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Ibovespa afunda 2,86%, com baixas da Vale (VALE3) e CSN (CSNA3), e tem pior semana em 6 meses

IBOVESPA TOMBA 3% E DÓLAR DISPARA 4% EM DIA DE AVERSÃO A RISCOS | CSN (CSNA3) derrete 8%

Fechamento do Dia Ibovespa cai 2,86%, a 111,0 mil pontos, e cede 4,39% na semana Com muito a ser ajustado, incluindo expectativas de altas de juros, o Ibovespa fechou na quinta baixa consecutiva
Victória Anhesini
por Victória Anhesini

Ibovespa fechou a sexta-feira (22) em queda de 2,86%, aos 111.077,51 pontos, sua maior perda em porcentual desde a sessão de 26 de novembro passado (-3,39%), emendando a quinta queda diária e a terceira semanal.

Hoje, oscilou entre mínima de 110.590,55 e máxima de 114.343,30, equivalente à abertura. Na semana, a perda acumulada foi de 4,39%, ampliando a do mês a 7,43% – no ano, os ganhos são limitados agora a 5,97%. O giro foi de R$ 33,8 bilhões na sessão.

No fechamento, o Ibovespa mostrava o menor nível de encerramento desde 15 de março, então a 108.959,30 pontos. No acumulado da semana (-4,39%), o intervalo foi o pior desde outubro de 2021, quando chegou a ceder 7,28% em uma semana.

O resultado veio com a volta do feriado de Tiradentes, em que o índice precisou se ajustar a dois dias negativos em Nova York – o de ontem (21) e o de hoje (22) -, com os mercados, aqui e fora, ponderando declarações “hawkish” do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de que o ritmo de elevação dos juros de referência nos Estados Unidos pode vir a ser um “pouco” mais rápido, para se contrapor ao avanço da inflação.

No Brasil, a canetada do presidente Jair Bolsonaro, em decreto no feriado para tentar salvar o deputado Daniel Silveira do cumprimento de pena decidida, um dia antes, pelo Supremo Tribunal Federal, reacende a temperatura do relacionamento institucional, a seis meses da eleição.

“A semana se encerra com cara de segunda-feira, em meio a ainda mais discussões sobre inflação e juros ao redor do mundo. Seguiremos vivendo um ano desafiador, marcado por preços mais altos e crescimento mais baixo”, aponta Rachel de Sá, chefe de economia da Rico Investimentos. Ela observa também que a “onda positiva de commodities surfada nos últimos meses” está sendo colocada em dúvida, ante os sinais de desaceleração econômica especialmente na China, o que se traduz agora em cautela e em aversão a risco, no Brasil e no mundo.

A atenção do mercado estará concentrada, na quarta-feira, na leitura do IPCA-15 referente a abril, a ser divulgada às 9h pelo IBGE. No exterior, logo cedo na sexta-feira, haverá os dados de inflação de abril e o PIB da zona do euro no primeiro trimestre, enquanto, nos Estados Unidos, serão conhecidos, às 9h30, os dados sobre renda e gastos pessoais, bem como a leitura sobre o PCE, métrica preferida do Federal Reserve para acompanhamento da inflação ao consumidor no país – essas divulgações referem-se a março.

“Nos Estados Unidos, o mercado refletiu as declarações mais duras, de ontem, do Jerome Powell, em que o presidente do Fed sinalizou a possibilidade de aumento de 0,50 ponto porcentual na taxa de juros americana, em maio. Há atenção à inflação, que não arrefece. E também os resultados aquém do esperado para o mercado em alguns casos contribuiu para pressionar as bolsas em Nova York, com a perspectiva de um aumento mais forte dos juros por lá, a um ritmo que pode chegar a 0,75 ponto em breve”, diz Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.

As expectativas do mercado financeiro para o desempenho das ações no curtíssimo prazo ficaram mais distribuídas para os polos de alta e de baixa, embora com preponderância dos que esperam avanço, de acordo com o Termômetro Broadcast Bolsa desta sexta-feira.

O porcentual dos que acreditam em alta na próxima semana está agora em 58,33%, enquanto para a semana que agora chega ao fim a expectativa de ganho no período correspondia a 53,85% das respostas. Os que esperam queda das ações na próxima semana correspondem agora a 25,00%, comparados a 7,69% no levantamento anterior. E, entre os que apostam em estabilidade, a fatia caiu agora para 16,67%, frente a 38,46% na pesquisa anterior.

