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    Qual é rendimento da poupança? Vale a pena investir?

    Qual é rendimento da poupança? Vale a pena investir?

    Apesar do rendimento da poupança ser baixo, essa aplicação ainda é mais popular no Brasil. Afinal, ela apresenta algumas características como liquidez diária e segurança.

    No entanto, o rendimento da poupança acaba perdendo não só para outros investimentos de renda fixa, mas também para a inflação.

    O que é a caderneta de poupança?

    A caderneta​ de poupança corresponde a uma conta registrada em um banco que paga um prêmio mensal, conhecido como rendimento da poupança, ao investidor.

    A rentabilidade da poupança é a mesma em qualquer banco​ que disponha dessa modalidade de aplicação. Isso acontece porque as taxas de rentabilidade são definidas e reguladas pelo Banco Central (Bacen).

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    Dessa forma, ao abrir conta em um banco, o poupador empresta dinheiro para a instituição financeira, que, por sua vez, paga um prêmio ao cliente, os famosos juros da poupança.

    Apesar da infinidade de opções de investimentos disponíveis, a poupança ainda é, atualmente, o investimento mais popular do Brasil.

    Segundo pesquisa do Banco Central, somente em setembro de 2020, o volume total de depósitos em poupança superou a marca de R$ 1 trilhão.

    O resultado foi o melhor para o mês de setembro desde o início da série histórica do Bacen, em 1995.

    Boa parte desse resultado pode ser explicada pelo fato de a poupança ser o primeiro contato para a maioria das pessoas que desejam aplicar no mercado financeiro.

    De fácil acesso, até menores de idade também podem constituir uma conta poupança em nome próprio. No entanto, neste caso a figura do pai, da mãe ou do responsável legal se faz necessária.

    Como funciona a Poupança?

    Imagem investir na poupança

    Constituir uma caderneta de poupança é muito simples, basta escolher um banco qualquer e solicitar a abertura da conta.

    Além disso, é necessário preencher a ficha-proposta de abertura de conta, que é o contrato entre a instituição financeira e o cliente.

    Também é indispensável apresentar os originais da carteira de identidade (ou equivalente), CPF, comprovante de residência e de renda.

    Vale destacar ainda que a instituição financeira pode estabelecer critérios próprios para abertura da conta poupança, desde que siga procedimentos previstos na regulamentação.

    Após a assinatura do contrato, é dever do banco fornecer ao cliente uma cópia do contrato, uma vez que os direitos e os deveres das partes estão estabelecidos nesse documento.

    Lembrando que, como a rentabilidade da poupança é a mesma em qualquer banco, a escolha da instituição financeira não interfere na rentabilidade da aplicação.

    Taxas e custos da poupança

    Um dos atrativos da poupança é que ela é isenta de custos. Então não existe taxa de manutenção na conta poupança, nem cobrança de tarifas de abertura, taxas de administração ou taxa de performance.

    Ao mesmo tempo, não há incidência de tributos, inclusive de Imposto de Renda.

    Liquidez da poupança

    Outro ponto a favor da poupança é a alta liquidez. Em outras palavras significa a facilidade para resgatar uma aplicação.

    Ou seja, a poupança possui liquidez imediata. Dessa forma, ao solicitar o resgate dos recursos aplicados, os mesmos caem na conta corrente imediatamente.

    Aniversário da poupança

    O período de rendimento é o mês corrido, a partir da data de aniversário (dia do mês em que o depósito foi realizado) da conta, para os depósitos de pessoas físicas e de entidades sem fins lucrativos.

    Ou seja, um depósito feito no dia 05 de um determinado mês só fará jus à remuneração exatamente no dia 5 do próximo mês. Uma vez que o resgate seja feito um dia antes do aniversário, toda a rentabilidade do período será perdida.

    Para pessoas jurídicas, o período de rendimento é o trimestre corrido, também contado a partir do aniversário da conta.

    Considera-se a data de aniversário das contas abertas nos dias 29, 30 e 31 como o dia 1° do mês seguinte.

    Garantias da poupança

    Imagem comparativo da poupança com a inflação

    A poupança é vista como uma aplicação segura por ser garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

    Então, em caso de calote ou quebra do banco, o poupador com recursos aplicados receberá de volta até R$ 250 mil.

