Radar: Totvs (TOTS3) compra empresa de recursos humanos, analistas rebaixam Isa Cteep (TRPL4) e acionistas do Itaú (ITUB4) aprovam cisão do BBA

A empresa de software Totvs (TOTS3) anunciou hoje a assinatura de um contrato para adquirir a Ahgora, uma empresa de recursos humanos e tecnologia, por R$ 380 milhões.

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O valor da aquisição ainda fica sujeitos a ajustes, conforme comunicado ao mercado divulgado pela Totvs.

Com sede em Florianópolis, a Ahgora oferece serviços como registro de ponto eletrônico por reconhecimento facial validado por inteligência artificial, gestão de escalas, controle de frequência e jornadas, de acordo com o comunicado.

A Totvs destacou que a Ahgora teve um crescimento médio anual (CAGR) de receita líquida de cerca de 45% entre 2019 e 2022, enquanto a receita recorrente anualizada (ARR) para o período até dezembro deste ano é de aproximadamente R$ 84 milhões.

A Totvs afirmou que, com a incorporação da operação de software da Ahgora, fortalecerá sua posição como uma plataforma para RH, ampliando e consolidando sua oferta de soluções.

O pagamento será realizado no fechamento da transação, sujeito à aprovação das autoridades concorrenciais e outras condições usuais para esse tipo de negócio.

Além de Totvs, confira outros destaques desta quinta-feira:

Isa Cteep (TRPL4): UBS BB rebaixa recomendação e reduz preço-alvo: “Pressão no preço das ações”

  • O UBS BB rebaixou a recomendação da Isa Cteep (TRPL4) de neutra para venda, reduzindo o preço-alvo das ações de R$ 28 para R$ 23,50. Os analistas apontam que uma série de fatores exercerão pressão descendente sobre as ações da companhia. 
  • “Primeiramente, a agressividade observada em leilões recentes, aliada à possibilidade de uma revisão negativa do RBSE, é uma preocupação significativa. Além disso, os esforços da Eletrobras (ELET3) para vender suas ações na Cteep poderiam exercer pressão descendente sobre as ações”, destaca o UBS BB. 
  • Outro ponto destacado pelo UBS BB é a posição de negociação desfavorável da empresa, a uma taxa interna de retorno (TIR) de 6,4%, menor que a média de cobertura em cerca de 10,4%. 
  • Além disso, analistas destacam que, embora a incorporação dos três lotes que a Cteep ganhou no último leilão de transmissão perpetue as receitas, a companhia fez lances agressivos com uma TIR menor que seu custo de capital
  • A Eletrobras também já afirmou sua intenção de vender sua participação na Isa Cteep, podendo gerar volatilidade nas ações. “Embora nosso cenário base considere o recebimento total da indenização, esperamos que o preço das ações da Cteep seja volátil até que uma decisão seja tomada. Uma decisão pior do que o esperado em relação ao recebimento da indenização da RBSE, na qual a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) poderia alterar a TIR que remunera as transmissoras, representaria um risco adicional de baixa”, pontua o UBS BB.
  • Segundo o banco, se a Aneel usar a nota técnica 85, a que remunera as elétricas, como referência, implicaria em um impacto negativo no valor patrimonial de R$ 792 milhões (R$ 2 por ação) para a Cteep. 
  • Nesta quinta (30), as ações da Isa Cteep fecharam em leve alta de 0,12%, cotadas a R$ 24,14.

JSL (JSLG3) pagará R$ 90,1 milhões em JCP; veja valor por ação

  • JSL (JSLG3) pagará R$ 90,1 milhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas, segundo comunicado divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
  • De acordo com a JSL, o valor por ação dos JCP da JSL será de R$ 0,31. O pagamento será realizado no dia 26 de dezembro.
  • Apenas os investidores com ações da JSL no dia 6 de dezembro terão direito a receber os rendimentos. A partir do dia 7 de dezembro, as ações serão negociadas sem direito aos juros sobre capital próprio.
  • Segundo a companhia, “o valor dos juros sobre o capital próprio está sujeito ao imposto de renda na fonte à alíquota de 15%, exceto para os acionistas comprovadamente isentos ou imunes”.

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Acionistas do Itaú (ITUB4) aprovam cisão do BBA em assembleia

  • Conforme divulgado em Ata de Assembleia Geral Extraordinária (AGE), os acionistas do Itaú Unibanco (ITUB4) aprovaram a cisão do BBA.
  • A proposição da cisão do BBA se deu em meados de outubro. A proposta agora aprovada prevê incorporação das parcelas cindidas pela holding e pela Itaú BBA Assessoria Financeira, conforme comunicado ao mercado divulgado à época.
  • Com isso, o BBA fica com os negócios cindidos de assessoria financeira, estruturação e coordenação de operações com títulos ou valores mobiliários, ao passo que o Itaú fica responsável pelas “atividades típicas de instituições financeiras”.
  • documento divulgado pelo Itaú detalha que “a Cisão Total será aperfeiçoada em 30 de abril de 2024, podendo ser antecipada para o último dia de mês anterior a esta data, mediante deliberação da Diretoria da Companhia”.
  • “Caso a aprovação do Banco Central ocorra após 30 de abril de 2024, a Cisão será efetivada no último dia do mês da referida aprovação, em consonância com a alteração promovida pelo Conselho Monetário Nacional (“CMN”), especificamente por meio do art. 26, caput, II e § 2º, da Resolução CMN 4.817/20″, explica o Itaú.
  • “Uma vez aperfeiçoada a Cisão Total, o ITAÚ BBA será definitivamente extinto para todos e quaisquer fins e direitos, nos termos do art. 219, inciso II e art. 229 ambos da LSA”, completa o banco.

