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    Como funciona a Poupança: ainda vale a pena investir?

    O que veremos nesse artigo:

    É sempre importante para um investidor compreender, pelo menos superficialmente, os conceitos existentes por detrás dos mais variados tipos de denominações presentes no mercado financeiro e, neste sentido, a poupança ainda é muito requisitada nessa conjuntura.

    O ato de se constituir uma poupança é um passo bastante importante para a acumulação de patrimônio e até mesmo a formação de uma carteira previdenciária de investimentos, por isso a necessidade de se esclarecer bem esse conceito o quanto antes.

    O que é Poupança?

    O que é Poupança?

    Na sua essência, a palavra poupança faz referência direta ao ato de poupar, ou seja, a aquilo que pode ser poupado.

    Dessa forma, quando uma pessoa decide por não gastar parte daqui que recebe através do seu trabalho, do seu salário e/ou dos seus rendimentos, ela está fazendo, de fato, um “pé de meia” ou seja, está guardando um valor mensal para determinada finalidade.

    Este valor economizado, guardado, e assim, efetivamente “poupado”, pode ser utilizado para as mais diversas finalidades dentro de suas expectativas. Vale ressaltar que uma destas finalidades pode vir a ser, inclusive, a de investimento.

    Assim sendo, essa pessoa (leia-se investidor) pode utilizar parte deste valor economizado mensalmente para investir e obter rendimentos a partir desta sua quantia poupada.

    O que é caderneta​ de poupança?

    caderneta​ de poupança corresponde a uma conta registrada em um banco que paga um prêmio mensal, conhecido como rendimento da poupança, ao investidor.

    A rentabilidade da poupança é a mesma em qualquer banco​ que disponha dessa modalidade de aplicação. Isso acontece porque as taxas de rentabilidade são definidas e reguladas pelo Banco Central (Bacen).

    Como funciona a Poupança?

    Como funciona a Poupança?

    Constituir uma caderneta de poupança é muito simples, basta escolher um banco qualquer e solicitar a abertura da conta.

    Além disso, é necessário preencher a ficha-proposta de abertura de conta, que é o contrato entre a instituição financeira e o cliente.

    Também é indispensável apresentar os originais da carteira de identidade (ou equivalente), CPF, comprovante de residência e de renda.

    Vale destacar ainda que a instituição financeira pode estabelecer critérios próprios para abertura da conta poupança, desde que siga procedimentos previstos na regulamentação.

    Após a assinatura do contrato, é dever do banco fornecer ao cliente uma cópia do contrato, uma vez que os direitos e os deveres das partes estão estabelecidos nesse documento.

    Lembrando que, como a rentabilidade da poupança é a mesma em qualquer banco, a escolha da instituição financeira não interfere na rentabilidade da aplicação.

    Dessa forma, ao abrir conta em um banco, o poupador empresta dinheiro para a instituição financeira, que, por sua vez, paga um prêmio ao cliente, os famosos juros da poupança.

    Apesar da infinidade de opções de investimentos disponíveis, a poupança ainda é, atualmente, o investimento mais popular do Brasil.

    Segundo pesquisa do Banco Central, somente em setembro de 2020, o volume total de depósitos em poupança superou a marca de R$ 1 trilhão.

    O resultado foi o melhor para o mês de setembro desde o início da série histórica do Bacen, em 1995.

    Boa parte desse resultado pode ser explicada pelo fato de a poupança ser o primeiro contato para a maioria das pessoas que desejam aplicar no mercado financeiro.

    De fácil acesso, até menores de idade também podem constituir uma conta poupança em nome próprio. No entanto, neste caso a figura do pai, da mãe ou do responsável legal se faz necessária.

    Como surgiu a poupança?

    Como surgiu a poupança?

    No Brasil, a palavra poupança ganhou também um outro significado, e hoje é muito utilizada para se referir à caderneta de poupança – a modalidade de investimento mais tradicional entre os brasileiros.

    Esse tipo de aplicação financeira surgiu no século XIX, quando o imperador Dom Pedro II instituiu e regulou a Caixa Econômica Federal. A origem da poupança remonta a 1861.

    Naquela época, esta modalidade de investimento era destinada exclusivamente a pessoas de baixa renda. Neste ano o então imperador Dom Pedro II assinou o decreto nº 2.723, de 12 de Janeiro, que criava esta aplicação. A poupança era inteiramente garantida pelo império da época.