As Bolsas de Nova York

Os sinais cada vez mais fortes de que os EUA – e outras partes do mundo – caminham para um aperto maior nos juros, aliados a balanços que decepcionaram investidores, derrubaram as bolsas em NY. A combinação de Jerome Powell (Fed), que indicou a possibilidade de aumento de 0,50 p.p. no juro em maio, Loretta Mester (Cleveland), que defendeu essa magnitude não só em maio, mas ao longo do ano e Janet Yellen (Tesouro) afirmou que os preços “vão seguir altos por mais tempo”, trouxe um tom hawkish muito mais pesado que o mercado antecipava nesta sexta-feira.

  • Dow Jones caiu 2,81%, aos 33.813,44 pontos;
  • S&P 500 recuou 2,77%, a 4.271,94 pontos;
  • Nasdaq perdeu 2,55%, aos 12.839,29 pontos.

dólar à vista fecha em alta de 4,00%, a R$ 4,8051, depois de oscilar entre 4,6724 e R$ 4,8390.

O petróleo registrou recuo nesta sexta, 22, com investidores atentos a riscos para a demanda, como a perda de fôlego na economia da China. Além disso, o dólar se valorizou durante a sessão, o que contribui para pressionar os contratos da commodity.

O petróleo WTI para junho fechou em baixa de 1,66% (-US$ 1,72), em US$ 102,07 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o petróleo Brent para o mesmo mês caiu 1,55% (-US$ 1,68), a US$ 106,65 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta sexta e acumulou perdas nesta semana. O metal precioso foi pressionado pela alta do dólar ante rivais, enquanto operadores também monitoram posições hawkish do Federal Reserve (Fed). Para analistas, o ativo tem se mostrado resiliente no cenário atual.

O ouro para junho encerrou a sessão com perda de 0,71%, a US$ 1.934,30 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). Na semana, a perda acumulada ficou em torno de 2%.

No Ibovespa hoje, quem liderou as perdas foi CSN (CSNA3), com -7,63%. Os investidores estão preocupados com os resultados do 1TRI22, que sai dia 4 de maio.

A queda do minério em Dalian, China, derrubou Vale (VALE3), que caiu 5,95%. A Usiminas (USIM5) recuou 3,26%.

Depois de despencar quase 16% na última sessão por rumores sobre seu balanço, Natura (NTCO3) divulgou uma prévia hoje e cedeu mais 3,96%. A companhia prevê receita líquida entre R$ 8,20 bilhões e R$ 8,25 bilhões entre janeiro e março, queda entre 12,7% e 13,3% em reais e entre 4,6% e 5,2% em moeda constante na comparação com o mesmo período de 2021.

Como cereja do bolo, o petróleo caiu cerca de 1,5% hoje e levou junto as ações das petroleiras. Petrobras (PETR3, PETR4) caiu 4,61% e 3,93%, respectivamente.

O setor bancário do índice também fechou no terreno negativo. Itaú (ITUB4) caiu 2,41%, Banco do Brasil (BBAS3) registrou -2,45%, Santander (SANB11) recuou 0,26% e Bradesco (BBDC3, BBDC4) cedeu 1,55% e 1,90% respectivamente.

Maiores altas do Ibovespa:

Maiores baixas do Ibovespa:

Outras notícias que movimentaram a bolsa de valores

  • Copel (CPLE6) terá conta de luz até 20% mais barata com fim da bandeira de Escassez Hídrica
  • Investidores estrangeiros retiram R$ 478,928 milhões na B3 (B3SA3); saldo em abril é negativo

Copel (CPLE6) terá conta de luz até 20% mais barata com fim da bandeira de Escassez Hídrica

As Copel (CPLE6) deve ter uma redução de até 20% nas suas contas de energia elétrica após o fim da aplicação da bandeira Escassez Hídrica, segundo informação divulgada pelo Governo do Paraná, atual controlador da companhia com 69,7% das ações.

A medida, que afeta a Copel e todas as demais distribuidoras de energia, foi determinada recentemente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), passando a valer nesta semana;

Contudo, haverá redução no valor final da conta de luz segundo a tarifa de energia de cada distribuidora.

A expectativa é de uma redução gradativa nas faturas emitidas para residências, comércios e indústrias atendidos na faixa de energia elétrica de baixa tensão, que deve chegar a 20%  quando todo o ciclo de consumo já estiver dentro do período de isenção da cobrança.

