Destaques de Empresas: Itaúsa (ITSA4), Klabin (KLBN11) e BTG (BPAC11)

Destaques de Empresas: Itaúsa (ITSA4), Klabin (KLBN11) e BTG (BPAC11)
Sede da Itaúsa, em São Paulo. Foto: Divulgação.

Nos destaques de empresas desta terça-feira (11), chama a atenção do mercado o resultado trimestral da principal acionista do Itaú Unibanco (ITUB4), a Itaúsa
(ITSA4).  A holding lucrou R$ 2,2 bilhões, avanço de 118% na comparação com o primeiro trimestre de 2020.

Entre os destaques de empresas está também a Klabin (KLBN11) que apresentou lucro de R$ 421 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 3,1 bilhões registrados nos primeiros três meses do ano passado. Por sua vez, o BTG Pactual (BPAC11) lucrou R$ 1,2 bilhão, avanço de 52% sobre o registrado em 2020. A Petz (PETZ3) apresentou um lucro líquido de R$ 11,5 milhões, contra R$ 19,4 milhões, uma queda de 40,7%.

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Já a Hering (HGTX3) enquanto negociava o acordo que resultou em fusão, comprou cerca de R$ 60 milhões de ações do Grupo Soma (SOMA3). E, a Via Varejo (VVAR3) conseguiu levantar R$ 1 bilhão com a emissão de debênture sustentável, mas com uma baixa demanda de investidores.

Veja os destaques de empresas desta terça-feira:

Itaúsa

A Itaúsa lucrou R$ 2,207 bilhões no primeiro trimestre de 2021, valor 118% superior ao apurado no mesmo período do ano passado. A Itaúsa atribuiu o desempenho ao maior resultado de equivalência patrimonial, menores despesas tributárias e a efeitos não recorrentes, que totalizaram impacto negativo de R$ 201 milhões.

No Itaú Unibanco, a holding destacou a participação das despesas com provisão para adequação de estruturadas operações. Já na Alpargatas (ALPA4), o principal efeito esteve relacionado à descontinuidade das operações de Mizuno. Na Duratex (DTEX3), o principal evento não recorrente foi relacionado às despesas do projeto de construção da planta de Celulose Solúvel. Na Copagaz, as despesas relacionadas ao processo de captura de sinergias (estrutura de pessoal e consultorias) foram os principais itens não recorrentes do período.

Klabin

Entre os destaques de empresas está a Klabin que lucrou R$ 421 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 3,1 bilhões registrados no mesmo período de 2020. Na comparação trimestral, porém, a companhia registrou uma baixa de 68% do rendimento – nos últimos três meses do ano passado, o lucro líquido havia sido de R$ 1,3 bilhão.

A companhia de papel e celulose registrou menor lucro mesmo com a sua receita líquida avançando na comparação com o fim de 2020. Foram R$ 3,4 bilhões levantados, crescimento de 5% na comparação com o período de outubro a dezembro. Na base anual, a receita da Klabin avançou 34%.

BTG Pactual

O BTG Pactual lucrou R$ 1,197 bilhão entre janeiro e março deste ano, um avanço de 52% sobre o registrado no mesmo trimestre do ano passado. O resultado ficou em linha com o lucro do quarto trimestre de 2020, embora sazonalmente melhor.

Contudo, o lucro líquido do primeiro trimestre de 2021 foi impulsionado pela captação de recursos de terceiros (NNM) recorde, de R$ 76 bilhões. Com isso, o montante de recursos de terceiros geridos pelo BTG Pactual subiu quase 80% em um ano, para R$ 767 bilhões. Vale ressaltar que a XP, concorrente direta, teve uma captação total de R$ 69 bilhões no trimestre.

Petz

A Petz  registrou um lucro líquido de R$ 11,5 milhões contra R$ 19,4 milhões registrados no primeiro trimestre de 2020, uma queda de 40,7%. Segundo a rede de petshop, esse resultado é explicado pelos efeitos não recorrentes que impactaram a base de comparação. Excluindo esses efeitos, o lucro líquido teria crescido 59,3%.

Esses efeitos contemplam R$ 501 mil em créditos fiscais PIS/Confis e despesas com consultoria estratégica no primeiro trimestre deste ano. Já no mesmo período do ano passado, a empresa teve R$ 12,5 milhões de créditos fiscais, além do montante de correção monetária de R$ 6,2 milhões. Apesar do lucro ter sido afetado pelos efeitos não recorrentes, a receita bruta demonstrou o avanço que a Petz teve nos primeiros três meses do ano.

Hering

Em meio as negociações que resultaram na fusão com o Grupo Soma, a gestão da Hering comprou cerca de R$ 60 milhões em ações da própria companhia.

De acordo com documentos obtidos pelo SUNO Notícias na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Hering adquiriu, entre os dias 12 e 22 de abril, cerca de 2,9 milhões de ações próprias em seis operações no período, totalizando cerca de R$ 61 milhões.

O negócio, que praticamente garantiu a compra da Hering pela Soma, foi anunciado apenas no dia 26 de abril, após rejeitar, no dia 14 do mesmo mês, a proposta da Arezzo (ARZZ3) para uma potencial combinação de negócios. 

Via Varejo

Entre os destaques de empresas está a Via Varejo que conseguiu levantar R$ 1 bilhão com a emissão de debêntures ligadas ao cumprimento de metas de sustentabilidade. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, a quantidade de investidores interessados foi quase insuficiente para oferta.

O veículo ressalta que a emissão de debêntures da Via Varejo foi criticada desde o anúncio da operação. Os argumentos têm como base outras emissões feitas por empresas do varejo que atrelaram suas metas à reciclagem de embalagens ou à redução de emissão de gases de efeito estufa. Porém, a dona da Casas Bahia e Ponto Frio relacionou suas metas à energia renovável.

Os destaques de empresas do Suno Notícias mostram os principais acontecimentos que prometem movimentar o mercado durante o dia.

Poliana Santos

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