Nubank (NUBR33) fecha semana do IPO em Nova York com R$ 305,8 bi em valor de mercado

O Nubank (NUBR33) terminou sua primeira semana na Bolsa em Wall Street como uma das empresas mais valiosas da América Latina. Os papéis da empresa registraram na sexta-feira (10), alta de 14,71% em Nova York, valendo US$ 11,85. Em dois dias de negociações na NYSE as ações acumularam alta de 31%. Já na Bolsa brasileira (B3), onde os papéis começaram a ser negociados na forma de BDRs (recibos de ações listadas fora do País), o ganho foi de 14,54%, com cotação a R$ 11,50.

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Veja como foi a cobertura do IPO em NY

Na esteira das ações do Nubank, outros bancos brasileiros também encerraram o dia em alta na Bolsa, como o Banco Inter (BIDI4), que avançou 6,38%, e o Banco Pan (BPAN4), com ganhos de 15,31%.

Já as ações das instituições financeiras tradicionais operaram, no jargão do mercado, sem um sinal único, pressionadas pela perspectiva de maior inadimplência e aumento dos juros, segundo Julia Monteiro, analista da My Cap. As ações do Itaú Unibanco subiram 0,21%, mas as do Bradesco caíram 0,39%.

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Com a alta de ontem, o valor de mercado após o IPO do Nubank chegou a US$ 54,6 bilhões (R$ 305,8 bi). No Brasil, somente a Vale (R$ 388 bilhões) e a Petrobras (R$ 400 bilhões) valem mais do que o banco digital. Todos os bancos tradicionais seguem com valor de mercado inferior ao do Nubank, quando comparados na mesma moeda. O mais próximo é o Itaú Unibanco (ITUN4), que vale R$ 205 bilhões.

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Na América Latina, o Nubank só é menos valioso do que um seleto grupo de empresas. Ele inclui negócios tradicionais, como a América Móvil, dona da Claro, avaliada em US$ 62 bilhões, mas também o Mercado Livre (MELI34), outra referência para empresas de tecnologia da região, e que vale US$ 61 bilhões.

Fundadores do Nubank voltam às pressas de NY para a B3 (B3SA3)

Os fundadores do Nubank tiveram de voltar às pressas de Nova York, onde a ação estreou na quinta-feira, para participar ontem da cerimônia que marcou o início da negociação na B3.

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De Wall Street para o centro de São Paulo, David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible mantiveram o discurso de que as ambições do banco digital seguirão altas após a chegada às Bolsas. “O IPO não é de jeito nenhum a linha de chegada. Pelo contrário, é um momento que permite escalar ainda mais o impacto que a gente tem”, disse Cristina, referindo-se à oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Na B3, a cerimônia contou com alguns convidados, além da diretoria do banco digital e do presidente da B3, Gilson Finkelsztain, vestido com uma camiseta roxa, a cor do Nubank. Em ano de recorde de IPOs no Brasil, com 45 empresas estreando na Bolsa, o executivo disse que o Nubank trouxe mais uma inovação ao mercado brasileiro, que são os BDR nível 3 – que são negociados diretamente no pregão da Bolsa e exigem registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Oferta de ações do Nubank é a terceira maior dos EUA no ano de 2021

O Nubank fez, até o momento, a terceira maior oferta de ações do mercado americano em 2021. A instituição fica atrás somente da sul-coreana Coupang e da chinesa Didi, desbancando negócios badalados como o aplicativo de namoro Bumble e a corretora online Robinhood.

Desde que os documentos do IPO do Nubank foram enviados às autoridades americanas, os solavancos do mercado geraram, porém, algumas avaliações mornas a respeito dos preços que o Nubank pedia por suas ações. Casas como a Nord, com foco em pequenos investidores locais, desencorajaram a entrada de seus clientes no IPO.

Porém, o banco encontra muita boa vontade no mercado. Para a presidente da Tresalia Capital, María Asuncion Aramburuzabala, o sucesso do IPO do Nubank é positivo para a América Latina, pois valida as teses de empreendedores da região e ajuda a estimular projetos. “Cria um círculo virtuoso e transforma Vélez (David Vélez, fundador do banco) em um ícone, todos querendo ser como ele”, disse ela, em evento da Eurásia.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Marco Antônio Lopes

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