A bandeira de Escassez Hídrica estava vigente desde meados de setembro, cobrando um montante de R$ 14,20 para cada 100 kWh consumidos. A medida havia sido tomada pela Aneel como forma de compensar as dificuldades de geração de energia, considerando que o ano de 2021 contou com uma retração de chuvas expressiva.

Especialistas de meteorologia estimam que o ano de chuvas foi o pior em um acumulado de cerca de 91 anos.

Investidores estrangeiros retiram R$ 478,928 milhões na B3 (B3SA3); saldo em abril é negativo

Os investidores estrangeiros retiraram R$ 478,928 milhões da Bolsa brasileira no segmento de ações listadas, durante a sessão da última terça-feira (19).

Em abril, o saldo de negociação de investidores estrangeiros está negativo, com a saída de R$ 580,836 milhões da Bolsa. O montante é resultado de compras acumuladas de R$ 195,210 bilhões e vendas de R$ 195,791. bilhões.

No acumulado de 2022, entretanto, o capital externo está positivo em R$ 64,747 bilhões.

Na mesma sessão de terça-feira, os investidores institucionais ingressaram com R$ 362,572 milhões na Bolsa. Em abril, o saldo também está negativo, com a retirada de R$ 6,341 bilhões da B3. No ano, a retirada é de R$ 67,415 bilhões.

No mesmo dia, os investidores individuais ingressaram com R$ 108,721 milhões na Bolsa. No mês, o saldo dessa categoria é positivo em R$ 2,555 bilhões, resultado de compras de R$ 55,437 bilhões e vendas de R$ 52,881 bilhões. Já no ano, o investidor pessoa física retirou R$ 9,001 bilhões da B3.

Por fim, as instituições financeiras ingressaram com R$ 15,975 milhões na B3 no dia 19. Em abril, a entrada líquida no segmento foi de R$ 1,910 bilhão na Bolsa. A soma de capital investido totaliza R$ 4,913 bilhões em 2022.

Desempenho dos principais índices

Além do Ibovespa, confira o fechamento dos principais índices da bolsa hoje:

  • Ibovespa hoje: -2,86%
  • IFIX hoje: +0,07%
  • IBRX hoje: -2,99%
  • SMLL hoje: -2,75%
  • IDIV hoje: -1,74%

Cotação do Ibovespa nesta quarta (20)

Ibovespa fechou o pregão da última quarta-feira (20) em baixa de 0,62%, aos 114.343,78 pontos.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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  atualização
22.04.2022 20:57

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22.04.2022 20:57

Bolsas de NY fecham em baixa acima de 2,5%, com sinais do Fed, balanços e cautela

Os mercados acionários de Nova York registraram quedas consideráveis, nesta sexta-feira, 22. Os índices foram pressionados pela postura pró-aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), por alguns resultados trimestrais de empresas e também pela cautela nos mercados em geral, com autoridades notando riscos à perspectiva atual, como a desaceleração econômica da China e a guerra na Ucrânia e seus desdobramentos.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 2,82%, em 33.811,40 pontos, o S&P 500 recuou 2,77%, a 4.271,78 pontos, e o Nasdaq teve queda de 2,55%, a 12.839,29 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones caiu 1,86%, o S&P 500 cedeu 2,75% e o Nasdaq, 3,83%.

A sinalização de altas de juros tende a conter o apetite pelas ações. Ontem, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que pode haver alta de 50 pontos-base nos juros em maio. Hoje, a presidente da distrital de Cleveland do BC americano, Loretta Mester, defendeu essa elevação em maio e também em outras reuniões, para levar logo a taxa a um nível neutro.

Além disso, houve cautela nas bolsas dos dois lados do Atlântico. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, destacou riscos no horizonte, como o quadro na China, e também para o comércio global, e a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, também mencionou o quadro no país asiático e a guerra na Ucrânia como riscos.

No setor corporativo, American Express recuou 2,75%, após balanço com lucro acima do esperado no primeiro trimestre, mas previsão para todo o ano atual que frustrou a expectativa. Verizon registrou perda de assinantes e registrou baixa de 5,64% em seu papel, mesmo com lucro acima do previsto.

Entre os setores, serviços de comunicação esteve entre as maiores baixas, mas o quadro negativo prevaleceu em geral. Entre alguns papéis importantes, Apple recuou 2,78%, Amazon cedeu 2,66% e Microsoft, 2,41%. Alphabet registrou baixa de 4,15% e Tesla, de 0,37%. No setor financeiro, Citigroup caiu 2,66% e JPMorgan, 2,87%, enquanto Goldman Sachs perdeu 4,35%. Boeing caiu 2,26% e Chevron, 2,21%.