    Lembrando que esse valor é por instituição financeira. Ou seja, o valor segurado total é de R$ 1 milhão.

    Isso quer dizer que o investidor pode aplicar R$ 250 mil em quatro instituições financeiras diferentes e ainda assim estar segurado.

    Resgates da poupança

    Os resgates são feitos do depósito mais antigo para o mais novo, no sistema de: o primeiro que entra é o primeiro que sai.

    Neste caso, em primeiro lugar, os resgates serão feitos sob o que estiver aportado na poupança nova.

    Somente depois de esgotada essa possibilidade é que eles começam a sair da poupança antiga.

    Por fim, é importante destacar que na data de aniversário de um depósito a remuneração recai sempre sobre o menor saldo do período.

    Para ficar mais claro, imagine que você aplicou R$ 500 no dia 10 e resgate R$ 200 antes do próximo dia 10. Neste caso, apenas os R$ 300 restantes serão remunerados no aniversário seguinte.

    Como o rendimento da poupança é definido?

    Imagem rendimento da poupança 2

    Não é novidade que o rendimento da poupança é baixo o suficiente para esta aplicação mal ser considerada um investimento, até para investidores iniciantes.

    Mas é importante entender que o rendimento da poupança está atrelado a um índice que oscila de acordo com a economia.

    Assim sendo, o rendimento da poupança varia de acordo com a taxa básica de juros, a Selic.

    Isso quer dizer que a taxa de rentabilidade não tem um rendimento fixo, mudando conforme o andamento da economia e dos seus indicadores. Ou seja, os juros da poupança não são fixos.

    Atualmente as regras do rendimento da poupança se dividem em duas:

    1. Quando a taxa Selic for maior do que 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 0,5% ao mês, acrescido da Taxa Referencial (TR).
    2. No entanto, quando a Selic fica abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic, mais a TR (que hoje está zerada).

    Essa regra passou a valer para os depósitos feitos a partir do dia 4 de maio de 2012 e ficou conhecida como a “nova poupança”.

    Para quem mantém poupança anterior a essa data, chamada de “poupança antiga”, a remuneração é de 0,5% ao mês mais TR.

    Assim sendo, pelas regras da poupança antiga o poupador obtém um rendimento de 6,16% ao ano.

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    Qual é o Rendimento da poupança hoje?

    Entre setembro de 2019 a setembro de 2020, a poupança acumulou uma rentabilidade nominal de 2,67%.

    Isso significa que ao depositar R$ 1 mil em setembro de 2019, você resgataria 12 meses depois uma rentabilidade de R$ 26,70.

    Já no acumulado para os dez primeiros meses de 2020, a rentabilidade foi de 1,8603%.

    Nesta circusntânncia, o resultado do cálculo do rendimento da poupança para uma aplicação de R$ 1000 seria de R$ 18,60.

    Do mesmo modo, se você deseja saber quanto rende a poupança em qualquer mês de 2020, basta consultar a tabela abaixo.

    Por exemplo, se você quer saber quanto uma aplicação de R$ 1000 gerou de rentabilidade em fevereiro de 2020, basta multiplicar o valor da aplicação pelo rendimento mensal, neste caso o resultado é R$ 2,588.

    Mês/2020Rendimento mês da poupança
    Janeiro0,2588%
    Fevereiro0,2588%
    Março0,2446%
    Abril0,2162%
    Maio0,2162%
    Junho0,1733%
    Julho0,1303%
    Agosto 0,1303%
    Setembro0,1159%
    Outubro0,1159%
    Acumulado 20201,8603%

     A remuneração dos depósitos de poupança é creditada ao final de cada período de rendimento, ou seja:

    • Mensalmente, na data de aniversário da conta, para os depósitos de pessoa física e de entidades sem fins lucrativos;
    • Trimestralmente, na data de aniversário no último mês do trimestre, para os demais depósitos.

    Como a inflação afeta o rendimento da poupança?

    A inflação pode ser definida como o aumento generalizado de preços durante um determinado período de tempo.

    Portanto, diante de um cenário de inflação há uma queda no poder de compra porque seu dinheiro perdeu valor.

    Em outras palavras, você tem que pagar mais caro para conseguir comprar a mesma quantidade de coisas.

