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Warren Buffett: decisão de vender ações da Apple (AAPL34) em 2020 ‘provavelmente foi um erro’

Warren Buffett: decisão de vender ações da Apple (AAPL34) em 2020 ‘provavelmente foi um erro’
Warren Buffett Reprodução: Yahoo Finance

Megainvestidor e CEO da gestora Berkshire Hathaway, Warren Buffett disse que a sua decisão de ter vendido parte das suas ações da Apple (AAPL34) no quarto trimestre do ano passado “provavelmente foi um erro”. De acordo com ele, no atual ambiente de juros baixos, papéis de grandes companhias de tecnologia são “barganhas” e estão corretamente avaliadas.

“Se os níveis das taxas de juros atuais são os apropriados, então essas ações, mesmo nos preços atuais, são barganhas, pois tem a capacidade de geração de caixa que títulos governamentais hoje não têm”, avaliou o investidor, durante reunião anual com investidores da Berkshire Hathaway.

Ainda sobre a Apple, Buffett destacou a presença “indispensável” dos produtos da companhia na vida dos americanos. De acordo com a CNBC, a companhia tem a maior posição na carteira de investimentos da Berkshire, em investimentos de cerca de US$ 111 bilhões.

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Warren Buffett falou sobre a economia dos EUA

No mesmo evento, Waren Buffett declarou que a economia dos Estados Unidos está em situação muito melhor do que qualquer previsão com “algum grau de certeza” de um ano atrás.

Segundo ele, cerca de 85% da economia americana está “correndo em ritmo acelerado”.

Buffett elogiou as ações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e do Congresso dos EUA ao oferecerem suporte monetário e fiscal, respectivamente, durante o choque da crise do coronavírus. “Quando Powell agiu com a velocidade e decisão com que agiu, isso mudou a situação da economia”, disse o investidor, destacando o papel do presidente do Fed, Jerome Powell.

Ao fazer uma avaliação sobre as maiores empresas americanas no momento, Buffett destacou que a Berkshire Hathaway é a décima companhia com o maior valor de mercado global, de US$ 587 bilhões. No topo estão:

  • Apple,
  • Saudi Aramco,
  • Microsoft,
  • Amazon,
  • Alphabet
  • Facebook.

“Das seis primeiras, cinco são norte-americanas. Isso não é um acidente, é porque somos fortes e o sistema funcionou inacreditavelmente bem”, ressaltou.

Buffett ainda comparou o avanço no valor de mercado das maiores empresas mundiais em 1989 e os atuais. Na época, o Industrial Bank of Japan liderava o ranking, valendo US$ 104 bilhões. Hoje, a Apple encabeça a lista, avaliada em US$ 2,05 trilhões. O diretor-presidente (CEO) da Berkshire Hathaway ainda projetou que é provável que poucas das 20 empresas mais valiosas do mundo integrem esta lista nas próximas décadas.

Buffett defendeu investimentos em energia fóssil

Perguntado sobre as crescentes críticas ao setor de energia fóssil, em meio a discussões sobre a transição para fontes renováveis, o megainvestidor Warren Buffett afirmou neste sábado, dia 1º, não ter “qualquer problema” em manter ações da petroleira Chevron, maior empresa do setor nos Estados Unidos.

Ainda que veja um movimento em direção a empresas que sigam princípios da pauta ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança), Buffett considera que a Chevron ainda terá um papel benéfico à sociedade no futuro.

“Nós vamos nos adaptar (às mudanças em torno da economia sustentável), como sempre fizemos”, ressaltou o investidor, antes de alertar que uma transição energética muito acelerada não funcionaria. “Vamos precisar de muitos hidrocarbonetos por muito tempo, e ficaremos muito felizes por tê-los”, completou, durante evento anual com investidores da sua gestora Berkshire Hathaway.

Buffett ainda comentou a situação de empresas aéreas nos EUA, defendendo a sua decisão de vender todas as posições da Berkshire em ações do setor há um ano, em meio ao choque da pandemia de covid-19.

“Sabia que tínhamos um grande problema. Uma indústria que estava realmente vendendo por menos de US$ 100 bilhões perdeu uma quantidade significativa de dinheiro e ganhos futuros”, disse Warren Buffett antes de cravar que não compraria ações do setor aéreo, mesmo com a recuperação parcial das empresas, após receberem ajuda financeira do governo americano.

Com informações do Estadão conteúdo

Carlo Cauti

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