Fed aumenta juros em 0,75 ponto percentual e indica novas altas

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed), informou nesta quarta (21) que vai elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, alcançando o intervalo entre 3,00% a 3,25% ao ano. A decisão do Fed, unânime, era esperada pelo mercado. É a quinta alta das taxas do país neste ano e a terceira com essa magnitude. A expectativa majoritária era pelo avanço nos juros básicos americanos.

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A inflação em alta nos EUA foi o gatilho para o Fed aumentar a taxa nessa magnitude. Analistas e investidores passaram falar em uma alta da taxa de juros dos EUA pelo Fed de até 0,75 ponto porcentual, quando o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de agosto dos Estados Unidos reforçou apostas de trajetória mais hawkish (tendência de alta do juro) na política monetária. O aumento era visto como o desfecho mais provável, embora especialistas não descartassem uma elevação de 1 ponto porcentual.

No comunicado, os dirigentes do Fed falaram sobre a alta de preços: disseram que a inflação segue elevada, com desequilíbrios de oferta/demanda, alimentos e energia.

O Fed também decidiu elevar a taxa de juros paga sobre saldo de reserva para 3,15%, decisão que entra em vigor a partir da quinta-feira, 22, e a taxa de desconto em 75 pontos-base, de 2,5% para 3,25%.

Maioria dos dirigentes do Fed prevê juro de 4% ou mais até o fim de 2022 nos EUA

Dentre os 19 dirigentes presentes na reunião desta semana do Fomc, 17 projetam que o juro básico nos EUA será de 4% ou acima disso até o fim deste ano. Entre os dois restantes, um crê em juro na faixa de 3,75% a 4% e outro prevê taxa básica de 4,5% a 4,75% ao ano, segundo consta no gráfico de pontos atualizado da entidade monetário, publicado hoje junto à sua decisão monetária.

Entre os que projetam juro de 4% ou mais, oito acreditam que a taxa dos Fed funds estará entre 4% e 4,25% em dezembro, e nove creem em juro de 4,25% a 4,5% ao fim do ano.

Segundo dados do CME Group coletados logo antes do anúncio da decisão do Fed, as probabilidades majoritárias para o juro em dezembro de 2022 se dividiam entre as faixas de 4,0% a 4,25% (36,4%) e 4,25% a 4,5% (48,8%).

Para 2023, nenhum dirigente projeta juro abaixo de 4%, o que contraria a expectativa de parte do mercado e dos analistas, que estimam cortes de juros pelo BC americano ano que vem. Seis esperam juro de 4,25% a 4,5% até o fim do ano que vem, mais seis projetam taxa de 4,5% a 4,75% e outros seis preveem Fed funds de 4,75% a 5,0%. Apenas um acredita que o juro básico ficará entre 3,75% e 4%.

Já para 2024, 11 dirigentes veem juro de 3,0% a 4,0%, enquanto outros seis esperam 4,0% ou mais. Em 2025, quase todos os participantes da reunião de hoje projetam juro abaixo de 4%, com exceção de um, que espera Fed Funds de 4,5% a 4,75%.

No longo prazo, 17 membros do Fomc esperam juro de 2,25% a 2,5%, com apenas um prevendo juro de 3%.

Os membros do comitê do BC americano argumentam, no comunicado da instituição, que os preços continuam pressionando a economia. Mencionaram a Guerra na Ucrânia, que provoca “pressão adicional na inflação”. Os membros do Fomc afirmaram ainda que estão “atentos a riscos aos preços” e não descartam novas altas nas próximas reuniões: “Antecipamos que novos aumentos na taxa de juros serão apropriados.”

Em meio à continuidade da inflação alta e do endurecimento do tom das políticas monetárias mundo afora, os dirigentes do Federal Reserve passaram a prever juros bem mais altos nos próximos anos.

Para 2022, a mediana para a taxa dos Fed funds em 2022 subiu de 3,4% em junho para 4,4% agora. Para 2023, a projeção foi de 3,8% a 4,6%. Para 2024, de 3,4% a 3,9% e, em 2025, ano que passou a aparecer nas estimativas nesta reunião, está em 2,9%.

No longo prazo, o consenso dos dirigentes aponta para Fed funds a 2,5%, o mesmo que em junho.

PIB: projeções caem

Os dirigentes do Federal Reserve também diminuíram as projeções para o crescimento dos Estados Unidos neste e nos próximos anos, na comparação com as estimativas divulgadas após a reunião de política monetária de junho.

Para 2022, a mediana das estimativas de crescimento da economia americana caíram de 1,7% em junho para 0,2% agora.

Para 2023, a projeção foi de 1,7% para 1,2%. Em 2024, foi de 1,9% a 1,7%. Já para 2025, ano que passou a constar das projeções nesta reunião, está em 1,8%.