    Mas a inflação não impacta somente no preço de bens e serviços. Isso porque, dependendo do cenário econômico, o rendimento dos investimentos pode ser inferior à inflação.

    Na prática, isso fará com que o investidor efetivamente perca dinheiro.

    Em setembro de 2020, por exemplo, o rendimento da poupança foi de 0,11% ao mês, ao passo que a inflação registrada para o mesmo período foi de 0,64%.

    Imagem quanto rende a poupança

    Dessa forma, se descontarmos esses 0,64% de inflação dos 0,1159% de rentabilidade da poupança, teremos um rendimento real negativo de 0,5241% ano mês.

    Isso quer dizer que quem aplicou na poupança em setembro de 2020 perdeu dinheiro.

    Essa tendência deve se manter ainda por muito tempo, visto que a Selic vai demorar para subir e se tornar atrativa.

    Então, se o seu sonho é ver seu patrimônio crescer, você precisa investir em um ativo que pague um rendimento superior à inflação.

    Ou seja, que mesmo descontando a inflação ainda seja possível ganhar uma remuneração a mais.

    Veja abaixo o comparativo da poupança com a inflação nos últimos meses de 2020:

    Mês 2020Rendimento
    da Poupança
    InflaçãoRendimento real
    da Poupança
    Setembro0,1159%0,64%-0,5241%
    Agosto0,1303%0,24%-0,1097%
    Julho0,1303%0,36%-0,2297%
    Junho0,1733%0,26%-0,0867%
    Maio0,2162%-0,38%0,5962%
    Abril0,2162%-0,31%0,5262%

    O rendimento da poupança vale a pena?

    A poupança costuma ser o investimento de acesso mais fácil à população.

    Além do que, por não exigir aplicação mínima, é uma alternativa para quem tem pouco capital para investir.

    Também não tem custos e oferece a garantia do FGC e pode ser usada como reserva de emergência, por conta da facilidade de acesso e liquidez.

    Todos esses são pontos favoráveis e, olhando sob esta ótica, podemos dizer que a poupança vale a pena, sobretudo para quem está começando a se organizar financeiramente.

    Por outro lado, a rentabilidade da poupança é extremamente baixa, quando não negativa.

    Por isso, em regra não vale a pena investir na poupança quando é possível encontrar outros títulos tão seguros quanto e que pagam uma remuneração maior.

    Dessa forma, se o objetivo é preservar o poder de compra no futuro, o investidor deve buscar isso através de outras opções mais vantajosas, como as que serão apresentadas abaixo.

    A poupança definitivamente não vai multiplicar seu dinheiro, nem te dar bons rendimentos.

    O máximo que você conseguirá é criar o hábito de poupar mais dinheiro para investir.

    Portanto, se você deseja ter resultados e rentabilidades maiores sem abrir mão da segurança, vai precisar procurar outras opções de investimentos.

    Um título como o Tesouro Selic (atrelado à taxa Selic) ou um CDB que pague acima de 100% do CDI, por exemplo, são mais interessantes do que a poupança e oferecem segurança e liquidez.

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    Quais são os investimentos mais atrativos que a poupança?

    Diante do cenário econômico atual, tem sido muito fácil encontrar uma diversidade de investimentos em renda fixa que remuneram mais do que a poupança.

    Com riscos iguais os muito próximos ao da poupança, podemos citar ao menos quatro alternativas de investimentos:

    1. CDBs

    Os Certificados de Depósito Bancário (CDB) são títulos emitidos por bancos para captar recursos com o objetivo de financiar suas atividades.

    Ou seja, quem compra um CDB está fazendo uma espécie de “empréstimo” ao banco em troca de uma remuneração.

    O CDB de liquidez diária é uma excelente opção para quem deseja sacar quando quiser, sem ter penalidade no rendimento.

    Isso acaba sendo um diferencial quando comparado ao rendimento mensal da poupança, que não permite ao investir sacar antes da data de aniversário, sem prejuízo no rendimento.

    Em alguns bancos, é possível encontrar CDB com rentabilidade tão baixa quanto a da poupança (de 80% do CDI, por exemplo).

    Entretanto, com uma boa pesquisa, o investidor consegue descobrir títulos remunerando acima de 100% do CDI.

    Os CDBs também contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), assim como a poupança. No entanto, são tributados pelo Imposto de Renda.