Com Estadão Conteúdo

22.04.2022 17:23

Ibovespa fecha com queda de 2,86%, aos 111.077,51 pontos, após oscilar entre 110.590,55 e 114.343,30

Volume financeiro: R$ 33,5 bilhões

22.04.2022 17:23

Dólar à vista fecha em alta de 4,00%, a R$ 4,8051, depois de oscilar entre 4,6724 e R$ 4,8390

22.04.2022 16:41

CSN (CSNA3) mergulhava 7% no Ibovespa hoje

A ação da CSN (CSNA3) continua a liderar as perdas do Ibovespa, com queda de 7,42%, com investidores preocupados com os resultados do 1TRI22. O setor de mineração e siderurgia estão apresentando prévias e dados fracos, como Vale (VALE3) e Usiminas (USIM5), que já divulgaram suas prévias e tiveram reação negativa por parte do mercado, o que já ‘contamina’ a avaliação sobre os números da CSN, que saem em 4 de maio.

A Vale cai 5,46%, a R$ 80,74 e a Usiminas, -3,18%, a R$ 11,88.

22.04.2022 16:33

EWZ tem maior queda do ano em dia de baixa generalizada dos mercados

O EWZ, ativo que representa o Ibovespa na Bolsa de Nova York, aprofunda queda e tem a maior perda do ano, com -3,94%, a USS$ 34,89.

Desde ontem o principal fundo de índice de ações brasileiras em NY operava em queda forte. No final da quinta-feira (21), o EWZ desabava 2,63%.

22.04.2022 16:23

Bolsas da Europa fecham em queda, com dados, sinais de BCs e guerra no radar

Os mercados acionários da Europa registraram baixas, nesta sexta-feira, 22. Investidores analisaram dados mistos da região, bem como sinais de aperto monetário de bancos centrais. Além disso, o conflito na Ucrânia e seus efeitos continuava como foco importante.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 1,79%, em 453,31 pontos, com queda de 1,42% na semana.

Na agenda de indicadores, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro subiu de 54,9 em março a 55,8 na preliminar de abril, na máxima em sete meses e contrariando a previsão de queda a 53,9 dos analistas.

Já no Reino Unido, o PMI composto caiu de 60,9 em março a 57,6 na prévia de abril, na mínima em três meses.

As vendas no varejo do país tiveram baixa de 1,4% em março ante fevereiro, ante previsão de queda de 0,2% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Pesou ainda negativamente na Europa a sinalização do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de que, diante da inflação persistente, pode haver elevação de 50 pontos-base nos juros em maio, com alguns dirigentes projetando outras altas similares no atual ciclo de aperto. Também há atenção para sinalizações de aperto no próprio continente, inclusive do Banco Central Europeu (BCE), enquanto o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) tem reafirmado o aperto monetário já em andamento.

O noticiário da guerra seguia em foco. A presidente do BCE, Christine Lagarde, notou que as mudanças geopolíticas recentes trazem também desafios ao comércio global. Em discurso sobre o assunto, ela lembrou que a zona do euro depende bastante da Rússia em alguns itens, sobretudo gás, mas não apenas, citando também como exemplos o cobalto e o vanádio, usados em algumas indústrias.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em baixa de 1,39%, em 7.521,68 pontos, na mínima do dia. Na comparação semanal, ele caiu 1,24%.

Em Frankfurt, o índice DAX recuou 2,48%, a 14.142,09 pontos, também terminando na mínima do dia, com baixa de 0,15% na semana.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 teve queda de 1,99%, em 6.581,42 pontos, com baixa de 0,12% na comparação semanal. A ação da Renault chegou a subir em parte da sessão, após balanço, mas terminou em baixa de 1,34%.

Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 2,12%, a 24.279,63 pontos, e recuou 2,34% na semana.

O índice Ibex 35, da Bolsa de Madri, fechou em baixa de 1,84%, em 8.652,30 pontos. Na semana, ele perdeu 0,54%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 registrou queda de 0,87%, a 6.002,91 pontos, com baixa de 2,13% na comparação semanal.

Entre ações em foco em outras praças, Anheuser-Busch InBev caiu 3,48% na Bolsa de Bruxelas, após a empresa informar sobre uma baixa contábil, com a intenção de vender sua participação em uma joint venture na Rússia.

