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    BM&F: saiba mais sobre a Bolsa de Mercadorias e Futuros

    BM&F: saiba mais sobre a Bolsa de Mercadorias e Futuros

    Antes da fusão que criou a BM&F BOVESPA, a Bolsa de Mercadorias e Futuros, a BM&F já era a maior bolsa brasileira, sendo muito importante no mercado financeiro.

    Isso ocorre porque a BM&F é um mercado no qual as negociações de contratos futuros de commodities, índices, taxas de juros e moedas são bem expressivas.

    O que é a BM&F?

    A BM&F é o segmento da bolsa de valores onde são negociados contratos futuros de commodities e derivativos financeiros de índices e moedas. Ou seja, em vez de ações da Petrobras, Vale e Usiminas, por exemplo, na BM&F, é possível comprar e vender contratos de boi gordo, café, soja, milho, índices futuros.

    Sendo assim, a BM&F é importantíssima para negociar contratos futuros, por exemplo. Traders de todo o país especulam com o preço de commodities, esperando alcançar elevados vencimentos.

    No entanto, vale adicionar que a fusão entre a Bolsa de Mercadorias de São Paulo e a Bolsa Mercantil de Futuros deu origem à BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuros.

    De fato, entender as cotações das commodities é fundamental para a economia, uma vez que agricultores podem se proteger contra variações muito bruscas nos preços de seus produtos através de um hedge.

    Por exemplo: nos Estados Unidos é comum nos jornais ter as cotações das commodities, onde os investidores colocam seu capital, assim como fazem em uma ação de empresa listada em bolsa.

    Portanto, esse segmento da bolsa é fundamental para a economia brasileira, um país com grande força de produção agropecuária.

    Qual a História da BM&F?

    A Bolsa de Mercadoria de São Paulo foi criada por empresários paulistas, que possuíam ligação com exportações, comércio e à agricultura em 1917.

    Sendo assim, essa foi a primeira bolsa a realizar esse tipo de operação no Brasil e logo tornou-se conhecida pelas negociações de contratos agropecuários principalmente de café, boi gordo e algodão.

    A Bolsa Mercantil de Futuros, que já utilizava a sigla BM&F, surgiu em julho de 1985, tendo o início dos pregões de negociações no dia 31 de janeiro de 1986.

    No entanto, apesar de jovem, teve um crescimento exponencial e logo ganhou destaque por disponibilizar a negociação de produtos financeiros nas mais variadas modalidades operacionais.

    Portanto, a tradição da Bolsa de Mercadorias de São Paulo e o destaque da Bolsa Mercantil de Futuros fez com que em 9 de maio de 1991 ambas fechassem um acordo e assim unissem suas atividades operacionais.

    Em seguida, com ambição de se tornar umas das principais bolsas da América Latina, em 1997 ocorreu um acordo operacional com a Bolsa Brasileira de Futuros, que fora fundada em 1983 no Rio de Janeiro.

    Dessa forma, a BM&F se fortaleceu ainda mais o mercado nacional de commodities, se tornando assim o principal centro de negociação de derivativos do Mercosul e sobre a sigla de BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuros.

    Sendo assim, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que é focada no mercado à vista de ações, em 26 de março de 2008 consolida-se a união que deu o novo nome de BM&FBOVESPA.

    Como funciona a BM&F atualmente?

    Em março de 2017 a BM&FBOVESPA integrou-se à Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos (Cetip), formando a Brasil, Bolsa e Balcão (B3).

    Atualmente chamada de B3, é uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro no mundo, com atuação em ambiente de bolsa e de balcão.

    Portanto, a Brasil, Bolsa e Balcão (B3) é uma sociedade de capital aberto, cujas ações são negociadas no Novo Mercado. A companhia também integra o índice Ibovespa entre outros.

    Ao mesmo tempo, é uma inovação em produtos e tecnologia e com posição global de destaque no setor de bolsas. Uma gigante que desenvolve, conecta e viabiliza o mercado financeiro e de capitais.

    De fato, pode-se dizer que a BM&F BOVESPA, atualmente B3, uma empresa totalmente direcionada para a inovação e desenvolvimento e voltada para o benefício constante de seus usuários.

    Quais os ativos negociados no mercado futuro da BM&F (atual B3)?

    Existem diversos ativos que são negociados no ambiente de mercado futuro da B3, sendo os principais:

    • Milho (CCM);
    • Café arábica (ICF);
    • Boi gordo (BGI);
    • Juros DI (DI1);
    • Índice Bovespa (IND);
    • Mini-índice Bovespa (WIN);
    • Dólar (DOL);
    • Minidolar (WDO);
    • S&P500 (ISP).

    1. Milho

    O contrato de milho (CCM) é negociado em sacas, totalizando 27 toneladas.

    2. Café arábica

    O contrato de café arábica (ICF) é negociado em sacas com um total de 6 toneladas.

    3. Boi gordo

    O boi gordo (BGI) é negociado em lotes de 330 arrobas de carne bovina no ambiente da BM&F.

    4. Juros DI

    É possível negociar contratos das taxas de juros DI (DI1), taxa de rentabilidade usada como base na renda fixa.

    5. Índice Bovespa

    O índice Bovespa (IND) é negociado nos contratos futuros. Nesse tipo de negociação, são negociados cinco contratos.

    6. Mini-índice Bovespa

    Por outro lado, no caso do mini-índice Bovespa (WIN), apenas um contrato é negociado no ambiente da BM&F.

    7. Dólar

    O contrato de dólar (DOL), moeda utilizada nos Estados Unidos, é negociado em grupos de cinco nesse tipo de operação.

    8. Minidolar

    No entanto, o contrato de minidolar (WDO) é voltado para o pequeno investidor negocia apenas um contrato da moeda americana.

    9. S&P500

    Por fim, o S&P500 (ISP), principal índice americano, também é negociado nos contratos futuros.

    Como operar no mercado futuro da BM&F (atual B3)?

    Primeiramente, é preciso entender que esse tipo de operação trata-se de uma especulação, e não de uma modalidade de investimento.

    Em seguida, é preciso escolher qual ativo quer negociar e qual o prazo dessa negociação: para cada mês de vencimento, haverá uma letra equivalente.

    Em segundo lugar, deve-se fazer o investimento no contrato escolhido: ao comprar R$10.000 em milho, por exemplo, o especulador operará com contratos dessa commodity.

    Portanto, caso a cotação dessa commodity valorize, o especulador faturará em cima dessa valorização; por outro lado, caso haja desvalorização, o especulador pode perder todo seu dinheiro e, inclusive, gerar dívidas com pagamento em juros.

    Enfim, pode-se concluir que esse tipo de operação é muito mais arriscado do que o investimento em ações e fundos imobiliários para o longo prazo.

    Sendo assim, quem deseja operar dessa forma deve se assegurar de que possui reservas para o caso de eventualidades, e de que conhece verdadeiramente o assunto.

    Ainda possui dúvidas a respeito da BM&F? Comente abaixo para que possamos te ajudar!

    Tiago Reis
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