Ibovespa tem alta de 2,04%, aos 111 mil pontos; Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) sobem e varejistas derretem

Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (17) em alta de 2,04%, aos 111.439,12 pontos, após oscilar entre 109.213,72 e 111.577,45 pontos. O volume financeiro do dia somou R$ 24,6 bilhões. 

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Mais uma vez, o destaque no pregão da bolsa brasileira foram as varejistas, seis dias após a descoberta do rombo bilionário na Americanas (AMER3). A companhia saltou 18% nos primeiros minutos de pregão e desacelerou a alta para 10% em seguida. No entanto, fechou o dia entre as maiores quedas do Ibov, com recuo de -2,06%.

“Ao longo do pregão (somente hoje), a ação oscilou mais de 21%, algo que demonstra o quanto a ação está especulativa e isso deve continuar ocorrendo ao longo dos próximos dias, pois a batalha jurídica só deve estar no começo”, pontua Marcus Labarthe, sócio-fundador da GT Capital.

Junto à AMER3, outras varejistas tombaram. Entre as maiores quedas na bolsa brasileira, estão a Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3), que recuaram -2,67% e -1,56%, respectivamente.

Por outro lado, os bancos operaram em recuperação no Ibovespa hoje. O Banco do Brasil (BBSA3) figurou entre as maiores altas de hoje, em +5,87%. Já o Bradesco (BBDC4) fechou o dia ganhando +0,69%, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) avançou +2,07%

Além disso no Ibovespa hoje a política econômica esteve novamente no radar dos investidores, com a participação dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Marina Silva (Meio Ambiente) no Fórum Econômico Mundial de Davos.

O comandante da equipe econômica voltou a falar em reforma tributária neutra, com votação no primeiro trimestre, e prometeu zerar o déficit primário até 2024. Haddad disse que o desenho do novo arcabouço sairá no máximo até o fim de abril e revelou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) colocou “sua equipe técnica” à disposição para construção de uma regra fiscal “mais crível e sustentável”.

Commodities em alta

No radar de investidores, também esteve o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da China, que no acumulado de 2022 representou uma desaceleração robusta. Entretanto, segundo análise da Stifel “os dados de curto prazo sugerem que a economia chinesa pode se recuperar mais rapidamente do que o esperado, à medida que o país continua revertendo seus protocolos e restrições de segurança contra a covid-19″.

Desta forma, o Ibovespa hoje também subiu com força impulsionado pela alta nas commodities como a Petrobras (PETR3;PETR4), que avançou +7,04% e + 6,16%. Já a Vale (VALE3) operou a maior parte do pregão desta terça-feira em alta, mas fechou o dia com recuo de -0,13%.

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Os contratos mais líquidos do petróleo fecharam o pregão em alta, com o retorno das negociações do WTI após feriado norte-americano e visando expectativas de aumento na demanda global pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Além disso, indicadores da China colaboraram para o movimento.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro de 2023 fechou em alta de 0,40% (US$ 0,32), a US$ 80,18 o barril. Já o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em alta de 1,73% (US$ 1,46), a US$ 85,92 o barril.

“Os preços do petróleo estão afastando as preocupações de uma desaceleração econômica, já que a reabertura da China é uma realidade, não uma teoria”, relata Phil Flynn, executivo do Price Futures Group de Chicago.

Analista da Oanda, Edward Moya compartilha a visão de que o otimismo sobre a reabertura chinesa influenciou as negociações no pregão desta terça-feira. “Mas essa tendência deve parar em breve. Os comerciantes de energia provavelmente estão a alguns dólares de uma resistência técnica maciça”, observa Moya.

Dólar fecha em baixa

Enquanto isso, a volta do feriado de Martin Luther King Jr trouxe quedas às bolsas de Nova York. Com exceção da Nasdaq, que subiu +0,20%, houve recuos no Dow Jones e na S&P 500, em -1,14% e -0,20%, respectivamente. Junto a isso, o dólar à vista fechou em baixa de -0,84%, a R$ 5,1055, após oscilar entre R$ 5,0966 e R$ 5,1583.

“Temos as bolsas em queda depois de um balanço da Goldman Sachs que decepcionou o mercado, trazendo queda nos lucros. O mercado também aguarda dados importantes amanhã do livro bege do FED e produção industrial e índice de preços ao produtor dos EUA”, explica Marcus Labarthe, sócio fundador da GT CAPITAL.

Bolsas da Europa fecham mistas

As bolsas europeias fecharam sem sinal único no pregão desta terça-feira (17). O dia foi marcado por novos direcionamentos de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) sobre a próxima alta de juros e com dados de inflação alemã no radar. Ainda, dados do Produto Interno Bruto (PIB) da China e índice de expectativas econômicas da Alemanha também orientaram os negócios nesta sessão.

