Braskem (BRKM5) inicia follow-on da Petrobras (PETR4) e Novonor; oferta vai levantar R$ 8,06 bi

Braskem (BRKM5) inicia follow-on da Petrobras (PETR4) e Novonor; oferta vai levantar R$ 8,06 bi
A Petrobras (PETR4) pode conseguir R$ 4 bilhões pela venda das ações da petroquímica Braskem (BRKM5). Foto: Divulgação

Começou oficialmente o processo de venda da participação da Petrobras (PETR4) e da Novonor (ex-Odebrecht) na Braskem (BRKM5). Nesta sexta (14), a petroquímica enviou pedido à Securities and Exchange Commission (SEC) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para efetivar o follow-on no Brasil e nos Estados Unidos das suas duas maiores acionistas. A oferta envolve 154,8 milhões de papéis classe A das companhias.

Segundo o documento, a oferta global das ações da Petrobras e Novonor, por meio da controlada NSP Investimentos, foi agilizada pela Braskem e tem a cotação de R$ 52,05 por papel. Vai levantar um total de R$ 8,06 bilhões.

A Braskem confirmou a oferta em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários e acrescentou: “A companhia informa que a NSP Investimentos e a Petrobras protocolaram perante à CVM pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária de até 154.886.547 ações preferenciais classe A de emissão da companhia e de titularidade dos acionistas vendedores.”

A oferta será feita “nos termos da ICVM 400, com esforços de colocação das ações no exterior, e, no EUA, sob a forma de American Depositary Shares, em oferta registrada na SEC dos Estados Unidos”.

Reforça a Braskem: “Tratando-se de uma oferta pública integralmente secundária, a oferta global é realizada exclusivamente pelos acionistas vendedores, sendo que companhia não está realizando qualquer emissão, venda ou distribuição de ações. O pedido de registro da oferta brasileira será analisado pela CVM.”

O prospecto da oferta foi divulgado na madrugada de sexta para sábado:

As acionistas e a Braskem poderão vender ações em uma ou mais ofertas. Petrobras e Novonor seguem como controladoras da Braskem. Primeiro serão vendidas as ações preferenciais e, numa outra etapa, as ordinárias.

Hoje a Novonor detém 38,3% da Braskem, sendo 50,1% de papéis ONs. A Petrobras dispõe de 36,1% da Braskem, com 47% das ONs.

A oferta terá o Morgan Stanley, J.P. Morgan, Bradesco BBI, BTG Pactual, Citi, Itaú BBA, Santander e UBS como coordenadores.

Em agosto do ano passado, a petroleira já havia anunciado a contratação do JP Morgan para assessoramento financeiro referente à sua participação na Braskem.

Acordo para venda

O conselho de administração da Petrobras (PETR4) aprovou a venda de até 100% das ações preferenciais que detém da Braskem em dezembro de 2021.

Segundo a Petrobras informou, a venda das ações PN da Braskem será conduzida por meio de oferta pública secundária de ações (prática conhecida como follow-on), em conjunto com a Novonor S.A. (ex-“Odebrecht S.A.”) e a NSP Investimentos S.A., ambas em recuperação judicial.

De acordo com a estatal de petróleo brasileira, foi celebrado um contrato com o objetivo de migrar a Braskem para o nível Novo Mercado de negociação na B3, o mais elevado em governança corporativa.

“Como primeiro passo neste sentido, Petrobras e Novonor, em complemento ao pedido já encaminhado pela Novonor, solicitarão que a Braskem realize os estudos e análises necessários sobre a migração”, destacou no comunicado.

Segundo a Petrobras, após a migração, e consequente negociação e assinatura de um novo Acordo de Acionistas, a empresa pretende vender os papéis restantes que detém da Braskem – no caso, as ações ordinárias, com direito a voto.

“Esta operação está alinhada à gestão do portfólio e à melhoria de alocação do capital da [Petrobras], visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade”, conclui o comunicado publicado nesta manhã.

Petrobras e Novonor são as maiores acionistas da Braskem

A migração da Braskem para o nível Novo Mercado de governança da bolsa de valores será possível graças à participação da Petrobras e da Novonor como as maiores acionistas com direito a voto na empresa.

A venda das ações dependia, principalmente, de decisão da Novonor sobre a forma de venda do papéis. Entre outros motivos, a transferência da participação poderia servir para quitar dívidas da construtora, que está em recuperação judicial. No modelo atual, a venda de ações evita o fatiamento da Braskem.

Marco Antônio Lopes

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