Tiago Reis
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