Economia Comportamental: entenda esse conceito econômico

A economia comportamental quando se deseja entender o aspecto humano presente nas relações econômicas.

Sendo assim, fica claro que é importante entender o aspecto humano da economia, que está presente, inclusive, nas finanças pessoais.

O que é Economia Comportamental?

A economia comportamental é um ramo da economia que se dedica a estudar o comportamento econômico das pessoas. Tomando como base, ao contrário de outras escolas econômicas, que o ser humano age com base em suas emoções. Ou seja, o ser humano não é 100% racional.

De fato, o comportamento econômico é um campo relativamente novo no mundo econômico, mas que tem atraído muita atenção.

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Sendo assim, o estudo deste campo da economia, trouxe várias aplicações para os investimentos em bolsa de valores.

De fato, o investidor tem dificuldade em assumir que cometeu erros, seja por vaidade, ou por vergonha de contar as outras pessoas sobre o seu erro.

Dessa forma, isto acabar por fazer com o investidor sofra grandes prejuízos financeiros, pois ele acaba por manter um ativo muitas vezes sem perspectivas de alta, ou até com perspectiva de baixa, somente por conta da incapacidade de realizar uma perda financeira.

Como funciona a Economia Comportamental?

De fato, a aversão à perda é somente um dos vieses que podem prejudicar a jornada de um investidor. Todos esses vieses mentais são tema da economia comportamental.

Além disso, durante muito tempo se acreditou que o agente tomador da decisão econômica era um sujeito 100% racional.

Ou seja: uma pessoa que sempre maximiza a sua utilidade e que é capaz de tomar sempre a melhor decisão.

Esta corrente de pensamento é de uma escola econômica chamada de utilitarismo. A corrente tem este nome pois acredita que a pessoa sempre tomará a melhor decisão, de forma a maximizar sua utilidade.

No entanto, a grande verdade é que o ser humano não é 100% racional e não consegue ter paciência ao investir. Seres humanos são regidos por emoções e paixões que afetam, diretamente, a tomada de decisão.

Portanto, surgiu, uma nova teoria econômica denominada de economia comportamental.

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Para que serve a Economia Comportamental?

Essa teoria se propôs a entender o agente tomador de decisão de forma muita mais próxima do que ele realmente é, considerando suas falhas e virtudes.

Além disso, da teoria da economia comportamental, surgiu o tema das finanças comportamentais.

Sendo assim, finanças comportamentais nada mais são do que aplicações da teoria da economia comportamental em finanças (mais especificamente, no universo dos investimentos).

Portanto, para o bem ou para o mal, as emoções do investidor afetam definitivamente o seu resultado, sendo necessário que o investidor tenha um ótimo controle emocional.

Ou seja: de nada adianta ser um gênio do mercado se o investidor vende suas ações na primeira queda da bolsa de valores.

Além disso, de nada adiantar ser bom em escolher ativos, se o investidor é incapaz, por vaidade, de realizar perdas quando faz sentido fazê-las.

Quais os erros mais comuns na Economia Comportamental?

Os principais erros dentro da economia comportamental são:

  • Teoria do prospecto;
  • Heurística da disponibilidade;
  • Heurística da representatividade;
  • Ancoragem e ajuste;
  • Excesso de otimismo;
  • Excesso de confiança;
  • Armadilha da confirmação.

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1. Teoria do Prospecto

Primeiramente, a teoria do prospecto afirma que o indivíduo é propenso ao risco no campo das perdas, mas avesso ao risco no campo dos ganhos.

Ou seja: se o indivíduo já está perdendo, ele está disposto a correr mais riscos para recuperar o seu capital. No entanto, se ele estiver ganhando, ele irá vender logo o ativo para assegurar o seu ganho.

2. Heurística da disponibilidade

Além disso, a heurística da disponibilidade diz respeito à tendência a projetar que eventos ocorridos recentemente ocorrerão da mesma forma no futuro, sendo um fator relevante na economia comportamental.

É corriqueiro que alguns investidores comprem ativos apenas porque eles estão subindo de preço. Ou seja: O investidor projeta que aquela valorização recente irá continuar a se repetir no futuro, mesmo sem motivos que justifiquem isto.

3. Heurística da representatividade

A heurística de representatividade é baseada em estereótipos. Ou seja: as pessoas tentam, através da intuição, tirar conclusões que acabam sendo erradas.

Muitas vezes, as pessoas que se baseiam nesta heurística tomam decisões que subestimam a probabilidade.

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4. Ancoragem e ajuste

De fato, como o nome sugere, a ancoragem e ajuste consiste no viés que cria uma “Âncora” na mente do investidor. Ou seja: uma ideia que o investidor define como fixa em qualquer cenário.

Portanto, essa âncora criada pode causar um grande problema ao investidor, pois ao se analisar somente está variável, o investidor está deixando de analisar diversos outros fatores.

5. Excesso de otimismo

Uma vez que o excesso de otimismo ocorre em momentos favoráveis, ele é muitíssimo comum na economia comportamental nas épocas de boom do mercado.

Portanto, quando um país está em crescimento, com os preços dos ativos subindo, é comum que todas as pessoas se deixem contagiar por um excesso de otimismo, deixando de olhar aspectos negativos.

6. Excesso de confiança

O excesso de confiança é muito comum em investidores que tiveram recentes acertos no mercado acionário.

Portanto, pessoas com este viés podem acreditar que sabem mais do que de fato sabem, e que sempre irão acertar. Dessa forma, esses investidores superestimam suas habilidades, o que pode fazer com que eles tenham grandes perdas financeiras.

7. Armadilha da confirmação

Por fim, a armadilha da confirmação é um viés muito interessante e facilmente notado no dia a dia, mesmo fora da área econômica e de investimentos.

Dessa forma, ele diz respeito sobre a tendência das pessoas a darem valor apenas a opiniões que confirmem nossas ideias prévias.

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Como a Economia Comportamental ajuda nos investimentos?

Por fim, é visto que, embora recente, o tema da economia comportamental tem ganho muito notoriedade.

Além disso, foi dedicado um prêmio Nobel de economia a um trabalho nesse campo no ano de 2017, mostrando a importância da economia comportamental.

Portanto, as finanças comportamentais revolucionaram com um novo entendimento muito mais real de como o investidor toma as suas decisões.

No entanto, ter vieses durante a jornada de investimentos é algo normal. Justamente por isso possuir o conhecimento sobre eles é essencial para o investidor, especialmente para os investidores iniciantes.

Dessa forma, com esse conhecimento, é possível evitar cair nestas armadilhas. Além de melhorar significativamente a tomada de decisão na hora de investir.

Portanto, conhecer os principais temas das finanças comportamentais é crucial para se tornar um melhor investidor.

Ainda possui dúvidas sobre economia comportamental? Comente abaixo!

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Tiago Reis
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