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    O que é securitização e como ela transforma vários ativos em um só

    O que é securitização e como ela transforma vários ativos em um só

    A securitização é um mecanismo muito utilizado tanto no Brasil como nos mais variados países como uma forma de captação de dinheiro.

    Sendo assim, fazer uso da securitização pode ser interessante quando se pensa na diversificação de ativos para se investir.

    O que é Securitização?

    Securitização é o processo de agrupamento de vários ativos financeiros em um único ativo padronizado e negociável. Também conhecida como titularização, essa atividade consiste em formar um pacote de ativos homogêneos, que não teriam atratividade sozinhos, e transformá-los em um ativo maior que seja negociado mais facilmente no mercado.

    De fato, esse mecanismo está presente no mundo inteiro. Sendo assim, esse mecanismo é uma operação financeira aplicável nas mais diversas situações.

    Além disso, toda empresa está sempre precisando de recursos. Dessa forma, seja para reforçar seu fluxo de caixa ou expandir suas atividades, recorrer a empréstimos e financiamentos é uma situação “comum” para qualquer negócio.

    No entanto, a importância da securitização mostra-se quando se entende que ela é uma forma alternativa para as empresas captarem dinheiro no curto prazo.

    Além disso, a titularização beneficia não só as empresas, mas todo o mercado. Isso acontece porque esse fenômeno não serve apenas para angariar recursos.

    Por fim, vale notar que esse método pode ser utilizado como uma alternativa para investidores ganharem dinheiro.

    Como funciona a Securitização?

    Uma securitização envolve sempre três elementos: o cedente, a securitizadora e os investidores.

    Primeiramente, o cedente é quem vai transferir o ativo em questão para à instituição securitizadora.

    Dessa forma, o cedente se capitaliza vendendo à vista seus títulos e direitos creditórios. Mas por serem de baixa liquidez, o valor pago pelos títulos é menor do que o valor de face dos mesmos.

    Por outro lado, a securitizadora é a instituição que age como intermediário e realiza toda a operação. É ela que compra os ativos dos cedentes e os reúne como lastro para criar o título securitizado.

    Além disso, após a emissão, a securitizadora oferece esse título no mercado aos investidores, a um preço proporcionalmente maior do que aquele pago ao cedente dos ativos.

    Por fim, o investidor é a parte que compra os títulos securitizados no mercado, atraído pela possibilidade de ganhar dinheiro com direitos creditórios contidos dentro dele.

    De fato, o investidor de um título securitizado pode ser tanto institucional (como no caso de bancos, distribuidoras de valores, ou até mesmo fundos de investimentos) ou pessoas físicas.

    Entretanto, como a cobrança dos direitos e dívidas que compõem o título ficam a cargo do seu portador, todo o risco desses ativos também é transferido para o investidor.

    Portanto, após a venda, tanto a securitizadora quanto a cedente estão isentas de qualquer responsabilidade.

    Para que serve a Securitização?

    A securitização é um recurso muito utilizado para capitalizar credores e empresas com direitos a receber.

    Ou seja: quem possui títulos e ativos sem liquidez, mas que ao mesmo tempo precisa de recursos no curto prazo, pode utilizar a securitização como saída.

    Dessa forma, uma instituição comprará à vista os títulos de seus detentores, para securitizá-los em um só ativo e revendê-los no mercado.

    Portanto, esse processo irá transformar em “dinheiro vivo” os ativos de baixa liquidez que estavam com as empresas e investidores.

    Além disso, o processo também transfere todo o risco de crédito envolvido nesses ativos para o futuro detentor do título securitizado.

    Portanto, ocorre um desconto no preço pago pelos ativos, uma vez que há um risco maior nesse tipo de ativo.

    Quais os tipos de securitização?

    De fato, no Brasil, apenas quatro modalidades de securitização são praticadas. São as securitizações de:

    • Créditos Financeiros;
    • Ativos Empresariais;
    • Créditos Imobiliários;
    • Créditos de Agronegócio.

     1. Securitização de Créditos Financeiros

    Primeiramente, na securitização de créditos financeiros, os ativos securitizados são os empréstimos, financiamentos, leasings e hipotecas.

    2. Securitização de Ativos Empresariais

    No entanto, no caso da securitização de ativos empresariais. Os ativos securitizados são cheques, duplicatas, parcelamentos, contratos de empréstimo, aluguéis, crediários, vendas no cartão de crédito, entre outros.

    3. Securitização de Créditos Imobiliários

    Além disso, na securitização de créditos imobiliários, os ativos securitizados são o Certificados de Recebíveis Imobiliários (também chamado de CRIs).

    4. Securitização de Créditos do Agronegócio

    Por fim, há a securitização de créditos do agronegócio, onde os ativos securitizados são os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs).

    A securitização vale a pena?

    Primeiramente, é preciso entender que a securitização é capaz de conseguir agregar ativos considerados de baixa qualidade em um ativo sólido e negociável,

    Dessa forma, a securitização amplia as possibilidades de investimento do mercado, agregando benefícios tanto para os cedentes quanto para os investidores.

    Além disso, esse mecanismo também funciona como uma alternativa interessante de capitalização para empresas e credores, que ganham uma opção a mais de captar recursos além dos empréstimos bancários.

    No entanto, é preciso estar atento ao risco de crédito nesse tipo de ativo, que pode representar um potencial da perda do valor investido.

    Portanto, é preciso estudar bem no que se investe e diversificar os investimentos em diversas classes de ativos, minimizando, assim, os riscos associados.

    Ainda possui dúvidas a respeito do processo de securitização? Comente abaixo!

    Tiago Reis
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