“No agronegócio, é só o governo não atrapalhar que o produtor faz e produz”, diz Tereza Cristina

Em painel sobre o agronegócio no evento Macro Day do BTG Pactual a ex-ministra e atual Senadora, Tereza Cristina (PP-MS), destacou que o agronegócio cresceu substancialmente nos últimos anos e décadas, mas ainda precisa de infraestrutura e crédito ‘tailor made’ – ou feito sob medida.

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“No agronegócio, tivemos algumas adversidades, mas, se o governo não atrapalhar, o produtor vai lá e faz. Estão colocando até barreiras, mesmo dentro do código florestal, sendo que temos 66% da vegetação nativa em pé”, declarou Tereza Cristina.

Na mesma toada da ex-ministra, o sócio do BTG Pactual que mediou o painel, Thiago Duarte, destacou que o Brasil tem uma das legislações mais restritivas do mundo quando olhamos para o código florestal.

Além disso, os membros do painel – que incluiu Rafael Abud, CEO da FS Bio, e Júlio Piza, Chairmam da Boa Safra (SOJA3) – destacaram que há um problema crônico de comunicação no setor do agro.

“Querem nos barrar lá fora. Nunca vi um navio brasileiro barrado por causa de índices altos de substâncias nos grãos, ou proteínas com problemas. Acho que temos até gente daqui lá fora que deixam a imagem do agro comprometida. Não sabemos nos comunicar, é um ponto fraco. Crescemos muito, mas isso é um problema com consumidores internos e externos”, disse Tereza Cristina.

Abud, da FS Bio, lembrou que a discussão “food x fuel” é frequentemente “requentada” para tentar diminuir a participação do agronegócio nos mercados.

“A raiz do questionamento é sempre parecida, com uma suposta inflação nos alimentos ao produzir combustíveis. Na verdade as principais razões para insegurança alimentar são pobreza, corrupção, guerras, má distribuição de renda e outros problemas, e não a produção de combustíveis”.

O especialista ainda declarou que o Brasil tende a ter uma produtividade média 33% maior do que a média global quando o assunto é produção de grãos – dado que tem proporção semelhante em outros nichos como milho e outros.

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Agronegócio mais forte, presença maior na bolsa

Piza, da Boa Safra e também da Kepler Weber (KEPL3), destacou que com o crescimento expressivo do agronegócio, o setor ficou mais bem representado dentro da bolsa de valores.

“Há vinte anos tínhamos só uma empresa do agro com capital aberto, e hoje temos uma infinidade. Estamos em um ciclo virtuoso, e o papel fundamental disso é a tecnologia. Se voltarmos 30 anos, se alguém falasse que iríamos produzir milho no Maranhão, você seria chamado de louco. E hoje estamos fazendo a segunda safra de milho por lá”, disse.

Piza ainda assinalou que há poucos anos o Brasil tinha importações massivas de milho, ao passo que hoje o agronegócio é o maior exportador de milho do mundo, aumentando sua produção paulatina e notavelmente nos últimos anos.

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Eduardo Vargas

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