Semana do Fiagro

Ação do Banco do Brasil (BBAS3) está “barata demais para ser ignorada”, diz BTG (BPAC11)

Ação do Banco do Brasil (BBAS3) está “barata demais para ser ignorada”, diz BTG (BPAC11)
Edifício sede do Banco do Brasil (BBAS3), em Brasília. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O BTG Pactual (BPAC11) concluiu que o primeiro trimestre de 2022 (1T22) do Banco do Brasil (BBAS3) foi melhor que o esperado. Agora, os analista acreditam que o banco entregará o topo do guidance de lucro líquido (R$ 26 bilhões) em 2022.

Com essa projeção, o BTG observa que a ação do Banco do Brasil está negociada a um “preço inquestionavelmente barato”. Com quatro vezes o preço por lucro, além de rendimento (dividend yield) de 10%, é um papel “barato demais para ser ignorado”, reforçam.

O BTG Pactual reitera a recomendação de compra do Banco do Brasil, com preço-alvo de R$ 51, contra os R$ 46 anteriores, valorização de 43% aos níveis atuais (sem considerar o dividend yield de 10%).

Conforme o relatório do banco de investimentos, isso ocorre principalmente porque o banco estatal está em uma situação muito melhor em relação às “crises” anteriores, quando foi igualmente negociado a múltiplos muito baixos.

“Sempre argumentamos que as ações do BB eram uma armadilha de valor, mas decidimos atualizar a ação em fevereiro após a divulgação dos resultados do 4T21. Nesta nota, explicamos por que acreditamos que o risco-retorno está inclinado para o lado positivo e por que o valuation é mais atraente do que o de 2015”, diz o texto.

O que difere o Banco do Brasil de agora em relação a outras crises?

Os analistas argumentam que o Banco do Brasil está — comparado a 2015 – em uma posição muito mais favorável, Naquele ano era negociado a 0,45 vez P/VP (ação em relação ao valor do patrimônio líquido da empresa), contra o 0,67 vez de hoje.

“Naquela época, o Banco do Brasil havia crescido muito mais do que seus pares privados nos 5 anos anteriores, apesar da deterioração da economia”, afirmam.

No período, conforme relembrado pelo BTG, o capital principal estava muito abaixo do registrado pelos pares privados. A taxa Selic estava mais alta do que atualmente, e com fortes indícios de que poderia subir ainda mais. Significaria assim um custo de capital muito mais alto também.

“Por causa do balanço ruim e dos riscos de inadimplência na época, a visibilidade dos lucros era ruim”, aponta o relatório, ressaltando que o ROE (Retorno sobre o Patrimônio) cairia 50% nos dois anos seguintes.

Nos últimos cinco anos, porém, o BTG observa que o Banco do Brasil:

  • Passou a ter capital principal maior;
  • A carteira de crédito agora possui um perfil de risco menor, com mais agronegócio e menos crédito ao consumidor sem garantia.

Outro ponto apontado pelo BTG: a aprovação da nova lei das empresas estatais, que elevou a proteção às empresas públicas.

“Se o Banco do Brasil conseguir manter o lucro estável em termos nominais e preservar o payout em 40%, em 10 anos o investidor terá de volta todo o valor de mercado em dividendos”, destacam os analistas.

Por fim, o BTG Pactual atualizou os números projetados após a divulgação do balanço do 1T22, com aumento de expectativa do lucro líquido em 14% para 2022 (agora em RS 26 bilhões), com pequenas mudanças para 2023 e 2024.

“São projeções conservadoras, pois estimamos um lucro líquido estável para os próximos anos, apesar de o BB nos surpreender de forma positiva mais recentemente”, concluem.

Cotação

Nesta terça-feira (24), o Banco do Brasil fechou em queda de 0,43%, a R$ 37,80. No ano, acumula ganhos de 31,16%.

Victória Anhesini

Compartilhe sua opinião

Receba as notícias em seu e-mail

EU QUERO