Pátria Investimentos anuncia fusão com o Moneda e chega a R$ 135 bi sob gestão; ações disparam na Nasdaq

Pátria Investimentos anuncia fusão com o Moneda e chega a R$ 135 bi sob gestão; ações disparam na Nasdaq
Pátria estreou na Nasdaq em janeiro deste ano, mas apresentou queda de 18% desde o seu IPO - Foto: Divulgação

O Pátria Investmentos (NASDAQ: PAX), uma das maiores empresas do ramo de private equity da América Latina, anunciou fusão com o Moneda Asset Management, gestora chilena com cerca e R$ 35 bilhões sob sua tutela – valor que deve saltar para cerca de R$ 135 bilhões com a união. As ações dispararam na Nasdaq depois que a operação foi divulgada.

A expectativa é de que a fusão entre o Pátria e a gestora Moneda ocorra até o fim do ano, gerando pagamento de US$ 315 milhões aos sócios da chilena, US$ 128 milhões em dinheiro e US$ 187 milhões em ações classe B do Pátria

Há valores adicionais a serem pagos após o fechamento do negócio, sujeitos a métricas de retenção dos parceiros da Moneda.

Está previsto ainda um eranout (pagamento potencial) após 2023, em uma combinação de dinheiro e ações classe A do Pátria.

“Nossa liderança está entusiasmada com a união das duas empresas. Estamos entregando rapidamente a estratégia de expansão que apresentamos durante nosso IPO no início deste ano”, afirmou, em nota, Alexandre Saigh, CEO do Pátria Investimentos.

“A transação deve aumentar o lucro por ação ao longo do seu primeiro ano”, acrescenta.

Com a fusão, a gestão deve administrar:

  • Mais de US$ 9,7 bilhões em private equity
  • US$ 5,5 bilhões em instrumentos de crédito (incluindo US$ 650 milhões em exposição a crédito privado)
  • US$ 5,1 bilhões em infraestrutura
  • US$ 2,0 bilhões em assessoria e distribuição
  • US$ 3,0 bilhões em investimento privados em empresas abertas (PIPE) e ações
  • US$ 500 milhões em investimentos imobiliários

BTG aprova o casamento com a Moneda

Segundo relatório do BTG Pactual (BPAC11), a fusão deve gerar um acréscimo de aproximadamente 12% do lucro distribuível por ação ainda em 2021, o que deve gerar um bom resultado e um retorno expressivo aos acionistas no ano seguinte.

“A fusão com a Moneda deve melhorar a capacidade de distribuição, ajudando com expansão geográfica e o aprimoramento da oferta de produtos”, dizem os analistas.

Além disso, ressaltam que o crédito privado está crescendo em um ritmo forte na América Latina, e as pequenas e médias empresas têm ficado para trás ao tomar dinheiro emprestado.

Em um cenário que demonstra um crescimento de 26% no setor de crédito nos últimos 20 anos, o Pátria almeja se tornar líder no segmento, com a gestão apostando suas fichas que o mercado, que deve gerar de US$ 20 a US$ 30 bilhões até 2025, possa alavancar o resultado da companhia – e também as ações da Pátria.

Cotação das ações do Pátria

Listada desde janeiro na Nasdaq, o Pátria Investimentos apresentou uma queda de 12% nas suas ações desde a sua estria na bolsa americana. Hoje as ações da companhia estão cotadas a US$ 17,40, ante um preço inicial de US$ 20. Desde o anúncio da fusão, contudo, os papéis da companhia já subiram 7%.

Eduardo Vargas

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