Petróleo sobe nesta sexta, mas cai 5% no acumulado da semana

O petróleo fechou em alta de nesta sexta-feira (15), após uma sequência de quedas intensas. A commodity subiu cerca de 2% tanto no mercado futuro de Nova York quanto no de Londres.

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O dólar fraco ante moedas rivais e a perspectiva de produção global ainda apertada impulsionaram os preços. A commodity, no entanto, não conseguiu evitar o forte recuo semanal de 5% a 6%, puxado por temores de recessão econômica em meio ao aperto monetário do Federal Reserve (Fed).

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI com entrega prevista para agosto subiu 1,89% (US$ 1,81) hoje, mas recuou 6,87% na semana, a US$ 97,59 por barril.

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Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para setembro teve alta de 2,08% (US$ 2,06) nesta sexta-feira, mas acumulou baixa semanal de 5,48%, a US$ 101,16.

Hoje, os contratos se beneficiaram do movimento no mercado cambial, que viu o dólar perder força ante moedas de economias desenvolvidas, após seguidas altas em sessões recentes.

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Ao mesmo tempo, a notícia de que a Arábia Saudita não deve elevar sua produção reforçou a perspectiva de que a oferta global da commodity siga apertada no curto prazo.

Segundo a Oanda, dados melhores que o esperado dos EUA, como as vendas no varejo de junho e o sentimento do consumidor de julho, também deram fôlego ao óleo, uma vez que relembraram investidores do “quão forte está a economia americana”, apesar das especulações sobre uma possível recessão. Para dirigentes do Federal Reserve (Fed), como Mary Daly e James Bullard, está é uma possibilidade improvável, mesmo diante do forte aperto monetário conduzido pelo BC.

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Do outro lado do globo, a China registrou indicadores mais fracos que o esperado. “Os dados econômicos enfraquecidos da China e uma possível melhora da situação da covid-19 manterão suas perspectivas de demanda de petróleo como um grande ponto de interrogação”, diz a Oanda.

Além dos riscos de recessão da economia global, o banco Julius Baer credita o recuo semanal do petróleo a um movimento de ajuste diante do “desaparecimento” do prêmio de risco relacionado à guerra na Ucrânia. Apesar do boicote europeu, o petróleo da Rússia tem conseguido se mover para a Ásia, e os temores de déficit de abastecimento não se materializaram, explica o banco suíço.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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Victória Anhesini

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