    A tributação varia entre 15% a 22,5%, a depender do tempo de aplicação, logo, quanto maior o período do investimento, menor a tributação aplicada.

    2. Títulos Públicos

    Imagem comparativo da poupança com a inflação 1

    Enquanto quem compra um CDB empresta dinheiro para o banco, quem aplica em títulos públicos empresta dinheiro para o governo.

    Ambos oferecem em troca de uma remuneração baseada em juros.

    Os títulos públicos são considerados os investimentos de renda fixa mais seguros do Brasil.

    Então, mesmo sem contar com a garantia do FGC, esses títulos são considerados extremamente confiáveis pelos investidores.

    A maneira mais fácil e rápida de adquirir títulos públicos é pelo Tesouro Direto. Nessa modalidade, o investimento é realizado pela internet e é o próprio investidor quem gerencia seus investimentos.

    Essa aplicação permite investimentos a partir de aproximadamente R$ 30,00 com liquidez e segurança.

    Caso deseje, o pequeno investidor pode também comprar títulos por meio de instituições financeiras.

    Para isso, é necessário efetuar o cadastro junto a corretora ou banco e solicitar a aquisição dos títulos públicos.

    Além disso, é possível ainda comprar títulos indiretamente por meio de Fundos de Investimento.

    Isto é, o investidor participa comprando cotas de fundos que apliquem seus recursos, ou parte deles, em títulos públicos federais.

    Existem títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, mas os que mais se assemelham à poupança são os pós-fixados, que pagam a taxa Selic.

    Há duas diferenças fundamentais entre os títulos públicos e a poupança: É preciso pagar uma taxa de custódia à B3 e descontar o Imposto de Renda sobre os rendimentos.

    De fato, os títulos públicos têm seus rendimentos tributados em alíquotas que variam entre 15% a 22,5%, dependendo do tempo aplicado.

    3. LCIs e LCAs

    As letras de crédito – imobiliária (LCI) ou do agronegócio (LCA) – também são títulos de renda fixa com garantia do FGC.

    A remuneração oferecida por esse tipo de título costuma ser um pouco menor que a dos CDBs.

    Além disso, as LCIs e LCAs são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, assim como a poupança.

    A razão para isso é que esse títulos captam recursos para investimentos no setor imobiliário e do agronegócio, então a isenção do imposto serve de estímulo para investir nesses segmentos econômicos.

    4. Fundos de Renda Fixa

    Fundos que investem em títulos de renda fixa, como títulos públicos, CDBs, letras de crédito, são denominados de fundos de renda fixa.

    Eles são facilmente encontrados em bancos e outras instituições financeiras e podem render mais do que a poupança.

    No entanto, cabe destacar que os fundos de renda fixa não contam com garantia do FGC. Além disso, geralmente há a cobrança de taxa de administração e incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

    Como é possível concluir, o risco destas aplicações pode ser controlado. Mas, para isso, quem não conhece tão a fundo este mercado deve procurar o auxílio de especialistas.

    Por isso, escolher a poupança por medo de perder dinheiro não faz sentido. Afinal, com um rendimento tão baixo, ao fazer esta aplicação, a perda já está ocorrendo.

    Logo, o rendimento da poupança a torna uma aplicação nada favorável ao investidor.

    Perguntas Frequentes sobre rendimento da poupança
    Atualmente o rendimento da poupança é de 1,4% ao ano. Isso equivale a uma média de 0,11% ao mês, de modo que se você investir hoje R$ 100 reais, um ano depois teria R$ 101,40.
    Para 2020, a projeção é de que o rendimento da poupança seja inferior à inflação. Isso porque, com a Selic a 2%, a poupança passou a render em média 1,4% ao ano enquanto a estimativa de inflação para o ano é de 2,47%.
    A rentabilidade anual da poupança em 2019 foi de 4,34%. Logo, se você depositou R$ 100 na poupança em janeiro de 2019, terminou o ano com R$ 104,34.
    Em 2019, o rendimento da poupança foi de 4,34% ao ano e 0,36% ao mês, em média. Desse modo, quem aplicou R$ 1.000 em um mês teve uma rentabilidade mensal média de R$ 3,60.
    Segundo dados do Bacen, o rendimento da poupança em junho de 2020 foi de 0,1733%.
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    Tiago Reis
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