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Vale (VALE3) perde posto de empresa mais valiosa da América Latina

Vale (VALE3) perde posto de empresa mais valiosa da América Latina
Vale (VALE3), maior distribuidora de dividendos da bolsa brasileira, surfou alta do minério em 2021 - Foto: Divulgação

A Vale (VALE3) perdeu o posto posto de empresa mais valiosa da América Latina para a argentina Mercado Livre (MELI34). A mineradora teve seu valor de mercado reduzido em aproximadamente US$ 40 bilhões, frente aos US$ 90 bilhões avaliados da gigante do comércio online.

Com o fechamento do pregão desta segunda (20), os papéis ordinários da Vale caíram 3,30%, negociados a R$ 83,31. A empresa teve desvalorização de 32% em suas ações em relação à máxima no fim de julho em dólar. A companhia continua, no entanto, como a maior empresa da bolsa brasileira.

A notícia acompanha a tendência do mercado hoje, movimentado pela situação crítica de dívidas da gigante chinesa Evergrande, que gerou grande impacto negativo no mercado financeiro de forma generalizada. A empresa, que atua principalmente no setor imobiliário, pode não quitar sua dívida de US$ 300 bilhões na próxima quarta (22), e a possibilidade de calote é o que preocupa investidores ao redor do globo.

O problema gerado pela Evergrande pode afetar o mercado de construção civil da China, situação de muita relevância para a Vale, uma vez que isso acarretaria uma diminuição na demanda de aço, impactando negativamente a cotação do minério de ferro.

Temor da Evergrande tende a piorar situação da Vale

Como a China é uma das principais importadoras de matéria-prima local, um calote da Evegrande reduziria a demanda pelos insumos brasileiros, além de derrubar o preço das commodities, segundo o economista e sócio da BRA, João Beck, em declaração ao Suno Notícias. “O caso Evergrande pode prejudicar nossa balança comercial”, afirma.

Não é à toa que a Vale (VALE3) e as siderúrgicas – CSN (CSNA3)Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) — caíram no Ibovespa, que perdeu hoje 2,33%. Enquanto a mineradora cedeu 3,30%, as siderúrgicas recuaram 3,08%, 0,93% e 1,44%, respectivamente. Entre as empresas de commodities a Braskem (BRKM5) teve uma desvalorização de 11,54%, a Petrorio (PRIO3) com recuo de 5,68% e a Petrobras (PETR4) que cai 1,12%.

(Com Estadão Conteúdo)

Bruno Galvão

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