Na projeção de longo prazo, a mediana se manteve em 1,8%.

Inflação: cenário piora

A mediana das projeções do Federal Reserve para a inflação nos Estados Unidos medida pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) subiu nos cenários estimados pela instituição até 2024, de acordo com as projeções atualizadas.

Para 2022, a mediana subiu de 5,2% em junho para 5,4%, enquanto a de 2023 avançou de 2,6% em junho para 2,8% agora. Em 2024, passou de 2,2% a 2,3%.

Para 2025, ano que passou a constar do cenário projetado pelo Fed, a mediana do PCE está em 2,0%. Para a inflação no longo prazo, a estimativa foi mantida em 2,0%.

Com relação ao núcleo da inflação nos EUA, para 2022, a mediana subiu de 4,3% em junho para 4,5%, enquanto a de 2023 avançou de 2,7% em junho para 3,1% agora. Em 2024, foi mantida em 2,3%. A de 2025 está em 2,1%.

Projeções para o núcleo do PCE no longo prazo não são coletadas.

Desemprego: quadro também preocupa, dizem os dirigentes do Fed

As medianas das projeções dos dirigentes do Federal Reserve para a taxa de desemprego dos Estados Unidos até 2024 subiram na comparação da decisão de política monetária de junho com a desta quarta-feira.

Para 2022, a projeção da taxa de desemprego foi de 3,7% para 3,8%. Para 2023, saiu de 3,9% para 4,4%. Para 2024, a taxa passou de 4,1% para 4,4%. Já em 2025, que apareceu pela primeira vez no cenário nesta reunião, está em 4,3%.

No longo prazo, os dirigentes acreditam que a taxa de desemprego seja de 4,0%, mesmo porcentual estimado em junho.

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Fed vê emprego nos EUA ainda ‘robusto’, mas reforça que inflação ‘segue elevada’

O Fed afirma que os indicadores recentes “apontam para crescimento modesto nos gastos e na produção”. Em seu comunicado com a decisão de política monetária, o BC dos EUA nota que o crescimento do emprego tem sido “robusto” nos últimos meses, com a taxa de desemprego “seguindo baixa”, mas também alerta para o fato de que a inflação “continua elevada, o que reflete desequilíbrios na oferta e na demanda relacionados à pandemia, preços de alimentos e energia mais elevados e pressões mais amplas dos preços”.

O Fed destaca o impacto econômico e humanitário da guerra na Ucrânia e diz que ela “e eventos relacionados”, como sanções contra a Rússia, criam “pressão adicional sobre a inflação e estão pesando na atividade econômica global”. O comando do Fed se diz “especialmente atento aos riscos à inflação”.

O comunicado adianta que o Fed antecipa que as altas em andamento nos juros “são apropriadas”. Além disso, diz que continuará o processo de redução no balanço, como já descrito no plano divulgado em maio. “O Comitê está fortemente comprometido em fazer a inflação retornar à sua meta de 2%”, ressalta.

O Fed diz que, para avaliar a postura apropriada na política monetária, continuará a monitorar as informações da perspectiva econômica. O BC norte-americano está pronto a fazer ajustes em sua política, conforme apropriado, caso surjam riscos que atrapalhem a busca pelas metas. O Fed diz que levará em conta uma série de informações, incluindo de saúde pública, condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e as expectativas para a inflação, além do quadro financeiro e internacional.

“Elevações das taxas vão continuar”

Carlos Vaz, CEO e fundador da Conti Capital, comenta: ““O mercado financeiro já considerava esse aumento na taxa de juros, entre 75 e 100 bps, que faz parte da campanha do Fed para conter a inflação, então reage sem muito espanto. Chegamos a um ponto complicado de inflexão para a economia dos EUA, que registrou duas contrações consecutivas no crescimento do PIB durante o primeiro semestre de 2022. Isso porque, embora a inflação permaneça alta, ela também está além do seu pico, pelo menos no meu entendimento.”

Vaz acrescenta: “Há muito tempo nos preocupamos que o banco central americano arrisque, perigosamente, a política monetária na tentativa de combater as forças inflacionárias, muitas das quais estão fora de seu controle. Mantenho o pensamento de que as elevações das taxas de juros vão continuar até o restante do ano. Enxergo uma inflação acima do normal, durando mais do que o previsto inicialmente; uma desaceleração esperada nos gastos dos consumidores, diante do enfraquecimento do crescimento econômico; um mercado de trabalho apertado, apesar de alguns recentes (e esperados) amolecimentos; alívio nos gargalos da cadeia de suprimentos; fraquezas na economia global, particularmente Europa e China, grandes potências; e um Fed assumidamente hawkish. Se antes eu esperava por um total de 50 bps de aumentos somados, nas próximas duas reuniões restantes de 2022, agora vejo uma possibilidade de que seja realizado uma elevação total de mais 100 bps, até o final do ano. Embora ainda acredite, particularmente, que o aumento total de 75 bps seja o mais provável. Considerando isso, prevejo que a taxa de fundos federais terminará o ano em 3,875% – o que não é tão alto, se avaliarmos o contexto econômico histórico dos EUA. Como sempre, vale a ponderação de que essa previsão depende quase que inteiramente do que veremos nas leituras de inflação nos próximos meses e nos diversos fatores factuais que impactam nisso, sabidamente”.