Com Estadão Conteúdo

22.04.2022 16:19

Ibovespa acentua queda e cai mais de 3%; CSN (ELET3) desaba 7,4%

O Ibovespa hoje aprofunda a queda e, às 16h20, registra recuo de 3,04%, aos 110.865 pontos. CSN (CSNA3) despenca 7,34%. Vale (VALE3) perde 5,6%. Apenas Copel (CPLE6) sobe, anotando +1,50%.

22.04.2022 12:31

Ibovespa opera em forte queda de 2,1%, aos 111,9 mil pontos

Às 12h27, o índice Bovespa operava em forte queda de 2,1%, aos 111.942 pontos, com os investidores digerindo as notícias sobre taxas de juros mais altas nos EUA e no Brasil.

Na quinta-feira, quando a B3 (B3SA3) ficou fechada por conta do feriado de Tiradentes, os mercados internacionais já reagiram à nova indicação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, de aceleração do juro para 0,50 ponto porcentual em maio.

A questão inflacionária interna também segue no radar, avalia Flávio Aragão, sócio da 051 Capital. “Há indicação por parte do presidente do Banco Central Roberto Campos Neto de a Selic pode avançar um pouco mais, depois de ter sugerido que a alta poderia terminar em 12,75%, em maio. Então, o mercado está devolvendo um pouco a alta acumulada do ano”, avalia.

Além disso, acrescenta Aragão, dúvidas a respeito dos preços do aço no momento em que a China tenta impedir arrefecimento maior da sua economia e ruídos políticos internos geram temores. “O político local começa a fazer mais preço. O presidente Jair Bolsonaro parece que vai voltar à postura anterior, é um retrocesso de bater de frente com o STF”, cita.

A derrota do governo no TCU no processo sobre privatização da Eletrobras (ELET3) pesa. Além disso, a liquidez tende a ser reduzida, dado que muitos investidores podem ter emendado a folga de ontem com o fim de semana.

Já em relação à Eletrobras, a suspensão do julgamento da segunda etapa da privatização da companhia por 20 dias pelo TCU representa uma derrota para o governo, que tenta avançar o tema, já que a disputa eleitoral tende a colocar ainda mais risco na operação. Com a decisão, o processo só deve voltar à pauta no dia 11 do mês que vem, o que inviabiliza os planos do governo de realizá-lo até 13 de maio.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

22.04.2022 11:29

Dólar se ajusta ao exterior negativo e opera em alta firme

O dólar registra forte alta de 2,27%, a R$ 4,725, em um ajuste do mercado doméstico aos movimentos de ontem do mercado internacional, quando os negócios por aqui foram paralisados pelo feriado de Tiradentes.

No exterior, desde ontem os investidores ainda repercutem a fala do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que disse ver como apropriado que o Fed aja em ritmo “um pouco mais rápido” e reiterou que um aumento de juros de 50 pontos-base será uma opção na reunião de política monetária do BC dos Estados Unidos em maio.

Powell disse que tinha a expectativa de que a inflação atingiria o pico mais ou menos no momento atual, o que acabou não se concretizando, em meio aos efeitos da guerra na Ucrânia

A sexta-feira também é marcada pela divulgação de dados econômicos relevantes, como os índices dos gerentes de compras (PMIs) na Europa. O PMI Composto da zona do euro subiu para 55,8% em abril, o maior nível em sete meses. No entanto, os PMIs compostos da Alemanha e do Reino Unido recuaram para os seus menores níveis nos últimos três meses.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

22.04.2022 10:28

Ibovespa abre em queda e só nove ações 'se salvam'

O Ibovespa hoje abre em queda de 1,67% aos 112.458 pontos, digerindo um cenário de bolsas mundiais majoritariamente em queda.

Os destaques negativos ficam com a Eletrobras (ELET3) e com a CSN (CSNA3), que caem 5% e 4,2% na ponta negativa do índice.

Na abertura, somente 9 papéis da bolsa abrem em alta, ao passo que todos os demais iniciam o dia no campo negativo, intensificando a maré negativa dos últimos dias.

Quem ruma na contramão é a Natura (NTCO3), que divulgou seus dados preliminares hoje após um suposto vazamento de balanço do 1T22 que ocasionou baixa de 15% nas ações na quarta (20). Você pode ler mais aqui.

No radar corporativo a Petrobras (PETR4) informou que finalizou a venda para a empresa Ubuntu da totalidade de sua participação nos blocos PAR-T-198 e PAR-T-218, localizados na Bacia do Paraná.

