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    Conheça o IGP-DI: o antigo índice de inflação do Brasil

    Conheça o IGP-DI: o antigo índice de inflação do Brasil

    Por mais que sejam siglas bastante disseminadas nos veículos de mídia, nem todos sabem o que é o IGP-DI ou mesmo IGP-M.

    O IGP-DI é um dos índices mais tradicionais da economia brasileira.

    IGP-DI é a sigla para Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna. Criado em 1947, a fim de medir o comportamento de preços da economia brasileira, ele é medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mensalmente.

    Por muitos anos, o IGP-DI foi utilizado como referência para a inflação no Brasil.

    Hoje, ele é utilizado como base para o reajuste nos valores de contratos. Porém, também é aplicado no estudo da valorização ou desvalorização patrimonial ao longo do tempo.

    A inflação, por sua vez, passou a ser baseada oficialmente pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

    O IPCA é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Cálculo do IGP-DI

    IGP-DI

    O IGP-DI é uma média ponderada, que considera alguns índices em sua base de cálculo.

    Estes índices são:

    • Índice de Preços por Atacado (IPA),
    • Índice de Preços ao Consumidor (IPC), e
    • Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

    Cada um destes indicadores tem um peso diferente na composição do IGP-DI.

    O IPA tem peso de 60%. O IPC, por sua vez, tem 30% de participação, quanto o INCC tem peso de 10%.

    Lembrando que o IPC é medido no Rio de Janeiro e em São Paulo.

    Além disso, o IPA não é regionalizado.

    Já o INCC utiliza informações de 19 capitais brasileiras:

    • Belém,
    • Belo Horizonte,
    • Brasília,
    • Campo Grande,
    • Curitiba,
    • Florianópolis,
    • Fortaleza,
    • Goiânia,
    • João Pessoa,
    • Maceió,
    • Manaus,
    • Porto Alegre,
    • Recife,
    • Salvador,
    • São Paulo,
    • Aracaju,
    • Vitória,
    • Cuiabá, e
    • São Luís.

    IGP-DI – Disponibilidade Interna

    IGP-DI

    A Disponibilidade Interna à qual a sigla se refere é a média das variações de preços que afetam diretamente as atividades econômicas no Brasil.

    Por isso, as variações de preços dos produtos exportados só são consideradas quando a variação é de oferta global.

    Mas os produtos importados são sim considerados.

    O tempo considerado na análise é de 30 dias completos.

    Versões do IGP-DI

    O IGP tem duas versões, além do DI.

    São eles o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10).

    O IGP-M foi criado para calcular as correções de determinados títulos emitidos pelo Tesouro Nacional e Depósitos Bancários. Em geral, aqueles com renda pós-fixadas acima de um ano.

    Porém, ele hoje é utilizado na correção de contratos de aluguel. Além de ser o indexador de algumas tarifas.

    No IGP-M as variações de preços são referentes ao período do dia vinte e um do mês anterior ao dia vinte do mês de referência.

    Já o chamado IGP-10 tem este nome por medir a variação entre os dias 11 de um mês ao dia 10 do mês seguinte.

    Ou seja, de 11 de julho a 10 de agosto, por exemplo.

    Entretanto, ele não considerado válido como índice mensal. Isso porque o IGP-10 engloba, em seus cálculos, dois meses diferentes.

    Por isso, ele costuma ser mais utilizado em estudos econômicos.

    Logo, o IGP-DI é índice o mais usado para demonstrar variações econômicas que afetem contratos e patrimônios.

    Tiago Reis
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