Santander (SANB11): “Banco busca expansão de fontes de receitas”, dizem analistas, que mantêm recomendação

  • Após conversas com time de relações com investidores do Santander (SANB11), a Genial Investimentos reiterou recomendação neutra para as ações do banco, afirmando que o Santander está buscando resultados mais resilientes, com a expansão de fontes de receitas.
  • Para a equipe da Genial, a inadimplência do Santander está sob controle, com previsões de resultados melhores para 2024. A estimativa dos analistas é de que o lucro cresça 35% em 2024, aumentando de R$ 10,8 bilhões para R$ 14,4 bilhões. 
  • No entanto, as estimativas do consenso para 2024 variam entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões. 
  • A expectativa é de que a carteira de crédito do Santander cresça entre 5% e 10% em 2024, aumento de dois pontos percentuais em relação a 2023. As receitas com juros (NII) também devem crescer. “Contudo, espera-se que o NII Clientes cresça menos do que o aumento do crédito, devido a uma abordagem mais conservadora no mix (com spreads menores e menor risco)”, pontua a Genial. 
  • Quanto ao NII Mercado (tesouraria), espera-se que registre um resultado positivo, mas ainda bem menor que o nível pré-pandemia. As despesas administrativas devem crescer com a inflação, continuando altas no mesmo patamar de 2023. 
  • No 3T23 do Santander, o banco atingiu 3,6% de custo de crédito/carteira, uma redução de 0,8 pontos percentuais ao ano. “Apesar da melhora, a companhia acredita que este indicador não deve voltar para os patamares pré-pandemia (2,9% – 3,0%), devendo estabilizar entre o nível alcançado”, dizem os analistas. 
  • Neste contexto, a Genial recomenda manter as ações do Santander, com preço-alvo de R$ 29,40. Nesta quinta (30), os papéis do Santander fecharam com alta de 0,98%, cotados a R$ 31.

Acionistas da Petrobras (PETR4) aprovam mudança do Estatuto Social, com criação de reserva de capital para dividendos

  • A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Petrobras (PETR4) aprovou por maioria (54,98%) dos votos, nesta quinta-feira, 30, as propostas do conselho de administração para mudanças no Estatuto Social da companhia. Um dos temas mais polêmicos é a criação de uma reserva de capital para pagamento de dividendos, o que desagrada o mercado por ameaçar a distribuição de proventos extraordinários, na avaliação de analistas. Os votos contra a proposta somaram 31,96% e as abstenções, 13,06%.
  • A aprovação das mudanças no Estatuto da Petrobras já era esperada pelo mercado, já que a União é acionista majoritária e por isso detém o maior número de votos.
  • Também passou no crivo da AGE a polêmica exclusão das vedações à nomeação de dirigentes, tema que atravessa gestões da estatal. Tanto no governo Bolsonaro como agora, no governo Lula, nomes que deveriam ser excluídos por apresentarem conflito de interesses por fazerem parte do governo ou partidos políticos assumiram cadeiras no conselho de administração da Petrobras.
  • Na quarta-feira, 29, porém, o Tribunal de Contas da União (TCU) expediu medida cautelar para suspender o exame da proposta que altera o caput 21 do Estatuto, e que trata do conflito de interesses nas nomeações de dirigentes. A proposição do conselho feita à AGE da Petrobras é inserir no Estatuto um trecho para que os conflitos de interesses formais sejam resolvidos caso a caso.
  • O representante da União, Ivo Timbó, decidiu modificar o texto da proposta durante a AGE, incluindo os dois conceitos – material e formal – o que, na prática, retorna para o texto ao Estatuto original.
  • Segundo o TCU, a redação anterior se afasta da Lei das Estatais, ao tentar emplacar uma interpretação equivocada em relação a conflito de interesses e “inviabilizar exame prévio do conflito de interesse do indicado”. Para simplificar o processo, a União decidiu colocar no texto qualquer tipo de conflito.
  • A AGE foi convocada há cerca de um mês pelo Conselho da estatal. Os principais temas discutidos foram:
  • Revisão de restrições para nomeação de dirigentes, inicialmente previstas na Lei das Estatais (Lei nº. 13.303/2016), consideradas inconstitucionais em decisão cautelar do então Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski;
  • Criação de um fundo de reserva de capital, com a finalidade de garantir recursos para o pagamento de dividendos, juros sobre o capital próprio, recompra de ações, absorção de prejuízos e, de modo complementar, a incorporação ao capital social da empresa.
  • Mesmo assim, a Petrobras só poderá registrar esse trecho na ata da AGE após nova manifestação do TCU.

Da Totvs à JSL, essas foram as empresas que se destacaram hoje. Para ler todas as matérias clique aqui.

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Vanessa Loiola

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