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Top 10 tendências de investimento para ficar de olho em 2026

Em 2025, o Ibovespa disparou e fechou o ano com uma alta de 33,95%. Diante disso, é natural que os investidores se perguntem se esse avanço deve ou não se manter em 2026, bem como quais serão os principais setores para o novo ano. A seguir, você entende quais são as perspectivas macroeconômicas e confere as principais tendências de investimento para os próximos meses.

A taxa Selic, que se encontra em patamares historicamente elevados, deve entrar em trajetória de queda ao longo de 2026, impactando a atratividade da renda fixa. Já a inflação (IPCA) deve ficar controlada, enquanto a expectativa é de alguma volatilidade para o câmbio, com o dólar abaixo de R$ 6.

Esse cenário exige atenção redobrada na escolha dos melhores investimentos para 2026, levando em conta perfil de risco, horizonte de tempo e os setores mais promissores. 

Neste artigo, você confere as principais tendências de investimento 2026, oportunidades emergentes e ativos que devem ganhar destaque nos próximos meses.

O que esperar do mercado em 2026?

O ano de 2026 pode ser um ano de transição ou de consolidação para os investimentos, dependendo da empresa e do setor, conforme apontam especialistas da Suno Research

As perspectivas são de que a taxa Selic entre em trajetória de queda ao longo de 2026, o que impactará negativamente a atratividade da renda fixa.

Por outro lado, a queda nos juros tende a estimular o consumo e o crédito, favorecendo setores da economia real.

A expectativa é de um controle gradual da inflação, mas os riscos fiscais permanecem no radar dos investidores. As dificuldades do governo em conter os gastos públicos e cumprir as metas fiscais geram incertezas, afetando diretamente a curva de juros futuros e a confiança nos ativos de renda variável. A volatilidade política também pode impactar o andamento de reformas e privatizações.

No cenário internacional, especialistas da Suno Research alertam que empresas ligadas ao dólar e commodities (como petróleo) podem sofrer um pouco mais neste ano.

Diante desse panorama, 2026 deve ser encarado como um ano de transição entre ciclos, com oportunidades relevantes para quem estiver atento aos movimentos estruturais e ajustar sua carteira com equilíbrio e visão de longo prazo.

Melhores investimentos para 2026 por perfil de risco

Antes de decidir onde investir, é fundamental entender que cada perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado) exige estratégias distintas. Enquanto alguns buscam segurança e previsibilidade, outros estão dispostos a correr mais riscos em busca de maior rentabilidade. 

Na tabela abaixo, apresentamos uma visão geral dos ativos recomendados por perfil. Em seguida, detalhamos cada uma das principais categorias, com foco nas características e benefícios específicos de cada tipo de investimento.

PerfilOpções indicadasJustificativa
ConservadorTesouro IPCA+, CDBs de grandes bancosProteção contra inflação e previsibilidade com risco mínimo
ModeradoFundos multimercado, ETFs de renda fixaDiversificação e rendimento real acima da inflação com volatilidade controlada
ArrojadoAções, FIIs, BDRs, small capsPotencial de valorização com exposição a setores inovadores e dividendos crescentes

Tesouro IPCA+ e CDBs

Para o perfil conservador, os títulos públicos indexados à inflação e CDBs emitidos por bancos de primeira linha continuam entre os melhores investimentos para 2026. 

O Tesouro IPCA+ oferece rentabilidade acima da inflação, com proteção contra a corrosão do poder de compra, enquanto os CDBs garantem rendimento estável e previsível, especialmente com a taxa Selic ainda em dois dígitos.

Fundos multimercado e ETFs de renda fixa

Os investidores moderados devem buscar diversificação com gestão ativa, por meio de fundos multimercado e ETFs de renda fixa

Esses ativos se beneficiam tanto da renda fixa quanto da variável, com menor exposição direta à volatilidade. Além disso, são indicados para quem deseja aumentar o retorno real da carteira sem abrir mão de segurança.

Ações, FIIs e BDRs

Para o investidor arrojado, a renda variável segue atrativa em 2026, principalmente em ações de empresas pagadoras de dividendos, fundos imobiliários com boa gestão e BDRs de empresas globais. 

Com a economia mostrando sinais de recuperação, esses ativos oferecem oportunidades de valorização, sobretudo em setores como tecnologia, saúde e infraestrutura.

Tendências de investimento em alta para 2065

As tendências de investimento 2026 refletem um mercado cada vez mais influenciado por transformações tecnológicas, mudanças demográficas e reestruturações econômicas globais. 

Mais do que escolher produtos financeiros, o investidor atento precisa entender quais movimentos estão moldando os setores mais promissores e como posicionar sua carteira para aproveitar essas oportunidades.

A seguir, destacamos os principais vetores que devem impulsionar os investimentos ao longo do ano:

1. Renda fixa: atratividade em queda, mas ainda relevante

Com a expectativa de queda na Selic ao longo de 2026, a atratividade da renda fixa tende a diminuir. No entanto, a taxa de juros “deverá permanecer em patamares elevados, historicamente”, segundo a Suno Research, mantendo sua relevância para quem busca segurança e previsibilidade.

2. Expansão da renda variável com foco em dividendos e economia doméstica

A instabilidade macroeconômica e a menor atratividade da renda fixa reforçam o interesse por ações defensivas e de alto dividend yield.

Empresas da economia doméstica devem ganhar foco, tendo em vista que a redução na taxa de juros pode levar a um aumento do consumo.

Além disso, empresas com elevada alavancagem podem se beneficiar de uma redução do endividamento, enquanto companhias de energia, bancos e saneamento se mantêm entre as favoritas.

