Nubank (NUBR33): Entenda tudo sobre a ‘Caixinha’, novidade do banco digital

Em fala recente, CEO do Nubank disse que o banco deve avançar em novas aquisições

O Nubank (NUBR33) lançou, nesta segunda-feira (12), a caixinha, ferramenta permitirá aos clientes organizar suas finanças por meio de contas de investimento no aplicativo.

A caixinha do Nubank deve servir como uma forma de o cliente separar seu dinheiro em forma de metas – com investimentos líquidos para a reserva de emergência ou objetivos que podem exigir um saque mais rápido, e investimentos menos líquidos para objetivos mais longos, como a aquisição de um bem ou uma viagem.

A ‘meta’ da modalidade de aporte na fintech é bater o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) desde o primeiro depósito. Contudo, por ora, são somente dois ativos disponíveis para rentabilizar o dinheiro da caixinha:

“Na prática, você poderá criar e personalizar várias Caixinhas direto no app do Nubank. Também poderá dar nome e selecionar uma foto para as suas Caixinhas, deixando-as com a sua cara. Além disso, elas contam com possibilidades de investimentos pré-sugeridas de acordo com seus objetivos e perfil, com opções que incluem RDBs rendendo 100% do CDI e um fundo com potencial de superar o CDI ao longo do tempo”, explica o banco.

Basicamente, o cliente definirá seus objetivos por caixinha (como “reformar a casa” ou “viajar para Buenos Aires”) e o banco digital atuará recomendando um investimento para aquele determinado fim. O cliente pode criar quantas caixinhas quiser.

A estimativa do Nubank é que as caixinhas devem atingir a totalidade dos clientes com acesso à conta do banco digital até o fim do mês de setembro.

O serviço é similar ao de outras fintechs, como o Neon (controlado pelo Banco Votorantim) que oferece investimentos no CDI ou CDB e dá ao correntista a possibilidade de configurar um objetivo e uma meta de dinheiro acumulado.

Com esse dado, o banco digital mostra quanto tempo o investimento demorará para chegar na meta com base nos aportes mensais que foram estimados pelo correntista.

“Já fazia bastante tempo que nossos clientes nos pediam uma solução para guardar e separar dinheiro. Então, começamos a desenvolver a ideia até chegarmos a este modelo”, disse Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, em comunicado.

Nubank é considerada marca mais forte do Brasil

O banco digital foi eleito a marca mais forte do Brasil em 2022, pela WPP, que leva em conta a influência da empresa sobre o público e outras companhias do segmento.

O ranking é elaborado todos os anos pela TM20 Branding e divulgado anualmente em parceria com a revista IstoÉ Dinheiro.

Para o levantamento, a TM20 Branding entrevistou 16 mil consumidores entre outubro e dezembro de 2021. Depois do Nubank, aparece a marca Tramotina e em seguida o Ifood.

Veja o ranking:

  1. Nubank: 100 pontos
  2. Tramontina: 99 pontos
  3. Ifood: 98 pontos
  4. O Boticário: 98 pontos
  5. Americanas (AMER3): 98 pontos
  6. Magazine Luiza (MGLU3): 97 pontos
  7. Natura (NTCO3): 97 pontos
  8. Sebrae: 97 pontos
  9. Cacau Show: 97 pontos
  10. Brastemp: 95 pontos

Após ficar no topo, o Chief Marketing Officer (CMO) do Nubank, Arturo Nuñez, celebrou a conquista e disse que esse espaço ocupado é “resultado do foco no consumidor”.

“Essa conquista vem do nosso foco no consumidor. Em tudo o que fazemos, colocamos nosso cliente no centro. E não tem nada mais poderoso do que seus clientes contarem para as pessoas sobre suas boas experiências”, disse, em nota.

Banco digital não é rentável por opção, diz CEO

Mesmo com baixa de 68% desde a estreia na NYSE, o CEO do Nubank, David Vélez, disse que a fintech “não é rentável por decisão própria”.

“Isso significa que temos que investir muito hoje para que daqui a 10 anos o lucro seja grande, e a empresa, muito maior. Hoje não somos rentáveis por decisão própria. Se eu parar de crescer, investir no México, ou em novos produtos, eu já gero centenas de milhões de reais de lucro. Mas seria sacrificar o valor da empresa daqui a 5 ou 10 anos”, afirmou, em entrevista ao site Brazil Journal.

Para Vélez, atualmente há dois detratores para o resultado da companhia. O primeiro, os salários dos engenheiros, que estão construindo o futuro da empresa. “Nós sempre contabilizávamos isso como despesa, e agora estamos começando a capitalizar alguns projetos.”

Já o segundo é o provisionamento de perdas de risco, que o CEO explicou que, quando faz um empréstimo novo ele provisiona hoje 100% da perda esperada, mas a receita desse crédito só vem em cerca de 6,12 ou 18 meses.

No último resultado financeiro do banco houve um aumento de provisionamento de perdas relevante, mas 80% dele estava relacionado ao crescimento, e só 20% à deterioração da carteira.

“Temos dificuldade de explicar para o investidor, mas estou super bem provisionado já para todo o futuro”, disse o CEO do Nubank.

Eduardo Vargas

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