S&P 500 sobe 1,15% após dia volátil, com anúncio de medicamento anti-covid

S&P 500 sobe 1,15% após dia volátil, com anúncio de medicamento anti-covid
S&P 500. Foto: Pixabay

O S&P 500 encerrou a sessão desta sexta (1º) em alta, em mais um dia de volatilidade. Diversos dirigentes do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) fizeram declarações hoje que afetaram o rumo das bolsas americanas. Além disso, a farmacêutica Merk (MRCK34) anunciou o resultado positivo dos testes que está fazendo para a produção de um medicamento para covid-19, o que trouxe otimismo para o mercado.

No fechamento, o índice Dow Jones subiu 1,43%, a 34.326,46 pontos, o S&P 500 avançou 1,15%, a 4.357,04, e o Nasdaq registrou alta de 0,82%, a 14.566,70. Na semana, o recuo dos índices foi de 1,36%, 2,21% e 3,20%, respectivamente.

Nesta sexta, a Merck (MRCK34) divulgou ter desenvolvido um medicamento para a covid-19 que reduz em 50% o risco de hospitalização ou morte, segundo um estudo. A farmacêutica informou que seu antiviral experimental, conhecido como molnupiravir, também funciona contra as variantes do vírus. Mesmo com a aprovação pendente da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, a Anvisa americana), a ação da companhia subiu 8,37%.

A notícia alegrou os mercados, com os subsetores do S&P 500, com exceção dos serviços básicos, tendo fechado no positivo. Os papéis de companhias aéreas, como United Continental (UIAL34), com +7,93%, American Airlines (AALL34), com +5,51% e Delta Air Lines (DEAI34), com +6,50%, dispararam. As ações de energia também avançaram, com Chevron (CHVX34), com +2,84% e ExxonMobil (EXXO34)  com +3,59% em alta, em dia de ganhos para o petróleo.

Ainda nesta sexta, os presidentes do Fed de Filadélfia, Patrick Harker, e de Minneapolis, Neel Kashkari, defenderam que o início do tapering, processo de redução de compra de ativos, se dê “em breve”. Quanto à elevação da taxa básica de juros, o primeiro espera que ocorra em 2022 e o segundo, apenas em 2024. Na distrital de Cleveland, a presidente Loretta Mester apoiou que o anúncio do tapering se dê em novembro e disse que, em sua visão, a inflação americana deve ficar acima de 2% em 2022 e em 2023.

Pela manhã, os investidores acompanharam a divulgação de diversos indicadores dos EUA. Entre eles, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) – medida de inflação preferida do Fed -, que subiu 0,4% em agosto ante julho. O núcleo do PCE, por sua vez, avançou 0,3%, acima da previsão de 0,2%.

Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos EUA caiu ao menor nível em cinco meses, informou a IHS Markit. O dado de sentimento do consumidor ficou acima da expectativa, enquanto os investimentos em construção ficaram estáveis – quando a previsão era de alta.

Na análise de Edward Moya, da Oanda, os dados desta sexta não mudam a perspectiva para a economia americana no curto prazo. No entanto, o índice de atividade industrial, medido pelo ISM – que avançou, na contramão da previsão de queda por analistas – demonstra que a demanda empresarial permanece saudável, avalia. Ainda assim, o indicador sinaliza que o problema de gargalos na oferta permanece. As pressões sobre os preços devem continuar no foco, diz Moya.

Na semana, porém, os índices de Wall Street acumularam perdas, com incertezas persistentes sobre o teto da dívida americana e noticiário misto quanto à Evergrande.

Cotação do S&P 500 nesta quinta (30)

Ao contrário de hoje, o S&P 500 fechou em queda ontem, em meio a declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) e de negociações sobre a elevação do teto de gastos dos Estados Unidos.

O índice Dow Jones fechou em queda de 1,59%, em 33.843,92 pontos, o S&P 500 recuou 1,19%, a 4.307,54 pontos, e o Nasdaq Composite caiu 0,44%, a 14.448,58 pontos. No mês, houve perdas de 4,29%, 4,76% e 5,31%, respectivamente.

(Com Estadão Conteúdo)

Bruno Galvão

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