Grana na conta

Neoenergia (NEOE3): É hora de comprar? BTG diz que sim

Em nova análise sobre as ações da Neoenergia (NEOE3), analistas do BTG Pacutal destacaram que a companhia apresentou bons resultados no 3T23.

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Com isso, os especialistas reiteraram sua recomendação de compra para as ações da Neoenergia, com preço-alvo de R$ 26 para NEOE3.

“O segmento de distribuição entregue mostrou Ebitda ajustado de R$ 1,98 bilhão, 3% acima da nossa projeção (de R$ 1,93 bilhão) e aumento de 10% na base anual”, destacou a casa.

Além disso, a casa destacou que o braço de transmissão mostrou sólidos resultados, com EBITDA (BR GAAP) de R$ 182 milhões (ante projeção R$ 128 milhões do BTG).

“No Do lado dos custos, vimos um controle rígido sobre os custos, com o PMSO (distribuição + transmissão) aumentando 2% na base anual, abaixo da inflação (IPCA UDM de 5,19%)”, diz o BTG.

Neoenergia lucrou 3x mais do que o esperado

A companhia, uma das principais empresas do setor elétrico no Brasil, divulgou os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2023, registrando um lucro líquido de R$ 1,5 bilhão, o que representa um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O consenso Bloomberg mirava R$ 550 milhões de lucro para o resultado da Neoenergia.

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Dentre os fatores que impulsionaram esse desempenho positivo no resultado da Neoenergia, a companhia destacou a conclusão da primeira etapa da parceria com o Fundo Soberano de Cingapura (GIC), que envolveu a venda de 50% de oito ativos de transmissão, resultando na entrada de cerca de R$ 1,1 bilhão em caixa em setembro.

Além disso, a finalização da permuta de ativos com a Eletrobras (ELET3) também teve um impacto significativo no resultado do trimestre da Neoenergia. A transação gerou um impacto positivo com um ganho de R$ 1,5 bilhão decorrente da aquisição de 100% do controle da usina hidrelétrica de Dardanelos (MT). Como parte do acordo, a Neoenergia transferiu para a Eletrobras sua participação nas usinas hidrelétricas de Teles Pires (PA/MT) e Baguari (MG).

O CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, ressaltou que a empresa manteve uma disciplina de custos rigorosa, apresentando um crescimento das despesas operacionais de apenas 4% no trimestre, abaixo da inflação.

A Neoenergia também reportou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 2,6 bilhões no terceiro trimestre, o que representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No que diz respeito ao volume de energia, a empresa registrou um total de quase 20 mil gigawatts-hora (GWh) injetados no terceiro trimestre, um aumento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A companhia encerrou o terceiro trimestre com a adição de 317 mil novos consumidores, atingindo um total de 16,3 milhões de clientes ativos, o que reforça sua posição como a maior empresa no Brasil em número de clientes na distribuição de energia.

Em termos de investimentos, a Neoenergia executou um Capex de R$ 2,2 bilhões no trimestre, refletindo seu compromisso contínuo com o fortalecimento e expansão de suas operações no setor de energia.

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Eduardo Vargas

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