Queda do dólar oferece oportunidades para Magazine Luiza (MGLU3), diz CEO

Queda do dólar oferece oportunidades para Magazine Luiza (MGLU3), diz CEO
Foto Divulgação Magazine Luiza

Não é só o turista brasileiro que tem se animado com a queda do dólar. Grandes varejistas como o Magazine Luiza (MGLU3) se beneficiam com oportunidades de compra de mais produtos por preços mais em conta para vender no Brasil.

Segundo o presidente do Magazine Luiza, Frederico Trajano, a queda do dólar e a desaceleração da economia nos Estados Unidos têm feito a empresa realizar novos pedidos de compras a preços menores.

“Está sobrando produto no mundo, com os americanos subindo juros e a demanda parando. A Rússia, que comprava 5 milhões de iPhones ao ano, parou de receber”, disse o CEO do Magalu em entrevista ao jornal Valor Econômico.

De acordo com o levantamento da Econamatica, o dólar perdeu 12,72% em relação ao real desde o início do trimestre, ou seja, a moeda acumula a maior desvalorização trimestral contra o real desde 2009, quando chegou a 15,70%.

Trajano afirma que as lojas estão dando sinais de recuperação, com um primeiro trimestre melhor que os três últimos meses de 2021. “Estamos conseguindo comprar mais quantidade de produtos com custos menores em função do dólar em queda”, reforçou.

Fluxo de capital estrangeiro beneficia queda do dólar e atrai investimentos para o Magalu

Um dos motivos da queda de dólar é o fluxo do capital estrangeiro, que, por sua vez, também tem beneficiado a varejista brasileira. O Magazine Luiza diz que vem conversando com investidores internacionais que possuem interesse na companhia.

A entrada de capital estrangeiro no Brasil aumentou com a elevação contínua da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central, o que tem tornado o Brasil um país mais atrativo para investimentos de fora.

A taxa Selic está em 11,75% ao ano e tem a projeção de encerrar 2022 em 13%, conforme a previsão do Relatório Focus. Já a taxa dos Estados Unidos, principal economia do mundo, está no intervalo de 0,25% a 0,50% ao ano.

O CEO do Magazine Luiza diz que tem sentido na pele o aumento dessa demanda de investidores internacionais, que estão conversando com Trajano para aumentarem suas posições no Magalu.

“São grupos de cinco, dez investidores vindo para o Brasil, com perguntas muito construtivas e visão de longo prazo. Em relação ao Magalu, quando o investidor vem com esse nível, significa interesse em aumentar a posição no país e na companhia”, disse o CEO ao jornal.

Última cotação do Magazine Luiza

Na última sessão, quarta-feira (30), o Magazine Luiza encerrou o pregão em queda de 1,43%, negociado a R$ 6,90. Nesta quinta (31) as ações caem 0,73%, cotadas a R$ 6,82.

Poliana Santos

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