    Neste mesmo decreto foi instituída a Caixa Econômica Federal (CEF), responsável por guardar e remunerar estas aplicações. Sua função para a população era de prover um meio para que as classes de baixa renda pudessem acumular valores. A remuneração estabelecida foi de 6% ao ano.

    E em 1874 o imperador tornou estes 6% como limite obrigatório. Curiosamente, este patamar de 6% permanece até hoje como referência a rentabilidade da poupança.

    Além disso, estes recursos depositados na CEF podiam ser emprestados ao Monte de Socorro. O Monte Socorro, através de penhor, emprestava dinheiro aos mais necessitados.

    No ano seguinte, os escravos também puderam depositar seus recursos na poupança, de forma a acumular recursos para sua alforria.

    Já em 1915, as mulheres casadas também puderam formar sua própria caderneta, salvo se o marido não permitisse. Em 1934, esta ressalva foi eliminada, e os menores de 16 anos também puderam abrir e movimentar suas contas sem necessitarem de autorizações.

    Já em 1964, a lei nº 4.380 determinava uma correção dos depósitos pela taxa referencial (TR), além dos 0,5% ao mês. Durante a década de 80, esta correção pela TR passou a ser diária devido à inflação galopante no país.

    Nesta mesma década também foi instituída a data de “aniversário” do depósito, que permanece até hoje. E no dia 16 de março de 1990, com o lançamento do Plano Collor, ocorreu o congelamento da caderneta de poupança.

    Dessa maneira, a essa aplicação financeira foi sendo atualizada e modificada ao longo dos anos e, apesar de oferecer baixos rendimentos, até hoje é um dos investimentos mais comuns no Brasil – principalmente entre as classes mais baixas.

    Características da poupança

    Características da poupança

    Taxas e custos 

    Um dos atrativos da poupança é que ela é isenta de custos. Então não existe taxa de manutenção na conta poupança, nem cobrança de tarifas de abertura, taxas de administração ou taxa de performance.

    Ao mesmo tempo, não há incidência de tributos, inclusive de Imposto de Renda.

    Tributação

    Para esse tipo de aplicação, as pessoas físicas são isentas do Imposto de Renda (IR), o que, para muitos investidores, pode ser considerado um atrativo.

    Já as pessoas jurídicas, estas pagam 22,5% de IR, o que acaba por tornar essa aplicação muito pouco atrativa para as empresas num contexto geral.

    Liquidez da poupança

    Outro ponto a favor da poupança é a alta liquidez. Em outras palavras significa a facilidade para resgatar uma aplicação. A poupança provavelmente é o investimento de maior liquidez no mercado financeiro.

    Ou seja, a poupança possui liquidez imediata. Dessa forma, ao solicitar o resgate dos recursos aplicados, os mesmos caem na conta corrente imediatamente. Você pode aplicar e resgatar qualquer valor a qualquer horário do dia, sete dias por semana.

    Aniversário da poupança

    O período de rendimento é o mês corrido, a partir da data de aniversário (dia do mês em que o depósito foi realizado) da conta, para os depósitos de pessoas físicas e de entidades sem fins lucrativos.

    Ou seja, um depósito feito no dia 05 de um determinado mês só fará jus à remuneração exatamente no dia 5 do próximo mês. Uma vez que o resgate seja feito um dia antes do aniversário, toda a rentabilidade do período será perdida.

    Para pessoas jurídicas, o período de rendimento é o trimestre corrido, também contado a partir do aniversário da conta.

    Considera-se a data de aniversário das contas abertas nos dias 29, 30 e 31 como o dia 1° do mês seguinte.

    Garantias para investir na poupança

    Os rendimentos da poupança são garantidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esta garantia funciona da seguinte forma:

    Cada depósito em um banco diferente terá direito a R$ 250.000 de garantia total por CPF, incluindo os juros acumulados e não pagos.

    Entretanto, é importante se atentar a alguns detalhes. O primeiro deles é que nas contas conjuntas, esta garantia é por conta, e não por CPF.

    Por este motivo, investir na poupança através do casal pode não ser tão interessante assim. Além disso, recentemente o FGC estabeleceu um limite nos pagamentos de garantias de R$ 1 milhão a cada quatro anos.

    Ou seja, quem tem R$ 1,5 milhão em poupança, mesmo que esteja espalhada em diversos bancos, possui R$ 500 mil desprotegidos.

    Resgates da poupança

    Os resgates são feitos do depósito mais antigo para o mais novo, no sistema de: o primeiro que entra é o primeiro que sai. Neste caso, em primeiro lugar, os resgates serão feitos sob o que estiver aportado na poupança nova.

