Dólar emenda alta e sobe 1,14%, a R$ 5,478, com fiscal e exterior arisco

Dólar emenda alta e sobe 1,14%, a R$ 5,478, com fiscal e exterior arisco
O dólar hoje ampliou os ganhos após avançar 0,43% no dia anterior

O dólar hoje encerrou a sessão desta quinta-feira (12) em alta de 1,14%, cotado a R$ 5,478 na venda, em reação à piora dos mercados externos e à dúvida quanto cenário fiscal brasileiro.

A moeda norte-americana emendou a terceira alta consecutiva depois de entrar em queda livre com as notícias da vacina da Pfizer na semana passada. O dólar hoje repercutiu os impactos da segunda onda de covid-19 nos Estados Unidos e na Europa, com os governando continuando a impor novas medidas para conter o avanço do coronavírus.

Mais cedo nesta quinta-feira (12), o ministro da Economia Paulo Guedes salientou que a prorrogação dos pagamentos do auxílio emergencial será “uma certeza” na hipótese de uma segunda onda de covid-19 no País. O economista ponderou que não é o “plano A” do governo, mas a medida pode ser tomada como forma de “reagir”.

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Além disso, veja as notícias que movimentaram a cotação do dólar hoje:

  • Guedes diz que PIB pode crescer até 4% em 2021
  • Riscos no curto prazo permanecem, apesar de notícias sobre vacina, diz Powell
  • Moody’s prevê queda de 3,8% para o PIB do G-20

Guedes sobre PIB do Brasil

O ministro da Economia também afirmou nesta quinta-feira (12) que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro poderá ter um avanço de “3%, 3,5%, até 4% no ano que vem”.

Guedes afirmou disse que “o Brasil já está programado para fazer forte recuperação cíclica no ano que vem”. Além disso, o ministro falou sobre o marco regulatório e indicou que este está sendo reparado para que a atual onda de consumo seja transformada em uma onda de investimentos.

Riscos permanecem apesar de possível vacina, diz Fed

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, pontuou que a possibilidade crescente de uma vacina eficiente contra a covid-19 é uma boa notícia para economia nos próximos meses, no entanto os riscos de curto prazo permanecem.


“Essas são certamente boas e bem-vindas notícias a médio prazo”, afirmou o chairman do Fed. “Do nosso ponto de vista, é muito cedo para avaliar com confiança as implicações das notícias para o caminho da economia, especialmente para o curto prazo”.

Moody’s vê queda de 3,8% para PIB do G-20

A agência de classificação de rating Moody’s informou nesta quinta-feira (12) que o PIB do G-20, o grupo que reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia, deve ter contração de 3,80% em 2020.

A agência prevê uma queda de 5,10% do PIB das economias avançadas desse conjunto e recuo menos intenso, de 1,60%, das economias emergentes. A expectativa é de recuperação da economia para 2021, com crescimento de 4,90% do Produto Interno Bruto do G20, seguida por expansão de 3,80% da atividade em 2022.

“Esperamos que bancos centrais de economias avançadas ativamente segurem os rendimentos baixos em todos os vencimentos e expandem as compras de ativos para incluir uma gama mais amplas de ativos se o cenário econômico continuar difícil”, salientou a Moody’s.

Última cotação do dólar

O dólar hoje estendeu a valorização da moeda norte-americana na sessão passada, quarta-feira (11), que já havia avançado 0,43%, negociada a R$ 5,41.

Arthur Guimarães

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