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Radar: Itaú (ITUB4) anuncia JCP, GPA (PCAR3) vende lojas do Extra ao Assaí (ASAI3) e RZAG11 é o primeiro Fiagro negociado na B3 (B3SA3)

Radar: Itaú (ITUB4) anuncia JCP, GPA (PCAR3) vende lojas do Extra ao Assaí (ASAI3) e RZAG11 é o primeiro Fiagro negociado na B3 (B3SA3)
Itaú. Foto: Divulgação

o Itaú (ITUB4) pagará R$ 0,01765 por ação, em juros sobre capital próprio (JCP). Os pagamentos ocorrerão em 1º de dezembro de 2021 e 3 de janeiro de 2022.

O Itaú informou que a aprovação do JCP acontece em substituição ao dividendo mensal de novembro e dezembro. Para o pagamento, serão consideradas as posições acionárias dos dia 29 de outubro e 30 de novembro, com os papéis negociados “ex-juros” em 1º de novembro e 1º de dezembro. O pagamento do JCP terá juros líquidos de R$ 0,015 por ação, com a retenção de 15% de imposto de renda na fonte.

Além disso, a empresa comunica que aprovou hoje o pagamento de JCP complementar, no valor de R$ 0,264551 por ação e juros líquidos de R$ 0,224868  por ação, “resultando no montante total de R$ 2.199 milhões a ser distribuído líquido de impostos, que será pago até 30.04.2022, crédito contábil no dia 26.11.2021, tendo como base de cálculo a posição acionária final registrada no dia 19.11.2021, com suas ações negociadas “ex-direito” a partir do dia 22.11.2021”.

Além do JCP do Itaú, veja outras empresas que ficaram no radar nessa quinta-feira:

GPA (PCAR3) vende 71 lojas do Extra ao Assaí (ASAI3) por R$ 5,2 bi e sai do segmento de hipermercados

  • O Assaí (ASAI3) fechou nesta quinta (14) acordo com o GPA (PCAR3) para a compra de 71 lojas do hipermercado Extra. O valor total da transação foi de R$ 5,2 bi. O GPA ficará sem nenhuma unidade com a bandeira do Extra e sairá do segmento de hipermercados.
  • O acordo do GPA com a Sendas Distribuidora, controladora do Assaí, inclui um memorando de entendimentos vinculante (MoU), que prevê a cessão ao Assaí tanto de lojas Extra Hiper em imóveis próprios como locados de terceiros, além dos respectivos contratos de locação – e pode envolver também a aquisição pelo Assaí de certos equipamentos existentes nas lojas.
  • No fato relevante, o Assaí diz que, do preço total estimado da transação, R$ 4 bi deverão ser parcelados pelo Assaí ao GPA, entre dezembro de 2021 e janeiro de 2024.
  • No comunicado ao mercado, o Assaí informa que celebrou outro memorando de entendimentos com um fundo imobiliário “com a interveniência e garantia do Assaí, regulando a alienação de 17 (dezessete) imóveis próprios do Pão de Açúcar”.
  • O preço estimado de venda desses imóveis, diz o Assaí, é de R$ 1,2 bilhão e será pago pelo fundo ao GPA, perfazendo o preço total da transação: “A garantia do Assaí consiste na obrigação de pagamento pelos imóveis caso o fundo não cumpra o prazo acordado. Simultaneamente, Assaí também celebrou outro memorando de entendimentos com o fundo regulando a locação, após a conclusão da transação, dos imóveis adquiridos pelo fundo para Assaí, pelo prazo de 20 anos, renováveis por igual prazo.”
  • A bandeira Extra Hiper será descontinuada e as lojas não envolvidas na transação serão convertidas em formatos com maior potencial de rentabilidade.

Vibra (BRDT3), ex-BR Distribuidora, mudará de ticker

  • A Vibra Energia (BRDT3), antiga BR Distribuidora, aprovou a alteração do seu nome de pregão para Vibra em substituição à Petrobras BR,
  • Por isso, a partir do dia 22 de outubro, as ações da companhia passarão a ser negociadas na B3 sob o código VVBR3, em substituição ao código atual BRDT3.
  • A Vibra explica que “o novo posicionamento da marca institucional, nova assinatura corporativa e agora a alteração do ticker para VBBR3 têm como direcionadores de sua nova marca: orientação ao cliente; confiança que conecta; parcerias genuínas; e evolução constante.”

Cosan (CSAN3) tem compra de participação adicional na Radar aprovada pelo Cade

  • Em nova decisão, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra da participação adicional da Cosan (CSAN3) na Radar – gestora de propriedades agrícolas, com capacidade para investir em ativos com alto potencial produtivo no Brasil.
  • A decisão do Cade se deu sem restrições.
  • A Radar atualmente é detida pela Mansilla, holding pertencente a um grupo de empresas controladas pelo Teachers Insurance and Annuity Association of America (TIAA).
  • O negócio contempla ainda a aquisição, pela Cosan, de ações em sete Sociedades de Propósito Específico da Mansilla: Nova Agrícola, Nova Amaralina, Santa Bárbara, Ponte Alta, Castanheira, Manacá e Paineira.
  • Com o fechamento do negócio, a Cosan passará a deter mais de 50% do total do capital social da Radar.

