Mercado Livre (MELI34) faz oferta primária de US$ 1,5 bilhão na madrugada; ações caem 4% no premarket

Mercado Livre (MELI34) faz oferta primária de US$ 1,5 bilhão na madrugada; ações caem 4% no premarket
Último follow-on do Mercado Livre ocorreu no início de 2019 - Foto: Divulgação

O Mercado Livre (MELI34) fez uma oferta primária de US$ 1,5 bilhão na madrugada de segunda (15) para terça (16) com coordenação de três bancos. A informação é do Brazil Journal.

A oferta, tratada como blocktrade, ajuda a explicar a queda de 4,18% nas ações do Mercado Livre no premarket. Os papéis fecharam em alta de 2,26% na Nasdaq no pregão de segunda (15).

Segundo o Brazil Journal, a informação foi confirmada por fontes dos bancos Morgan Stanley, JP Morgan e Goldman Sachs, sendo os três responsáveis pelo follow-on.

A oferta primária dos papéis da varejista de e-commerce figura como a primeira desde o início de 2019, e o capital levantado pela companhia deve ser utilizado “genericamente” na operação.

PayPal aportou US$750mi em último follow-on do Mercado Livre

No último follow-on, ainda em março de 2019, o PayPal (PYPAL34) investiu um total de US$ 750 milhões na companhia, que levantou outro US$ 1 bilhão no mercado.

À época, o Mercado Livre tinha um valor de mercado de US$ 22 bilhões, segundo a cotação dos papéis na Nasdaq. Em crescimento expansivo, o gigante do varejo vale hoje US$ 80,8 bilhões, segundo o fechamento de segunda (15).

Ainda em janeiro deste ano, a companhia argentina estreou no mercado de dívida com a emissão de green bonds no montante de de US$ 400 milhões, em conjunto com uma emissão de dívida plain vanilla  – modalidade de troca organizada entre duas empresas do mercado – de de US$ 700 milhões com vencimento em 2031.

Segundo a empresa, os recursos deste bond foram usados para recomprar metade da emissão de conversível com vencimento em 2028 a um prêmio substancial sobre o valor de face.

Meli no 3T21

Com a temporada de balanços ainda em vigor, os resultados do Mercado Livre no 3T21 tiveram GMV (total de vendas transacionadas) abaixo das expectativas – o que foi compensado pela elevada monetização das vendas brutas.

A varejista teve uma receita líquida total de US$ 1,85 bilhão, um crescimento de 73% na comparação anual, com destaque para expansão de 94% na operação da empresa no México, maior crescimento anual.

De julho a setembro, a empresa anotou lucro bruto de US$ 807 milhões, com uma margem de 43,4%, um pouco acima dos 43% obtidos no ano anterior.

Já o Ebit (Lucro Antes de Juros e Impostos) chegou a US$ 160 milhões, com margem de 8,6%, aumento de 1,2 ponto percentual ano contra ano e queda de 1 ponto percentual no comparativo trimestral.

No balanço do Mercado Livre, a varejista apontou um GMV de US$ 7,3 bilhões, cerca de 29,7% de crescimento em moeda neutra.

Em crescimento de 2,6 milhões no comparativo anual, a quantidade de usuários ativos chegou a 78,7 milhões.

Itaú BBA vê “conjunto de resultados alucinantes”

Após a divulgação do balanço trimestral, os analistas do Itaú BBA viram o resultado financeiro como “alucinante”, reiterando sua classificação outperform (superior) para a companhia, “que é nossa principal escolha no mundo online.”

“Acreditamos que a plataforma da empresa a coloca em uma posição vantajosa para a consolidação do espaço digital na América Latina”, afirmam os especialistas.

Os analistas do banco de investimento frisam que apesar das perspectivas desafiadoras para o último trimestre desse ano, o Mercado Livre aumentou seus níveis de estoque e “está bem preparado para a temporada de férias.”

Eduardo Vargas

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