Magalu (MGLU3) e varejistas disparam; ação da Vale (VALE3) está barata; Veja as 5 notícias mais lidas

Magalu (MGLU3) e varejistas disparam; ação da Vale (VALE3) está barata; Veja as 5 notícias mais lidas
Vale (VALE3) - Foto: Divulgação

Na última quarta-feira (19), as ações do trio varejista — Magazine Luiza (MGLU3), Americanas (AMER3) e Via (VIIA3) — chegaram a disparar mais de 10% no Ibovespa, pegando os investidores de surpresa. Com isso, o Magalu e as varejistas chamaram a atenção dos leitores e ficaram entre as notícias mais lidas dessa semana.

Mas o Magazine Luiza não foi o único queridinho da bolsa brasileira a despertar interesse dos investidores. O banco norte-americano Morgan Stanley publicou um relatório sobre a Vale (VALE3) na terça-feira (21), alegando que os papéis da companhia estão acima da média do mercado. O banco também fez suas previsões para os ganhos da empresa.

Entre as noticias mais lidas da semana, outras empresa se destacou. A Cielo (CIEL3) despontou como a maior alta do Ibovespa após divulgar o resultado de seu índice de varejo.

O Banco do Brasil (BBAS3) também foi destaque ao aprovar payout de 40% para o exercício de 2022, via dividendos ou juros sobre o capital próprio (JCP). Aproveitando o gancho dos proventos, a Sanepar (SAPR4) anunciou a emissão de R$ 600 milhões em debêntures.

Veja abaixo o resumo das principais notícias da semana. Acesse os links para ler o texto completo. Bom final de semana!

Via (VIIA3), Magalu (MGLU3) e varejistas decolam no Ibovespa

O setor varejista, que em 2021 sangrou na bolsa de valores, surpreendeu na sessão da última quarta-feira (19), com as principais empresas do setor crescendo forte e liderando o Ibovespa. Após surfar acima dos 10% durante o dia, as empresas chegaram ao fechamento com um pouco menos entusiasmo. Ações da Americanas subiram 9,89%, enquanto Magazine Luiza dispar0u 7,13% e a Via saltou 6,66%.

Também se destacaram as ações da Lojas Americanas (LAME4), avançando 9,4%, e Locaweb (LWSA3), a única de fora do setor varejista, ganhou 12,64%, maior alta do dia.

No entanto, prosseguem preocupações nos mercados em relação ao avanço da inflação mundial, um dos principais inimigos das varejistas e uma das razões para seu desempenho fraco no ano passado, uma vez que a alta de preços pressiona o poder de compra dos consumidores, que passam a priorizar produtos de necessidade básica.

Mas o alívio na curva de juros favoreceu o desempenho das varejistas. Os juros futuros encerraram a sessão regular da quarta-feira em baixa firme, acompanhando o alívio do dólar e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Tanto a moeda quanto os yields refletem um ajuste dos excessos da véspera, quando a T-note de 10 anos tocou a máxima em dois anos.

O fim da negociação das ações das ações da Lojas Americanas (LAME4), que tiveram seu último dia na bolsa brasileira hoje, também pode ter ajudado a levantar as ações do varejo. A partir de segunda-feira (24), as ações LAME4 serão convertidas para AMER3.

Morgan Stanley estima ganhos da Vale no 4T21

Acreditando no fortalecimento dos preços do minério de ferro na China, o Morgan Stanley reiterou recomendação de compra para as ações da Vale . Em um relatório divulgado na terça-feira (18), o banco de investimentos classificou as estimativas de desempenho das ações em “overweight” (acima da média do mercado).

Além disso, os analistas elevaram o preço-alvo das ADRs da Vale, que passaram de US$ 16,50 para US$ 17,50, com potencial de valorização de 12,8% sobre o valor de fechamento da véspera (US$ 15,51).

No último relatório do banco sobre a mineradora, de dezembro, os analistas do Morgan Stanley posicionaram os papéis da Vale como o top pick do segmento na América Latina, prevendo um excelente desempenho nos próximos meses.

“Estamos overweight na ação, pois vemos uma recompensa de risco positivamente suportada pelos altos preços do minério de ferro no primeiro semestre de 2022 devido à produção de aço sequencialmente mais alta na China”, diz relatório do Morgan Stanley assinado por Carlos de Alba, Jens Spiess e Ricardo A Monegaglia Neto.

Banco do Brasil aprova payout

O Banco do Brasil informou nesta quinta-feira (20) que definiu a política de distribuição de payout de 40% para o exercício de 2022, aprovada pelo Conselho de Administração, via dividendos e/ou juros sobre o capital próprio (JCP).

Em fato relevante enviado à CVM, o banco afirma que, quando a distribuição for via JCP, o montante calculado com base no percentual de payout aprovado corresponde ao valor bruto, sobre o qual poderão incidir tributos, conforme legislação vigente.

O valor do payout definido pelo conselho, diz o BB, considerou fatores como o resultado do banco, sua condição financeira, a necessidade de caixa, o Plano de Capital e metas e respectivas projeções, entre outros.

Ação da Cielo liderou ganhos do Ibovespa na segunda

Após divulgar nesta segunda-feira (17) os resultados de seu índice de varejo, a Cielo (CIEL3) despontou como a maior alta do Ibovespa do dia.

As ações da Cielo fecharam com alta de 4,95%, avaliadas em R$ 2,12.

Em seu relatório sobre o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA) em dezembro, a companhia mostrou que no último mês houve expansão da demanda. O crescimento no período foi de 3,0% ante dezembro de 2020, descontada a inflação. Já em 2021, o indicador fechou com alta de 0,8%, também descontada a inflação.

Sanepar fará emissão de debêntures

Conselho de Administração da Sanepar (SAPR4) aprovou a emissão de debêntures no montante total de R$ 600 milhões. A emissão, contudo, será restrita a investidores profissionais, conforme o disposto no artigo 11 da Resolução nº30 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As debêntures da Sanepar serão feitas em até três séries, simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária.

Segundo o fato relevante da Sanepar, todo o capital levantado com a emissão será destinada à complementação do plano de investimentos da companhia, com aportes na “ampliação e em melhorias em sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e resíduos sólidos”.

Nesse sentido, o capital será alocado no pagamento futuro de gastos, despesas ou dívidas a serem despendidos em projetos e, enquanto não destinados a isso, mantidos em caixa.

Do Magazine Luiza à Vale, essas foram as 5 notícias mais lidas da semana. Para ler todas as notícias do SUNO Notícias, clique aqui ou nos siga no Instagram e Twitter.

Bruno Galvão

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