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    Resumo da Semana: Leilão da Cedae, Itaúsa compra Aegea Saneamento, Acionistas da CVC querem indenização e Fed diz que recuperação não é completa e monitora bancos

    Resumo da Semana: Leilão da Cedae, Itaúsa compra Aegea Saneamento, Acionistas da CVC querem indenização e Fed diz que recuperação não é completa e monitora bancos

    O índice Ibovespa encerrou a última semana registrando 118.893,84 pontos, o que representou, na última sexta-feira (30), uma variação negativa de -0,98%. Na semana, o principal índice de ações negociadas na bolsa de valores brasileira teve uma desvalorização de aproximadamente -1,35%. Em 2021, o índice está negativo em -0,10% até o momento.

    Já o Ifix – o índice de referência dos Fundos de Investimentos Imobiliários – encerrou a última sexta-feira (30) aos 2.861,15 pontos, o que representou uma alta de +0,43% no dia. Na mesma semana e no acumulado de 2021, o índice performou: +0,58% e -0,31%, respectivamente.

    Leilão da Cedae

    O consórcio liderado pela Aegea Saneamento, a qual tem como acionista a holding Itaúsa garantiu os blocos 1 e 4 da concessão dos serviços da água esgoto no Estado do Rio de Janeiro, prestados pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A Iguá Saneamento arrematou o Lote 2. O Bloco 3 não recebeu propostas.

    • O leilão da Cedae arrecadou R$ 22,6 bilhões em outorgas. O projeto ainda prevê investimentos de cerca de R$ 30 bilhões e terá um prazo de 35 anos.
    • Em etapa acalorada no viva voz, a Aegea ofereceu o maior lance pelo primeiro lote, R$ 8,2 bilhões, um ágio de 103,1% sobre o valor mínimo. A companhia bateu os proponentes, tais como Equatorial e Sabesp.
    • Depois de levar o bloco 1, a Aegea pulou fora do leilão para o segundo lote, o qual havia feito uma proposta. Este foi então disputado pelos outros três consórcios.
    • O ativo ficou com o grupo de Iguá e Sabesp, que apresentou um lance de R$ 7,2 bilhões, com um ágio de 129,6%.
    • Para o bloco 4, a disputa voltou ao viva voz, com os consórcios Aegea e Redentor. O Rio Mais Saneamento realizou oferta, mas o valor ficou 20% abaixo do maior valor proposta, requisito para entrar no viva voz. No final, o grupo da Aegea levou o ativo por um montante de R$ 7,2 bilhões, ou um ágio de 187,7%.  

    Itaúsa compra Aegea Saneamento

    A Itaúsa assinou acordo de compra de participação na empresa Aegea Saneamento por R$ 1,3 bilhão. Dessa forma, a participação da controladora do Itaú será de 8,53% do capital total e 10,2% do capital votante (ações de direito ao voto) da empresa de saneamento.

    • De acordo com a Itaúsa, o valor da transação está sujeito aos ajustes e os recursos deverão ser captados por instrumento de dívida de longo prazo. A operação deverá ser concluída no segundo semestre deste ano.
    • Na análise da Itaúsa, esse investimento adiciona ao seu portfólio um ativo que combina taxa de retorno atrativa, alto potencial de crescimento e impacto positivo para a sociedade.
    • “A aquisição dessa participação está alinhada à estratégia de alocação de capital ao reunir parceiros estratégicos com visão de longo prazo e experiência comprovada no setor de atuação”, informou a holding em seu fato relevante.

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    Acionistas da CVC querem indenização

    Os acionistas da CVC ingressaram com pedido de arbitragem na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM), da B3, contra a companhia e ex-conselheiros. Os investidores pessoas físicas argumentaram que foram lesados por problemas contábeis no passado e querem ser indenizados pela companhia e seus ex-diretores.

    • De acordo com os investidores da CVC, os problemas contábeis como fraudes e distorções induziram os acionistas ao erro e inflaram o preço dos papéis.
    • A companhia realizou uma investigação em que reconheceu os problemas contábeis nos balanços de 2018 e 2019, porém, a empresa alega ser vítima de ex-diretores.
    • No entanto, os investidores alegam que eles quem foram os verdadeiros prejudicados, arguindo que a elevação artificial do preço facilitou a captação de recursos no mercado.

    Fed diz que recuperação não é completa e monitora bancos

    O Federal Reserva publicou seu Relatório de Supervisão e Regulação, publicação semestral na qual informa sobre seu trabalho para promover a segurança e a solidez do setor bancário.

    • No documento, o Fed nota que a recuperação após o choque da covid-19 “não é completa”. “Diante disso, o Federal Reserva continua a monitorar de perto a exposição de riscos dos bancos, o desempenho de crédito e as operações”, afirmou o Fed.
    • O Banco Central Americano avalia que o sistema bancário dos EUA tem mostrado resistir aos choques, e considera que as posições de capital de liquidez das instituições financeiras “seguem robustas”.
    • Segundo a autoridade monetária, os bancos entraram na pandemia com “posições de capital e liquidez fortes”, o que permitiu enfrentarem a situação. No último ano, a liquidez bancária também aumentou, com um crescimento forte nos depósitos”.
    • De acordo com o Fed, a lucratividade dos bancos retornou em sua maioria aos níveis pré-covid 19. O BC também destaca o papel importante das instituições no Programa de Proteção à Folha de Pagamentos (PPP), mas destaca que o crescimento dos empréstimos pelos bancos “tem sido lento”, para além dos empréstimos no âmbito do PPP.