S&P 500 cai de máxima; Bolsas mundiais fecham mistas

S&P 500 cai de máxima; Bolsas mundiais fecham mistas
Bolsas mundiais fecham mistas com esperanças de estímulos nos EUA e avanço da covid-19

Em dia de notícias mistas, o S&P 500 e os índices acionários das bolsas mundiais fecharam sem direção única nesta quinta-feira (3). Com as notícias envolvendo o desenvolvimento das vacinas já em parte precificadas, os investidores se voltaram para dois fatores com sentidos contrários: a esperança pelo avanço nas negociações de estímulos fiscais nos Estados Unidos e a piora da segunda onda de covid-19 no Hemisfério Norte.

Ontem, o impasse partidário entre a administração do presidente Donald Trump e a oposição a respeito da nova rodada do pacote de estímulos mostrou indícios de avanços, com os republicanos afirmando terem visto sinais de que os democratas buscavam um acordo.

Segundo o Valor Econômico, no início da semana, um grupo bipartidário de legisladores propôs um plano de US$ 908 bilhões (cerca de R$ 4,667 bilhões na cotação do dólar de hoje), no entanto as esperanças de um acordo foram reduzidas depois do líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, sinalizar que permanecia a favor de um pacote menor, de cerca de US$ 500 bilhões (isto é, R$ 2,57 bilhões).

Nesta tarde, McConnell conversou com a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi. De acordo com tweet do assessor da democrata, Drew Hammill, os parlamentares conversaram sobre um “compromisso comum” de fechar um acordo “o mais rápido possível”.

Apesar disso, segundo o jornal, analistas ainda alertam para uma potencial decepção com as negociações.

Avanço da covid-19

Enquanto o mercado repercutia as negociações para um pacote de estímulos, outra notícias entrou no radar dos investidores: a não tão nova segunda onda de covid-19.

Os casos de infecção pelo novo coronavírus continuam a crescer ao redor do mundo. Nesta quarta-feira (2), os Estados Unidos registraram mais de 200 mil casos, segundo o mapa da Universidade Johns Hopkins. O país é o mais assolado pela pandemia, com 14.053.183 casos, seguido pela Índia (9.534.964) e pelo Brasil (6.436.650).

A Alemanha, exemplo de combate à crise durante a primeira onda, tem se esforçado para controlar o aumento expressivo no número de novas incidências no país. Por lá, foram mais 23 mil casos registrados somente na quarta-feira.

Hoje, a Itália registrou seu maior número de mortos em um dia na pandemia, 993.

S&P 500 cai de máxima histórica

As bolsas americanas fecharam sem sinal único, com o índice composto da Nasdaq e o Dow Jones Industrial em alta e o S&P 500 recuando após reportagem do Wall Street Journal revelar que a Pfizer (NYSE: PFE) havia reduzido a meta para a distribuição de sua vacina contra a covid-19.

De acordo com reportagem, a farmacêutica norte-americana deverá embarcar metade das doses da sua vacina, após averiguar que as matérias-primas utilizadas no começo da produção não atendem aos padrões.

Bolsas da Europa fecham sem direção única

As bolsas europeias fecharam sem direção única, com dados negativos sendo divulgados no continente, em meio ao avanço da pandemia de covid-19. Por outro lado, as expectativas pelo acordo de um pacote de estímulo fiscal nos Estados Unidos impulsionou os mercados.

  • Europa (Stoxx 600 Europe): +0,01% – 391,72
  • Londres (FTSE 100): +0,42% – 6.490,27
  • Frankfurt (DAX 30): -0,45% – 13.252,86
  • Paris (CAC 40): -0,15% – 5.574,36
  • Milão (FTSE/MIB): +0,16% – 22.007,40
  • Madri (IBEX 35): -0,24% – 8.200,70
  • Lisboa (PSI-20): +0,32% – 4.639,14

Hoje também houve a divulgação de índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) mais fracos do que o esperado na Europa. “A mensagem principal dos PMIs da zona do euro permanece cristalina e desanimadora”, comentou o analista da Pantheon Macroeconomics Claus Vistesen. “O setor de serviços está sofrendo muito com os novos lockdowns – concentrados no lazer e na hospitalidade.”, acrescentou.

Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta

A maioria das bolsas asiáticas encerrarou a sessão em alta, com o crescimento do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da China ao maior nível em uma década atenuando a tendência de realização de lucros de investidores locais, após ganhos recentes e em meio à agenda esvaziada.

  • Hong Kong (Hang Seng): +0,56% – 26.728,50
  • Xangai (SSE Composite): -0,21% – 3.442,14
  • Tóquio (Nikkei 225): +0,03% – 26.809,37
  • Seul (Kospi): +0,76% – 2.696,22

O PMI composto da China, que abrange serviços e indústria, subiu de 55,7 em outubro para 57,5 em novembro, atingindo o maior nível desde março de 2010, segundo pesquisa da IHS Markit em parceria com a Caixin Media. A leitura acima de 50 pontos indica expansão dos setores manufatureiro e de serviços da segunda maior economia do mundo, que segue em franca recuperação do golpe do novo coronavírus sobre a atividade.

Ajustou também a influência do S&P 500, que bateu recorde no pregão anterior, de de olho em iminentes estímulos fiscais e no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

Arthur Guimarães

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