SNCI11, SNFF11 e mais: FIIs e Fiagros da Suno ficam fora de taxação da MP dos fundos exclusivos

A Medida Provisória (MP) dos fundos exclusivos e offshores alterou a taxação sobre alguns FIIs e Fiagros. As normas sobre a tributação publicadas nesta segunda-feira (28 de agosto) determinam que fundos de investimento imobiliários (FIIs) ou Fiagro com menos de 500 cotistas não estarão mais isentos de Imposto de Renda.

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Anteriormente, a régua para taxação dos FIIs e Fiagros limitava-se àqueles fundos com menos de 50 cotistas.

No Grupo Suno, a Suno Asset atua como gestora de seis fundos de investimento: SNID11, SNAG11, SNFF11, SNCI11, SNEL11 e SNLG11.

O CIO da Suno Asset, Vitor Duarte, confirma: “A nova MP não afeta nenhum fundo da Suno Asset, visto que todos os nossos fundos têm mais de 500 cotistas.”

Ou seja, de acordo com a nova régua de taxação, os dividendos provenientes dos investimentos em FIIs e Fiagro da Suno Asset seguem isentos de imposto de renda.

Por outro lado, Duarte aponta que os ativos que agora se enquadram dentro da nova régua podem buscar estratégias para evitarem uma tributação mais rígida. “Na indústria, existem vários fundos com menos de 500 cotistas que terão que buscar outras alternativas para ganhar mais notoriedade e popularidade se quiserem passar essa barreira de isenção do imposto de renda,” explica o CIO.

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Impacto da MP nos fundos de investimento

Na visão do CIO da casa, a MP não institui uma tributação nova, apenas antecipa uma tributação que só aconteceria quando o investidor sacasse recursos dos fundos exclusivos. “Ela [a MP] apenas antecipa o recolhimento do imposto para a cada seis meses em vez de pagar a cada 10 ou 30 anos quando fosse sacar, ou quando passasse de pai para filho”, explica Duarte.

O especialista em FIIs da Suno, Professor Marcos Baroni, reforça que a medida não impacta a maior parte dos fundos que os investidores em geral costumam lidar no dia a dia.

“Os fundos que estamos acostumados a lidar são mais populares e já consolidados. Praticamente não tiveram mudança: a tributação alcança aqueles fundos com menos cotistas, com grupos de investidores mais seletos”, afirma Baroni.

Além disso, o especialista reforça que a taxação dos FIIs, fiagros e outros fundos era um “ponto histórico de preocupação e que, agora, está melhor delimitado, o que deixa o tema mais claro para os investidores em geral”.

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Camila Paim

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