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    Radar do Mercado: Petrobras (PETR3) divulga resultados do 1T21

    Radar do Mercado: Petrobras (PETR3) divulga resultados do 1T21

    A Petrobras (PETR3), uma das maiores produtoras de petróleo e gás do mundo, divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2021.

    A receita líquida de vendas no 1T21 atingiu R$ 86,2 bilhões, revelando um crescimento de 14,2% em relação ao 1T20 e de 14,9% na comparação com o 4T20. O crescimento pode ser justificado, principalmente, pela valorização de 38% nos preços do Brent.

    Também é possível destacar a contribuição da receita maior gerada no segmento de Diesel, que alcançou R$ 25,2 bilhões (+27% vs. 4T20), em razão do aumento da participação da Petrobras nesse mercado e do crescimento do volume de vendas de diesel S-10, embora uma queda no volume total de vendas desse combustível tenha sido registrada.

    A receita com exportações atingiu 22,8 bilhões, superando em 16,2% o total registrado no 4T20. O resultado está ligado ao aumento dos preços do Brent e se mostrou positivo mesmo com a menor exportação no volume de petróleo e derivados no 1T21.

    O diesel e a gasolina representaram 70% da receita no mercado interno no primeiro trimestre de 2021. No mercado internacional, 56% do volume de petróleo exportado foi destinado à China, e 75% do volume exportado de derivados foi para Cingapura no 1T21.

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    O EBITDA ajustado do 1T21 foi de R$ 48,9 bilhões, indicando um aumento de 4% em relação ao 4T20. Novamente, o resultado superior é um reflexo das margens maiores do óleo obtidas devido à valorização nos preços do Brent.

    A companhia apresentou um lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 1T21, o que corresponde a uma queda de R$ 58,7 bilhões na comparação com o último trimestre de 2020. A redução do lucro pode ser atribuída, principalmente, ao impacto da variação cambial no resultado financeiro – tendo em vista a desvalorização do real em relação ao dólar – e às reversões de impairment e dos gastos passados com o plano de saúde, ambos referentes ao 4T20.

    Em 31/03/2021, a dívida bruta e a dívida líquida eram de US$ 71 bilhões (-6,1% vs. 31/12/2020) e US$ 58,4 bilhões (-7,5% vs. 31/12/2020), respectivamente.

    Quanto aos indicadores de endividamento, a companhia atingiu uma relação dívida líquida/EBITDA ajustado de 2,03x em 31/03/2021, obtendo uma redução no indicador quando comparado à relação de 2,22x registrada em 31/12/2020.

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    Tiago Reis
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