Além disso o Banco Inter (BIDI11) convocou assembleia geral extraordinária para debater a reorganização societária da empresa no dia 12 de maio. Você pode entender mais sobre a ida da fintech aos EUA aqui.

22.04.2022 09:50

EWZ e Petrobras caem, mas Vale opera estável

O EWZ, ativo que representa o Ibovespa na Bolsa de Nova York, cai 0,47% no premarket acompanhando a tendência de mercado.

As ADRs das companhias mais relevantes da bolsa, da mesma forma, apresentam retração.

Na contramão das cotações das commodities, a ADR da Vale sobe 0,06%. Enquanto isso a ADR da Petrobras cai 0,21% no intradia, seguindo a tendência do preço do petróleo.

22.04.2022 09:50

Natura (NTCO3) traz números preliminares do após possível vazamento de balanço do 1T22

A Natura (NTCO3) divulgou alguns números preliminares e não auditados do balanço do primeiro trimestre de 2021 após rumores e artigos publicados na mídia sobre o vazamento de informações sobre os resultados da companhia. Os dados financeiros finais e completos serão divulgados no dia 5 de maio

A previsão da empresa é apresentar uma receita líquida entre R$ 8,20 bilhões e R$ 8,25 bilhões nos primeiros três meses do ano, uma queda em relação ao primeiro trimestre de 2021 entre 12,7% e 13,3% em reais e entre 4,6% e 5,2% em moeda constante, como resultado da forte valorização do real brasileiro no primeiro trimestre de 2022 comparado ao mesmo período do ano passado.

A empresa também espera uma Margem Ebitda Ajustada entre 7,0% e 7,3% em relação ao 10,2% no primeiro trimestre de 2021.

“Conforme divulgado anteriormente em relação aos resultados do quarto trimestre de 2021, continuamos a enfrentar pressões de custos como resultado do aumento da inflação e dos preços mais altos das commodities”, pontua a empresa.

22.04.2022 09:46

BC da China: Política monetária é acomodatícia e continuará apoiando economia

O presidente do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês), Yi Gang, afirmou nesta sexta-feira, 22, que a política monetária da China é acomodatícia e está em uma faixa confortável, apoiando a economia real ao longo deste ano.

Segundo o líder, a política mais relaxada ajudou a garantir uma economia sólida no primeiro trimestre de 2022.

Yi Gang ponderou, no entanto, que está pronto para apoiar pequenas e médias empresas com mais instrumentos, se necessário, sendo que a política monetária também está se concentrando em pequenas e médias empresas e grupos vulneráveis atingidos pela covid-19.

“Em termos de estrutura, estamos fornecendo apoio a áreas-chave e elos fracos da economia por meio de linhas de crédito mais direcionadas”, afirmou Yi, durante a Conferência Anual do Fórum Boao para a Ásia, acrescentando que o PBoC criou linhas voltadas para inovação tecnológica e serviços inclusivos para idosos.

22.04.2022 09:46

Petróleo cai, mas mantém patamar de US$ 100

No mercado de commodities, o petróleo Brent cai 1,4% a US$ 106 ante baixa de US$ 103 do WTI, a US$ 102.

Já o minério de ferro cai 0,2% a US$ 153, mantendo a estabilidade das últimas semanas.

Nesse contexto, o índice de commodities da Bloomberg, o BCOM, cai 0,53% no intradia.

22.04.2022 09:32

Ibovespa futuro abre em queda acompanhando o exterior

O Ibovespa futuro abre mais volátil do que a média da semana, em baixa de 1,6%.

A tendência tem sido de queda sucessiva nos últimos pregões, desde que o índice do mercado nacional perdeu o patamar dos 120 mil pontos.

No fechamento de quarta (20), antes do feriado, o Ibovespa ficou em queda de 0,62% aos 114,343.78 pontos.

O índice recua no mesmo sentido das bolsas internacionais, já que o S&P cai 0,1% ante 0,26% de baixa do Dow Jones.

Na Europa, queda em todas as bolsas, da mesma forma: 1,6% no Dax, 0,74% no FTSE e 1,4% no CAC.

Os mercados lidam com uma agenda de indicadores que monstra um pessimismo maior do que o esperado, com 1,4% de retração nas Vendas no Varejo do Reino Unido, ante projeções de somente 0,3%.

Os PMIs do país (composto, industrial e de serviços) vieram todos piores do que o projetado pelo consenso de mercado.

Além disso o PMI Industrial da Alemanha foi de 54,1 em março, também abaixo do esperado.

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