Subsidiária da EDP Brasil (ENBR3) arremata leilão da Celg T (GO) por R$ 1,9 bi

  • A Pequena Central Hidrelétrica, subsidiária da EDP Brasil (ENBR3), arrematou  em leilão na B3 (B3SA3) os ativos da estatal de transmissão de energia elétrica de Goiás Celg T por R$ 1,977 bilhão.
  • A empresa foi vendida por um valor 80% superior ao preço inicial, de R$ 1,097 bilhão.
  • Participaram do leilão a Isa Cteep (TRPL4), Cymi e a MEZ Energia.
  • Com a aquisição, a EDP Brasil passará a administrar um total de 755,5 quilômetros em linhas de transmissão e 11 subestações conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Elas garantem uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 238 milhões.

Lavvi (LAVV3): lançamentos no 3T21 somam R$ 331 mi e vendas líquidas saltam 469%

  • Os lançamentos da Lavvi (LAVV3) no terceiro trimestre deste ano somaram R$ 331 milhões, como mostra a prévia operacional divulgada pela companhia.
  • Além disso, as vendas líquidas da companhia entre julho e setembro somaram R$ 192 milhões, o que representa um salto de 469% em comparação ao mesmo período em 2020.
  • Excluindo permutas e comissões, as vendas líquidas da Lavvi totalizaram R$ 120 milhões no período, alta de 545% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, mas uma queda de 70% em relação ao segundo trimestre desse ano.
  • Segundo a companhia, entre julho e setembro, foram distratadas 11 unidades, somando um VGV de R$ 16 milhões. No entanto, 6 unidades foram revendidas ainda no terceiro trimestre.
  • O indicador de vendas sobre oferta (VSO) foi de 27% no trimestre encerrado em setembro, ante 20% um ano antes.
  • Em relação aos estoques, a companhia explica que ao final do mês passado, o estoque a valor de mercado era de R$ 504 milhões, correspondendo a 536 unidades.
  • Já sobre landbanks, durante o trimestre passado a companhia adquiriu um na cidade de São Paulo, totalizando um VGV potencial de R$ 665 milhões.

RZAG11: B3 (B3SA3) inicia negociação do primeiro Fiagro

  • As cotas do Fundo Riza Agro-Fiagro Imobiliário (RZAG11) começaram a ser negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) nesta quinta-feira (14).
  • Gerido pela Riza Asset,  é o primeiro fundo de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais (Fiagro) na Bolsa.
  • Por meio do Fiagro RZAG11, os investidores poderão optar pelo setor do agronegócio e nas cadeias produtivas agrícolas.

PagSeguro (PAGS34) e Nubank estão na mira de regulação do BC sobre taxas

  • A consulta pública do Banco Central (BC) para mudar regras sobre a tarifa de intercâmbio (TIC) e o prazo de liquidação de operações de cartões pré-pagos às dos cartões de débito estrangulou a ação do PagSeguro (PAGS34) na Nasdaq e pode pegar o Nubank no contrapé — às vésperas da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do banco digital.
  • A proposta da autoridade monetária é de limitar a 0,5% a tarifa de intercâmbio (TIC) aplicada em em qualquer transação de cartões de débito e pré-pagos e vedar  prazos máximos diferentes para disponibilização de recursos ao recebedor. A medida pegaria em cheio a operação do PagSeguro.
  • De acordo com relatório recente do Goldman Sachs, o limite sobre o intercâmbio pré-pago impactaria as receitas da empresa de serviços financeiros em cerca de 3% e os ganhos antes de impostos em cerca de 13%.

CVC (CVCB3) restaura site 12 dias após ataque hacker

  • A CVC (CVCB3) informou que “obteve significativos progressos” na restauração do seu site, que estava inoperrante após a companhia de viagens sofrer um ataque hacker.
  • A informação de que a CVC sofreu um ataque hacker veio a público no dia 3, por meio de nota enviada à imprensa.
  • A CVC Corp lamenta o ocorrido e, em nome da transparência com clientes, colaboradores, parceiros, franqueados e com o mercado, manterá comunicações subsequentes assim que mais informações forem apuradas”, escreveu a empresa na nota enviada em que confirmou ter sofrido o ataque hacker”, disse a companhia na sua nota.
  • Agora, a CVC reitera que permanece focada em seguir com a recuperação após o incidente, aplicando todos os controles de segurança e garantindo maior robustez nos seus ambientes de tecnologia.

Do Itaú à CVC, essas foram as empresas que se destacaram hoje. Para ler todas as matérias clique aqui.

Laura Moutinho

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