Petróleo ultrapassa a marca de US$ 70 após ataque na Arábia Saudita

Em continuidade ao rali do preço da commodity, a cotação do barril de petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 70 no último domingo (7) pela primeira vez desde maio de 2019. Dessa vez, o que impulsionou os preços foi um ataque nas instalações produtivas da matéria-prima na Arábia Saudita, fazendo com que os investidores precificassem uma queda na oferta.

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Nesta madrugada, o barril de petróleo chegou a ser negociado a US$ 71,38, com uma alta de 2%. Por volta das 11h desta segunda-feira (8), contudo, arrefereceu a disparada e é negociado a US$ 69,06.

A última vez que a commodity fechou acima de US$ 70 foi em 28 de maio de 2019, embora tenha atingido tal marca durante o pregão do dia 8 de março de 2020 — pouco antes da chegada da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

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Vale lembrar que a cotação futura da matéria-prima chegou a ser negativa em 2020, em meio ao temor pelo tombo da demanda por conta da pandemia.

O ministério de energia da Arábia Saudita informou que uma unidade petrolífera em um dos maiores portos de transporte de petróleo do mundo foi atacada por um drone e um míssil balístico tinha como alvo as instalações da Saudi Aramco, segundo informações da agência de notícias estatal SPA.

O porta-voz do governo disse que nenhum dos ataques causou ferimentos ou perda de vidas ou propriedades, mas estilhaços do míssil interceptado caíram perto de áreas residenciais na cidade de Dhahran. A produção de petróleo também não foi impactada.

Um representante Houthi assumiu a autorida dos ataques. “Esses atos de sabotagem não visam apenas o Reino da Arábia Saudita, mas também a segurança e a estabilidade do fornecimento de energia para o mundo e, portanto, a economia global”, disse o porta-voz saudita.

O entrave entre a Arábia Saudita e os houthis acontece desde 2015, quando uma coalização liderada pelos sauditas interveio na guerra civil no Iêmen. Os confrontos foram intensificados nas últimas semanas.

Decisão da Opep sustenta disparada do petróleo

Na última semana, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, grupo chamado de Opep+, determinou em uma reunião que deve manter os cortes de produção até abril.

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O mercado, entretanto, contava com um aumento nos cortes, para conter o aumento dos preços, dado o crescimento da demanda mundial após as reaberturas das economias. Com isso, a posição prudente — mas não excessiva — da organização com a política de cortes elevou os ânimos do mercado.

Desde o primeiro dia do ano, o petróleo já se valorizou mais de 32%, mesmo com o mundo ainda em recessão econômica.

Por aqui, há o temor pelo aperto da inflação. Diretamente ligados ao petróleo (que é cotado em dólar, moeda apreciada frente ao real), os combustíveis sofreram reajustes internos nas últimas semanas. Caso a Petrobras (PETR4) siga a paridade de preços com o mercado internacional, defendida pelo presidente Roberto Castello Branco, poderão ocorrer novas mudanças.

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Jader Lazarini

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