Petrobras (PETR4) atualiza valores de dividendos com pagamento neste mês

A Petrobras (PETR4) anunciou nesta quarta-feira (15) a atualização dos valores a serem pagos aos acionistas na primeira parcela de dividendos relativos a 2023. Segundo a estatal, o valor por ação foi ajustado de R$ 0,5501 para R$ 0,5725.

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A empresa diz que os acionistas da Petrobras que compunham a base acionária até 25 de abril terão direito a receber esse pagamento. Em comunicado ao mercado, a petroleira afirmou que o pagamento passou por correção da taxa básica de juros, a Selic, entre 31 de dezembro de 2023 e 20 de maio deste ano.

Além disso, a segunda parcela, referente aos dividendos extraordinários da Petrobras, também sofreu alteração, passando de R$ 0,8496 para R$ 0,8841. Essa distribuição, informa a Petrobras, deve considerar a base acionária de 2 de maio.

Ambos os pagamentos da Petrobras estão agendados para ocorrer em 20 de maio.

Com demissão de Prates, Petrobras perde R$ 34 bilhões em valor de mercado

Após o anúncio da saída do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, a empresa enfrentou uma expressiva queda no valor de mercado, perdendo R$ 34 bilhões em valor nesta quarta-feira, 15. As ações encerraram o dia com uma recuo de mais de 6%, atingindo momentos críticos com baixas de até 8% para as preferenciais (PETR4) e quase 10% para as ordinárias (PETR3).

O impacto se estendeu ao mercado acionário brasileiro, com o Ibovespa, índice de referência, caindo 0,38%, alcançando 128.027,59 pontos no fechamento, chegando a recuar para 127.029,30 no ponto mais baixo do dia. Enquanto isso, o dólar à vista registrou uma leve alta de 0,13%, encerrando o dia cotado a R$ 5,1368 na venda.

De acordo com dados da Elos Ayta Consultoria, a Petrobras viu seu valor de mercado reduzir de R$ 543 bilhões para R$ 509 bilhões de um pregão para outro, o equivalente à capitalização da Hapvida (HAPV3).

No mercado de ações, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) fecharam o dia a R$ 38,40, com queda de 6,04%. No acumulado do ano, o papel apresenta uma valorização de 10,58%, enquanto nos últimos 12 meses, cresceu 84,31%. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) também sofreram uma queda, encerrando o dia com uma desvalorização de 6,78%, com valorização de 9,72% em 2024 e 69,92% em 12 meses.

Magda Chambriard, engenheira indicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), foi escolhida para assumir a presidência da Petrobras, sucedendo Jean Paul Prates, demitido pelo presidente Lula.

O conselho de administração da Petrobras, em um fato relevante, anunciou a nomeação de Clarice Coppetti como presidente interina da companhia, após aprovar o término antecipado do mandato de Jean Paul Prates. Coppetti, diretora executiva de Assuntos Corporativos, assumirá interinamente até a eleição e posse da nova presidente.

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Saiba quem é Magda Chambriard, indicada à Petrobras por Lula

Magda Chambriard foi indicada para substituir Jean Paul Prates no comando da Petrobras. Com uma carreira marcada por sua atuação na Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) durante o governo Dilma Rousseff, Chambriard é reconhecida como uma engenheira experiente e ex-funcionária da estatal.

No mercado, sua nomeação é percebida como uma mudança para um perfil mais desenvolvimentista em comparação a Prates. Enquanto ele buscou equilibrar sua gestão para atender às promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem alarmar investidores privados, Chambriard tem uma visão alinhada ao governo Lula, defendendo o papel do setor de petróleo como indutor do desenvolvimento industrial do país.

Além disso, Chambriard é uma defensora da exploração de petróleo na margem equatorial, uma região que tem sido alvo de debates entre as áreas ambiental e energética do governo. Em uma recente entrevista ao Blog do Desenvolvimento, ela expressou sua frustração com o fato de que essa região ainda não ter sido explorada, destacando a importância estratégica desse potencial.

Lucro líquido da Petrobras cai 38% no 1T24, a R$ 23,7 bilhões

A Petrobras divulgou na segunda-feira (13) seu balanço do primeiro trimestre deste ano (1T23), registrando um lucro líquido de R$ 23,7 bilhões. O resultado representa uma queda de 37,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao quarto trimestre (1T24), o lucro recuou 23,7%, principalmente devido a menores volumes de vendas e à redução do preço do petróleo e da margem de diesel.

A empresa disse que o resultado foi afetado pela piora do resultado financeiro da Petrobras no 1T24 devido à desvalorização do real frente ao dólar. Esses efeitos foram parcialmente compensados pela redução das despesas operacionais e do imposto de renda apurado na comparação com o trimestre anterior.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado totalizou R$ 60,04 bilhões entre janeiro e março, uma queda de 17,2% em relação ao mesmo período de 2023. Desconsiderando os itens não-recorrentes, o lucro líquido seria semelhante, totalizando R$ 23,9 bilhões, abaixo das expectativas dos analistas.

A receita de vendas da petroleira somou R$ 117,72 bilhões no trimestre, uma queda de 15,4% na comparação anual.

No que diz respeito à produção de petróleo, a empresa relatou um aumento de 4,4% entre janeiro e março em comparação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo avanço operacional de quatro plataformas que entraram em operação ao longo de 2023. A Petrobras produziu em média 2,236 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no país no primeiro trimestre.

Quanto à sua situação financeira, a Petrobras encerrou o primeiro trimestre com uma dívida bruta de cerca de US$ 61,8 bilhões, uma redução de 1,2% em comparação com o fechamento de 2023, mantendo-se dentro do intervalo de referência entre US$ 50 bilhões e US$ 65 bilhões.

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Murilo Melo

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