    Somente depois de esgotada essa possibilidade é que eles começam a sair da poupança antiga. Por fim, é importante destacar que na data de aniversário de um depósito a remuneração recai sempre sobre o menor saldo do período.

    Para ficar mais claro, imagine que você aplicou R$ 500 no dia 10 e resgate R$ 200 antes do próximo dia 10. Neste caso, apenas os R$ 300 restantes serão remunerados no aniversário seguinte.

    Qual é o Rendimento da poupança hoje?

    <strong>Qual é o Rendimento da poupança hoje?</strong>

    Mas é importante entender que o rendimento da poupança está atrelado a um índice que oscila de acordo com a economia.

    Assim sendo, o rendimento da poupança varia de acordo com a taxa básica de juros, a Selic.

    Isso quer dizer que a taxa de rentabilidade não tem um rendimento fixo, mudando conforme o andamento da economia e dos seus indicadores. Ou seja, os juros da poupança não são fixos.

    Atualmente as regras do rendimento da poupança se dividem em duas:

    1. Quando a taxa Selic for maior do que 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês, acrescido da Taxa Referencial (TR).
    2. No entanto, quando a Selic fica abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic, mais a TR (que hoje está zerada).

    Essa regra passou a valer para os depósitos feitos a partir do dia 4 de maio de 2012 e ficou conhecida como a “nova poupança”.

    Vale lembrar, neste sentido, que a Taxa Selic é um importante balizador das taxas de juros praticadas no Brasil.

     A remuneração dos depósitos de poupança é creditada ao final de cada período de rendimento, ou seja:

    • Mensalmente, na data de aniversário da conta, para os depósitos de pessoa física e de entidades sem fins lucrativos;
    • Trimestralmente, na data de aniversário no último mês do trimestre, para os demais depósitos.

    Como a inflação afeta o rendimento da poupança?

    Como a inflação afeta o rendimento da poupança?

    A inflação pode ser definida como o aumento generalizado de preços durante um determinado período de tempo. Portanto, diante de um cenário de inflação há uma queda no poder de compra porque seu dinheiro perdeu valor.

    Em outras palavras, você tem que pagar mais caro para conseguir comprar a mesma quantidade de coisas. Mas a inflação não impacta somente no preço de bens e serviços. Isso porque, dependendo do cenário econômico, o rendimento dos investimentos pode ser inferior à inflação.

    Na prática, isso fará com que o investidor efetivamente perca dinheiro. Em setembro de 2020, por exemplo, o rendimento da poupança foi de 0,11% ao mês, ao passo que a inflação registrada para o mesmo período foi de 0,64%.

    Dessa forma, se descontarmos esses 0,64% de inflação dos 0,1159% de rentabilidade da poupança, teremos um rendimento real negativo de 0,5241% ano mês.

    Isso quer dizer que quem aplicou na poupança em setembro de 2020 perdeu dinheiro. Essa tendência deve se manter ainda por muito tempo, visto que a Selic vai demorar para subir e se tornar atrativa.

    Então, se o seu sonho é ver seu patrimônio crescer, você precisa investir em um ativo que pague um rendimento superior à inflação. Ou seja, que mesmo descontando a inflação ainda seja possível ganhar uma remuneração a mais.

    Vantagens e desvantagens de investir na poupança

    Vantagens e desvantagens de investir na poupança

    caderneta de poupança é um produto de investimento fornecido pela grande maioria dos bancos públicos e privados do país.

    Ela é muito conhecida por ser a aplicação mais popular dos brasileiros ao longo dos anos. Isto ocorre por conta de apresentar uma alta liquidez, simplicidade e comodidade para quem a utiliza.

    De fato, ao investir na poupança você possui:

    • Comodidade por poder aplicar do seu próprio banco
    • Liquidez imediata
    • Proteção do FGC

    Entretanto, a caderneta de poupança possui algumas desvantagens.

    Capitalização mensal

    Uma anomalia ao investir na poupança é a presença da capitalização mensal de juros através do mecanismo de aniversário do depósito.

    Através deste mecanismo, é preciso esperar um mês inteiro para cada novo depósito até que os juros possam ser recebidos pelo depositante.

    Caso este depósito seja resgatado antes da data de aniversário, o poupador não irá receber os juros proporcionais, que em tese ele teria direito.