A equipe de análise do BTG Pactual observa: “O comunicado do Fed registrou pouca alteração, mas manteve a decisão hawkish necessária após as surpresas com inflação (CPI). Ressaltamos:

• Aumento da taxa em +75bps, de forma unânime, para um intervalo de 3,00%-3,25% – hawkish, em linha

• Comitê alterou o trecho em que reconhece a moderação da atividade econômica (antes estava suave), mas ainda enxerga uma criação de trabalho robusta e reforça estar atento aos riscos inflacionários – hawkish, em linha

•  Destacamos a elevação da taxa de juros esperada para 2022 (de 3,4% para 4,4%) e de 2023 (de 3,8% para 4,6%), sinalizando que o comitê não projeta cortes para a próximo ano (mercado tinha 50 bps de corte no 2H23) – hawkish, esperado por nós e surpreendendo o mercado.”

Tasso Lago, gestor de fundos privados em criptomoedas e fundador da Financial Move, explica: “Os mercados tendem a reagir de forma levemente positiva. No momento do anúncio tivemos uma leve volatilidade que é inerente ao risco daquele momento, porém com aumento de 0.75 esperado, a gente vai ver uma certa recuperação do mercados, e por quê? Porque o mercado já precificou esse aumento de 0.75, ou seja, se viesse acima disso, o mercado iria cair mais e, se viesse abaixo, iria subir de forma mais forte.”

Lago complementa: “Na semana que vem a gente vai ver uma leve retomada no preço desses ativos e eles só vão voltar a subir, de forma mais contundente, quando a inflação voltar a demonstrar índices de desaceleração, no momento isso não acontece. O que ações, criptos e ativos de renda variável tendem a reagir com esse anúncio é que, com cada aumento de juros, esses ativos de renda variável tendem a ir caindo, porque, quanto mais aumento, menos as pessoas estão dispostas a investir em ativos de risco. Portanto, para o investidor, embora a gente tenha uma recuperação dos mercados, isso ainda não é um sinal de reversão para a forte alta, é apenas um respiro para o mercado. Ele só vai virar para a tendência de alta novamente somente quando a inflação demonstrar ser controlada. Isso acontecendo, vamos ver a taxa de juros ficar “flat”, ou seja, deixar de subir e apontar para uma queda. Quando a taxa de juros apontar para uma queda, os mercados de renda variável, criptomoedas e ações globais, tendem a voltar a subir. É apenas um respiro.”

O que o investidor deve esperar após esse movimento do Fed? Tasso responde: “No geral o conselho é fazer aportes periódicos, e não ficar de forma agressiva no mercado, que ainda não vê um cenário macro melhor. A inflação ainda não está controlada, e o cenário da Europa ainda preocupa com a questão da guerra Rússia e Ucrânia e pode fazer com que os cenários desabem. O cenário macro e político está muito ruim nesse momento e, hoje, o anúncio do Fed vindo como o esperado é apenas um respiro para todos.”

Fabio Fares, especialista em análise macro da Quantzed, analisa: “O tom do comunicado veio bem hawkish. A gente vê que o mercado está tentando digerir até onde os juros vão. No momento da divulgação, os ativos de risco sofreram porque também tivemos nos últimos dias um mercado muito otimista. O que a gente espera é que provavelmente o Fed acabe o ano com os juros entre 4,25% e 4,5% e leve até os 5% no começo do ano que vem e é quando a gente espera que ele pare. Podemos esperar mais uma alta de 75 p.p em novembro e 50 p.p em dezembro. Pouco depois da fala de Powell vimos o mercado otimista e bolsas virando para cima, mesmo com o Fed adotando um tom duro. O Fed irá aceitar desemprego maior e crescimento abaixo do esperado para derrubar a inflação e só vão pensar em corte quando tiverem certeza, via sinais, de que a inflação converge para a meta de 2%.”

Powell: inflação segue acima da meta e elevações nos juros são “apropriadas”

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, antecipou nesta quarta-feira que mais elevações nos juros serão apropriadas e que a instituição manterá juros em nível elevado “por um tempo”. “Queremos chegar rapidamente a política monetária restritiva”, afirmou, durante coletiva de imprensa, após o BC divulgar decisão de aumentar juros em 75 pontos-base.