3. Fundos ESG e sustentabilidade em alta

A pauta ambiental e social avança, e os fundos ESG vêm ganhando maior participação nas carteiras. Investidores institucionais e pessoas físicas demonstram preferência por ativos ligados à transição energética, governança transparente e impacto social. 

Além disso, regulação mais clara e métricas de desempenho fortalecem a credibilidade desses produtos.

4. Criptomoedas e ETFs de cripto com regulação mais clara

O mercado cripto retorna ao radar dos investidores após a fase de correção. Em 2026, a regulamentação mais estruturada e o ingresso de grandes instituições aumentam a confiança nesse segmento. 

Os ETFs de Bitcoin e Ethereum, por exemplo, tornam-se portas de entrada para exposição com perfil balanceado.

5. Tokenização de ativos reais

Uma das tendências mais inovadoras, a tokenização permite que ativos tradicionais, como imóveis, obras de arte e recebíveis, sejam fracionados em tokens digitais e negociados com maior liquidez

Isso democratiza o acesso a classes antes restritas a grandes investidores.

6. Longevity economy e o impacto do envelhecimento

O aumento da expectativa de vida abre espaço para o crescimento de setores como saúde, previdência, biotecnologia, farmacêutico e bem-estar. 

Investidores de longo prazo devem acompanhar de perto as empresas posicionadas para atender a essa demanda crescente.

7. Inteligência artificial e automação como motores de crescimento

A incorporação da IA nos negócios,  seja como produto, seja como ferramenta de eficiência, impulsiona o desempenho de empresas inovadoras. 

Adoção em áreas como logística, serviços financeiros, marketing, manufatura e saúde deve continuar gerando valor aos investidores.

8. Infraestrutura e reconstrução nos mercados emergentes

A retomada econômica de países em desenvolvimento, aliada a investimentos públicos e privados em infraestrutura, cria oportunidades em logística, construção civil, energia e saneamento. 

Os ETFs temáticos e ações ligadas ao setor devem se beneficiar desse ciclo.

Setores promissores para investir em 2026

Com a transição econômica em curso, diversos setores da economia ganham destaque em 2026, impulsionados por mudanças demográficas, avanço tecnológico e aumento dos investimentos em infraestrutura. 

A escolha de ativos com base nos setores mais promissores permite ao investidor capturar tendências estruturais de crescimento com maior potencial de valorização no médio e longo prazo.

Abaixo, destacamos os cinco segmentos mais estratégicos do ano e os ativos mais representativos em cada um deles:

Energia limpa

A demanda por fontes renováveis segue em alta, com governos e empresas acelerando a transição para uma matriz energética sustentável. 

O setor ganha impulso com incentivos públicos e o avanço de tecnologias como solar fotovoltaica, eólica e hidrogênio verde. Empresas bem posicionadas nesse movimento devem atrair capital global.

Financeiro

Mesmo em cenários adversos, os bancos brasileiros seguem lucrativos e apresentam elevados índices de pagamento de dividendos. 

Em 2026, com menor inadimplência e perspectiva de retomada econômica, o setor financeiro continua sendo uma âncora de estabilidade nas carteiras de renda variável.

Saúde e biotecnologia

O aumento da longevidade pressiona os sistemas de saúde, mas também abre um vasto campo de oportunidades para empresas do setor. 

Hospitais, redes laboratoriais, farmacêuticas e companhias de biotecnologia devem se beneficiar da longevity economy, com destaque para inovação em tratamentos e diagnósticos.

Tecnologia e IA

Empresas que desenvolvem ou utilizam inteligência artificial, big data, automação e soluções em nuvem devem seguir valorizadas. 

O uso de IA na gestão de dados, logística, finanças e saúde transforma o setor de tecnologia em uma das principais alavancas de crescimento de 2026.

Logística e infraestrutura

A aceleração dos investimentos públicos e privados em infraestrutura, tanto no Brasil quanto em outros países emergentes, beneficia companhias ligadas a construção, transporte, mobilidade urbana e cadeias logísticas. 

O setor também se destaca como receptor de capital estrangeiro em busca de ativos reais com geração de caixa.

Diversificação inteligente: o segredo para investir bem em 2026

A escolha dos ativos certos é apenas parte da equação para investir bem. Em 2026, tão importante quanto identificar oportunidades é saber como alocar seu patrimônio de forma equilibrada, respeitando seu perfil e seu horizonte de investimento.

A diversificação inteligente, aliada à disciplina e ao foco no longo prazo, é o que protege a carteira em momentos de instabilidade e permite capturar ganhos consistentes ao longo do tempo.

Veja os principais princípios que orientam uma alocação estratégica:

Investir com consistência exige mais do que acertar o “melhor ativo do momento”. Trata-se de construir uma carteira sólida, capaz de atravessar diferentes ciclos econômicos com segurança e eficiência. 

Em 2026, com tantas transformações em curso, essa abordagem se torna ainda mais relevante.

Conclusão

A verdade é que não existe uma resposta única para a pergunta “qual é o melhor investimento para 2026?”. A escolha ideal depende diretamente do perfil de risco, dos objetivos financeiros e do prazo de cada investidor. 

Enquanto alguns buscarão segurança e previsibilidade na renda fixa, outros estarão mais abertos a oportunidades em ações, criptoativos ou setores inovadores da economia.

Fato é que sempre haverá boas oportunidades, especialmente para quem estiver preparado para agir com estratégia. 

E para você, quais serão as principais tendências de investimento neste ano? Deixe seu comentário abaixo.

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