Com isso, houve quedas nas bolsas de Londres (FTSE 100), Lisboa (PSI 20) e Moscou (MOEX), com quedas de -0,12%, -0,29% e -1,26%, respectivamente. Por outro lado, o dia foi de alta para as bolsas de Frankfurt (DAX) em +0,35%, Milão (FTSE MIB) em +0,46%, Paris (CAC 40) em +0,48%, Madri (IBEX 35), de +0,22%.

Segundo a Capital Economics, o resultado dos índices indicam que a economia se manterá melhor do que o temido. Entretanto, “com as pressões de preços subjacentes ainda aumentando, a política monetária restritiva se tornará um peso cada vez maior para a economia europeia neste ano”.

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Notícias que movimentaram a Bolsa de Valores hoje

  • Novo arcabouço fiscal até abril, afirma Haddad
  • Americanas contrata nova CFO
  • Ações da Arezzo sobem com compra da Vicenza

Haddad promete apresentar novo arcabouço fiscal até abril

Durante a participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça), o ministro da Fazenda prometeu apresentar a proposta de arcabouço fiscal até abril.

Ele explicou para realizar essa mudança estrutural nas contas públicas será necessária a aprovação da reforma tributária e uma nova análise sobre a política que substituirá o teto de gastos

“Recebemos uma herança delicada do governo anterior. Foi uma irresponsabilidade o que foi feito durante a eleição, medidas tomadas sem nenhum amparo técnico, mas não podemos pensar apenas em reverter”, desabafou Haddad

O que pensam os investidores?

Marcus Labarthe, sócio fundador da GT Capital, lembra que o governo Lula foi eleito com uma série de promessas — que agora serão cobradas por ambos os lados (quem votou e a oposição).

“Lula sabe que não irá governar da mesma maneira como foram nos seus últimos mandatos. O mundo é outro e as eleições demonstraram esta divisão com uma margem pequena de votos. O mercado vê com desconfiança discursos sem embasamento técnico”, afirma.

Segundo ele, a retirada da pauta de privatizações influencia negativamente e o corpo de políticos de carreira no comando dos ministérios contribui para o ceticismo. “Haddad recentemente iniciou um movimento de controle fiscal, porém grande parte das medidas têm que ser votadas pelo Congresso e isso requer tempo e aliados políticos, ou seja, convencer o centrão”, reforça Labarthe.

Americanas contrata Camille Faria, então CFO da TIM

A Americanas já tem um nome para ocupar a posição de CFO da empresa: Camille Faria, então CFO da TIM Brasil (TIMS3). Na tarde desta terça-feira (17) a varejista confirmou a informação, enquanto a Tim informou que Camille permanecerá na empresa até 31 de janeiro de 2023.

Segundo comunicado enviado ao mercado, o Conselho de Administração da AMER3 aprovou a indicação de Camille para ocupar o cargo de Diretora Financeira e de Relações com Investidores, cujo mandato se iniciará em 1° de fevereiro.

Desde a manhã desta terça-feira (17), já circulavam rumores de que a executiva estava sendo sondada para a posição de diretora financeira na Americanas. Camille era um dos nomes indicados por Sergio Rial para a função.

Ações da Arezzo sobem com compra da Vicenza

As ações da Arezzo foram negociadas em alta no intradia desta terça (17), após a companhia informar ao mercado que adquiriu a marca de calçados Vicenza por R$ 103,8 milhões.

A aquisição foi bem vista pela XP Investimentos e pelo Goldman Sachs, que reforçaram a recomendação de compra dos papéis.

De acordo o mapeamento do Status Invest, por volta das 16h desta terça, as ações ARZZ3 registravam alta de 3,89%, ao preço de R$ 80,44. Neste mês, os papéis subiram 8,53% e, nos últimos 12 meses, a valorização foi de 22,87%.

No comunicado publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa de moda destaca que a Vicenza conta com mais de 30 anos de atuação no mercado de calçados e bolsas.

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Maiores altas do Ibovespa

  • Rede D’Or (RDOR3): +8,11%
  • Petrobras (PETR3): +7,04%
  • Petrobras (PETR4): +6,16%
  • Banco do Brasil (BBAS3): +5,87%
  • Totvs (TOTS3): +5,86%

Maiores baixas do Ibovespa

  • Qualicorp (QUAL3): -5,41%
  • Via (VIIA3): -2,67%
  • CVC (CVCB3): -2,48%
  • Americanas (AMER3): -2,06%
  • Magazine Luiza (MGLU3): -1,56%

Fechamento dos outros índices brasileiros

  • Small Caps (SMLL): +1,22%
  • BDRs (BDRX): -0,46%
  • Fundos Imobiliários (IFIX): -0,10%

Cotação do Ibovespa nesta terça-feira (17)

Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira (17) em alta de 2,04%, aos 111.439,12 pontos.

Com informações do Estadão Conteúdo

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Janize Colaço

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