Powell não deu indicação do ritmo exato das altas futuras e ressaltou que a trajetória dependerá “da situação da economia”. “Tomamos uma decisão a cada reunião, as próximas não foram fechadas hoje. É difícil prever exatamente a trajetória da política monetária neste momento”, disse. Além disso, para ele, ainda não é possível saber se a política do BC americano levará a uma recessão, o que é uma preocupação atual do mercado.

Apesar de não dar um direcionamento concreto sobre os próximos passos, Powell ressaltou que, em algum momento, será apropriado desacelerar o ritmo das altas de juros. “Para cortar juros, é preciso estar muito confiante de que a inflação desacelera. Estamos focados em levar inflação à meta e não podemos fracassar nisso”, acrescentou.

Fed deve agir de modo agressivo contra alta de preços

Powell antecipou que o BC americano quer agir “de modo agressivo” e manter o rumo até concluir a “tarefa” de fazer a inflação voltar à meta de 2%.

“Queremos estar em posição de ter juros reais positivos em toda a curva. Continuaremos a avaliar se a política monetária está no lugar certo”, garantiu, durante coletiva.

Powell destacou que, sem a estabilidade de preços, a economia não funciona para ninguém. “Queria que houvesse meio indolor de conter a inflação, mas infelizmente não há. Pessoas realmente estão sofrendo com a inflação, temos de superá-la”, defendeu.

O banqueiro central admitiu que a luta contra a inflação deve requerer um mercado de trabalho mais fraco e menos crescimento econômico. “Há grande probabilidade de período de crescimento abaixo da tendência e isso pode levar a alta no desemprego, mas precisamos ter isso”, afirmou. “A economia tem desacelerado, e o setor imobiliário tem enfraquecimento significativo”, acrescentou.

No entanto, Powell ponderou que há razões para acreditar que a economia seguirá razoavelmente forte. “Caso a economia coincida com a previsão do Fed, será um bom resultado”.

Com relação ao mercado de trabalho, monitorado de perto pelo BC, o banqueiro afirmou que há pouca evidência, por ora, de que ele está desacelerando. “O mercado de trabalho segue extremamente apertado e desequilibrado, e o crescimento do emprego tem sido robusto”, disse.

O dirigente ainda comentou que o Fed está atento às condições internacionais, como a guerra na Ucrânia. “Fatores como preços de commodities mais contidos podem ajudar a conter a inflação”, ressaltou.

Fortemente comprometido em conter a inflação

O presidente do Federal Reserve (Fed)reafirmou nesta quarta-feira que a instituição vai mover juros para o nível “suficientemente restritivo” para conter a inflação.

Powell destacou que seu discurso não mudou desde Jackson Hole e que a mensagem principal continua, que é necessário ver evidência clara de que a inflação está retornando à meta de 2%. “Avaliamos que será preciso levar juros a nível restritivo e mantê-los ali”, destacou. “Estamos fortemente comprometidos em conter a inflação e temos instrumentos para isso”.

O banqueiro central comentou que as pressões sobre os preços seguem bastante disseminadas e a inflação segue bem acima da meta. “Dirigentes continuam a ver riscos de inflação como voltados para cima e expectativas de inflação seguem ancoradas, mostram várias medidas”, ressaltou, para depois ponderar: “Expectativas de inflação ancoradas não são argumento para complacência”.

Bolsas reagem à decisão do Fed

As Bolsas de Nova York reagiram negativamente de imediato ao comunicado do Fed. A trajetória de alta do pregão no intradia foi interrompida. Os índices viraram e passaram a cair: o Dow Jones recuava 0,39%, o S&P 500 cedia 0,38% e a Nasdaq perdia 0,46%. Às 15h30, depois do pronunciamento do presidente do Fed Jerome Powell, porém, os índices mudaram mais uma vez de direção e subiaram. Voláteis nesta superquarta, cederam, perto do fechamento, às 16h30, e terminaram a sessão no vermelho: Dow Jones recuou 1,70%, o S&P 500 perdeu 1,71% e o Nasdaq caiu 1,79%.

O Ibovespa chegou a aumentar as perdas, caindo 0,76%, aos 111.665,35 pontos, após o anúncio do Fed. O índice se recuperou e passou a operar com ganhos. Às 16h30, porém, o índice seguia as bolsas de Nova York e voltava ao negativo. O Ibovespa acabou fechando com queda de 0,52%, em 111.935,86 pontos. O dólar fechou em alta de 0,40%, cotado a R$ 5,1730.

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(Com informações do Estadão Conteúdo)

Marco Antônio Lopes

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