    Este tipo de capitalização não é comum em outras aplicações pós-fixadas de renda fixa, visto que elas costumam ser corrigidas diariamente.

    É o caso dos CDB, LCI, LCA e Fundos DI, por exemplo.

    Garantia limitada

    Outra desvantagem de investir na poupança é a garantia limitada do FGC, ao contrário de aplicações com garantias ilimitadas, como é o caso dos títulos públicos.

    Quem adquire um título do Tesouro Selic, ou algum Fundo DI que invista nestes papéis, provavelmente estará mais protegido do que o simples poupador na poupança.

    Principal não corrigido

    Existe ainda outro fator que deve ser levado em conta por aqueles que desejam acumular patrimônio em renda fixa.

    De maneira geral, o principal da renda fixa não é corrigido pela inflação.

    Desta forma, se os rendimentos forem sendo sacados ao longo do tempo e não forem reinvestidos, o valor do capital do investidor irá ser corroído pela inflação.

    Este não é o caso de ações e fundos imobiliários, em que, via de regra, é possível gastar uma parte da renda e ainda sim ter o principal corrigido ao longo do tempo.

    Muitas pessoas inclusive não vendem suas ações ou cotas de fundos imobiliários, vivendo apenas dos rendimentos distribuídos por estas aplicações. É o caso dos fundos imobiliários.

    É possível viver da renda mensal de aluguéis de diversos imóveis, de excelente qualidade e alugados por dezenas de inquilinos.

    Para aqueles mais adeptos ao mercado de ações, existe uma outra opção. Viver de renda também é possível através dos dividendos distribuídos pelas empresas listadas na bolsa de valores.

    Baixa rentabilidade

    Entretanto, diretamente proporcional à comodidade e praticidade desse investimento, a aplicação apresenta um baixo risco e também um baixo retorno. Isto ocorre pois essa rentabilidade segue as regras e as normatizações estabelecidas pelo governo.

    A última desvantagem da caderneta é o fato de apresentar, historicamente, uma baixa rentabilidade. Outras aplicações pós-fixadas da renda fixa, tão ou mais seguras do que a poupança, podem render mais.

    Vale a pena investir na poupança?

    Vale a pena investir na poupança?

    Diante do que foi salientado acima, é possível concluir algo importante. Apesar da facilidade, praticidade e comodidade disponibilizados pela Poupança , há outras opções.

    De fato, é cabível entender que, em termos de rentabilidade,existem diversas outras alternativas disponíveis no mercado que são muito mais atrativas que este ativo financeiro.

    A poupança costuma ser o investimento de acesso mais fácil à população. Além do que, por não exigir aplicação mínima, é uma alternativa para quem tem pouco capital para investir.

    Também não tem custos e oferece a garantia do FGC e pode ser usada como reserva de emergência, por conta da facilidade de acesso e liquidez.

    Todos esses são pontos favoráveis e, olhando sob esta ótica, podemos dizer que a poupança vale a pena, sobretudo para quem está começando a se organizar financeiramente.

    Por outro lado, a rentabilidade da poupança é extremamente baixa, quando não negativa. Por isso, em regra não vale a pena investir na poupança quando é possível encontrar outros títulos tão seguros quanto e que pagam uma remuneração maior.

    Dessa forma, se o objetivo é preservar o poder de compra no futuro, o investidor deve buscar isso através de outras opções mais vantajosas, como as que serão apresentadas abaixo.

    A poupança definitivamente não vai multiplicar seu dinheiro, nem te dar bons rendimentos. O máximo que você conseguirá é criar o hábito de poupar mais dinheiro para investir.

    Portanto, se você deseja ter resultados e rentabilidades maiores sem abrir mão da segurança, vai precisar procurar outras opções de investimentos.

    Um título como o Tesouro Selic (atrelado à taxa Selic) ou um CDB que pague acima de 100% do CDI, por exemplo, são mais interessantes do que a poupança e oferecem segurança e liquidez.

    Quais são os investimentos mais atrativos que a poupança?

    Quais são os investimentos mais atrativos que a poupança?

    Diante do cenário econômico atual, tem sido muito fácil encontrar uma diversidade de investimentos em renda fixa que remuneram mais do que a poupança.

    Com riscos iguais os muito próximos ao da poupança, podemos citar ao menos quatro alternativas de investimentos:

    1. CDBs

    Os Certificados de Depósito Bancário (CDB) são títulos emitidos por bancos para captar recursos com o objetivo de financiar suas atividades.

    Ou seja, quem compra um CDB está fazendo uma espécie de “empréstimo” ao banco em troca de uma remuneração.

    O CDB de liquidez diária é uma excelente opção para quem deseja sacar quando quiser, sem ter penalidade no rendimento.

    Isso acaba sendo um diferencial quando comparado ao rendimento mensal da poupança, que não permite ao investir sacar antes da data de aniversário, sem prejuízo no rendimento.

    Em alguns bancos, é possível encontrar CDB com rentabilidade tão baixa quanto a da poupança (de 80% do CDI, por exemplo).

    Entretanto, com uma boa pesquisa, o investidor consegue descobrir títulos remunerando acima de 100% do CDI.

    Os CDBs também contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), assim como a poupança. No entanto, são tributados pelo Imposto de Renda.

    A tributação varia entre 15% a 22,5%, a depender do tempo de aplicação, logo, quanto maior o período do investimento, menor a tributação aplicada.

    2. Títulos Públicos

    Enquanto quem compra um CDB empresta dinheiro para o banco, quem aplica em títulos públicos empresta dinheiro para o governo.

    Ambos oferecem em troca de uma remuneração baseada em juros. Os títulos públicos são considerados os investimentos de renda fixa mais seguros do Brasil. Então, mesmo sem contar com a garantia do FGC, esses títulos são considerados extremamente confiáveis pelos investidores.

    A maneira mais fácil e rápida de adquirir títulos públicos é pelo Tesouro Direto. Nessa modalidade, o investimento é realizado pela internet e é o próprio investidor quem gerencia seus investimentos.

    Essa aplicação permite investimentos a partir de aproximadamente R$ 30,00 com liquidez e segurança. Caso deseje, o pequeno investidor pode também comprar títulos através de instituições financeiras.

    Para isso, é necessário efetuar o cadastro junto a corretora ou banco e solicitar a aquisição dos títulos públicos.

    Além disso, é possível ainda comprar títulos indiretamente por meio de Fundos de Investimento.

    Isto é, o investidor participa comprando cotas de fundos que apliquem seus recursos, ou parte deles, em títulos públicos federais.

    Existem títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, mas os que mais se assemelham à poupança são os pós-fixados, que pagam a taxa Selic.

    Há duas diferenças fundamentais entre os títulos públicos e a poupança: É preciso pagar uma taxa de custódia à B3 e descontar o Imposto de Renda sobre os rendimentos.

    De fato, os títulos públicos têm seus rendimentos tributados em alíquotas que variam entre 15% a 22,5%, dependendo do tempo aplicado.

    3. LCIs e LCAs

    As letras de crédito – imobiliária (LCI) ou do agronegócio (LCA) – também são títulos de renda fixa com garantia do FGC. A remuneração oferecida por esse tipo de título costuma ser um pouco menor que a dos CDBs.

    Além disso, as LCIs e LCAs são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, assim como a poupança. A razão para isso é que esse títulos captam recursos para investimentos no setor imobiliário e do agronegócio, então a isenção do imposto serve de estímulo para investir nesses segmentos econômicos.

    4. Fundos de Renda Fixa

    Fundos que investem em títulos de renda fixa, como títulos públicos, CDBs, letras de crédito, são denominados de fundos de renda fixa.

    Eles são facilmente encontrados em bancos e outras instituições financeiras e podem render mais do que a poupança.

    No entanto, cabe destacar que os fundos de renda fixa não contam com garantia do FGC. Além disso, geralmente há a cobrança de taxa de administração e incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

    Como é possível concluir, o risco destas aplicações pode ser controlado. Mas, para isso, quem não conhece tão a fundo este mercado deve procurar o auxílio de especialistas.

    Por isso, escolher a poupança por medo de perder dinheiro não faz sentido. Afinal, com um rendimento tão baixo, ao fazer esta aplicação, a perda já está ocorrendo.

    Ficou claro perceber que o ato de poupar é um hábito que deve ser trabalho desde a infância.

    Infelizmente essa é uma realidade muito diferente da cultura do povo brasileiro hoje em dia – haja vista que tem se tornado cada vez mais rara na população – e, diante disso, aqueles que procuram desenvolver a prática da poupança em suas vidas tendem a apresentar, no decorrer dos anos, maior nível de saúde financeira do que a maioria dos brasileiros como um todo.

    Ficou mais alguma dúvida sobre a poupança? Deixe nos comentários abaixo.

    Tiago Reis
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